quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lisboa - Alto do Longo


Mesmo junto ao Príncipe Real e à Rua do Século existe um recanto que se chama Alto do Longo, onde os automóveis não passam e que tem uma série de casas rasteirinhas que fazem lembrar um pátio à moda antiga.
O único banco que lá existe foi ideal para me sentar e desenhar o local, com um sol agradável a fazer-me companhia e um silêncio fantástico como banda sonora.
Para cereja no topo do bolo saiu-me um dos meus desenhos preferidos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rua do Século - Casa Floresta


Na Rua do Século em Lisboa existe este edifício abandonado que serve de "terreno" para uma série de espécies de plantas e até pequenas árvores.
Fiquei apaixonado pela possibilidade gráfica do edifício e da mistura de cores que apresenta. Infelizmente não tinha muito tempo pelo que optei apenas por um esboço rápido, mas já prometi a mim mesmo que vou lá voltar e desenhar e pintar o edifício por inteiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lisboa - Rua da Academia das Ciências


Em mais uma manhã de passeio por Lisboa passei por esta rua perto do Conservatório, que me chamou a atenção por causa do arco no final.
Sentei-me no passeio encostado à parede para desenhar. A certa altura veio um cheiro pouco próprio de alguém que fez uma necessidade por ali perto, mas como já tinha começado a desenhar não quis parar. A concentração ajudava a esquecer o cheiro, e o facto do cheiro ir e vir talvez devido à orientação do vento também ajudou.
Enfim, quem corre por gosto não cansa.
Este foi o desenho de estreia do meu 1º caderno Laloran(totalmente fabricado à mão) do qual fiquei fã.

The Art of Urban Sketching


Após algumas peripécias com os correios chegou finalmente a minha cópia do livro "The Art of Urban Skecthing", que nos apresenta todos os correspondentes do site internacional e também um pouco do seu trabalho, incluindo algumas curiosidades e o material que utilizaram para os desenhos que aparecem no livro.
É um livro altamente recomendado para quem gosta de desenho in situ.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cais das Colunas


O último desenho do passeio de bicicleta foi feito no Terreiro do Paço. Apesar de me ter sentado à beira rio de costas para a praça, deu para me aperceber do grande movimento atrás de mim. De turistas e de pessoas em direcção à estação dos barcos
A maré estava vazia, e quando tal acontece surge uma mini-praia junto ao Cais das Colunas, mas só as gaivotas é que a aproveitam.
A certa altura um turista veio atrás de mim espreitar o desenho e tirou uma fotografia. É engraçado como alguém sentado a desenhar desperta sempre atenção.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tejo em contraluz


Continuando o passeio de bicicleta fiquei com esta panorâmica do Tejo à minha frente. Uma vez que era cedinho tinha toda a vista em contraluz, o que me levou a tentar o desenho apenas com mancha de cor, algo que nunca tinha experimentado.
Como experiência foi fantástica, sentado à beira rio apenas com o som das ondas e das gaivotas e afins que se iam fazendo notar mais acima.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Barcos em terra



No mês passado decidi aliar a bicicleta ao urban sketching, impulsionado por alguém (não me recordo quem) que propôs algo do género no encontro dos Urban Sketchers em Campo de Ourique.
Realmente foi uma boa ideia. Assim consegue juntar-se o prazer de andar de bicicleta ao prazer de desenhar.
Este foi o primeiro desenho, na zona ribeirinha entre a Cruz Quebrada e Algés, onde alguns pescadores costumam encontrar-se e fazer umas almoçaradas mesmo ao lado da linha do comboio.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cruz Quebrada - ponte sobre Jamor


Há muitos anos que conheço este local, já que faz parte dos meus roteiros habituais para os passeios de bicicleta. Tenho um certo fascínio por pontes e esta na Cruz Quebrada já há muito tempo que alimentava o desejo de a fotografar.
Curiosamente nunca a fotografei, mas acabei por desenhá-la. Demorou um pouco mais de tempo, mas que me deu um prazer especial, isso deu. Fui desenhá-la de manhã, tive que fazer uma pausa para o almoço, e fui pintá-la à tarde quando a maré já tinha subido quase até ao limite do muro.

domingo, 29 de abril de 2012

Évora - Rua da Misericórdia


Parece que quando sinto falta do aparo e tinta-da-china vou sempre dar a Évora. Assim acabo também por matar as saudades da cidade.
A vista do inicio da Rua da Misericórdia, com os seus planos e telhados variados, sempre me fascinou.
Mas havia (ou ainda há) também a pastelaria "Estudantina", onde a a minha Avó me comprava os bolos fresquinhos todas as manhãs.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

23º Encontro de diários gráficos - Grândola

Mais um encontro dos Urban Sketchers, desta vez em Grândola, que apenas conhecia de passagem.
Os habitantes são muito simpáticos e muitos cumprimentam-nos apenas porque passamos por eles. 
Tivémos direito a um almoço oferecido pela Câmara Municipal de Grândola... e que almoço! Acho que comi as melhores pataniscas da minha vida. Mas não foi só: migas, bacalhau à brás, feijoada, ensopado de borrego, enchidos e mais outras iguarias de que agora não me lembro. Para além das entradas tradicionais: azeitonas, queijos, pão. Resumindo, fomos muito bem tratados.
O dia esteve impecável para desenhar apesar de umas ameaças de chuva pelo caminho.



A praça numa das entradas, onde está localizado o reservatório, que está aproveitado como uma espécie de fonte que ocasionalmente faz uma descarga de água pela base.




 Uma chaminé com um pingo de Algarve. Foi uma das primeiras imagens que vi assim que entrei em Grândola, e fiz questão de a registar no caderno.




O restaurante "Cruzamento" que não é famoso mas bem podia ser pela qualidade da comida.




O meu primeiro duelo frente a frente, em resposta ao desafio do Mário Linhares.




Uma igreja num largo cujo nome não vi. Enquanto fazia este desenho veio ter comigo um senhor que perguntou se iríamos fazer alguma exposição dos desenhos daquele dia.
É bom ver que as pessoas são curiosas em relação ao que fazemos e têm interesse pelo resultado. Foi uma boa iniciativa da CM de Grândola.



No mesmo largo da igreja do desenho anterior estava sentada a velha guarda de Grândola, com os chapéus de chuva a servirem de protecção ao sol. A certa altura despoletou-se uma conversa de velhas memórias de alguém que já deveria rondar os 80 anos e relembrava o avô que era caçador, mas que um dia se tinha esquecido da espingarda em casa.
Não é meu hábito desenhar pessoas, mas perante este cenário não consegui resistir e tive que registar o momento. É engraçado como o acto de desenhar surge por impulso e não por premeditação.




O último desenho do dia. Estava à espera de encontrar mais cenários destes em Grândola, mas infelizmente a maior parte das zonas por onde passei não era assim tão típica, o que não impediu de ter passado mais um dia fantástico. E de certeza que se passasse mais tempo em Grândola muitos mais desenhos iriam parar ao caderno. Fica uma hipótese de regresso no futuro.

domingo, 22 de abril de 2012

Planetário


O planetário é um local fantástico para ver as estrelas em pleno dia, e com uma tal intensidade que só por vezes conseguimos ver no campo.
Lá estava eu cheio de pressa a desenhar antes que as luzes se apagassem e o espectáculo se iniciasse.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A cerca


O acesso à estação dos comboios em São Martinho do Porto tem esta cerca bem bonita. É um corredor longo, com a linha de um lado e um pequeno espaço verde do outro.
Sentei-me no chão encostado a um dos lados enquanto desenhava, e obviamente despertei a atenção de quem por ali passou. Tudo pessoas simpáticas que fazem lembrar que São Martinho do Porto na época baixa é como se fosse mais uma aldeia semi-abandonada no interior do país. E sinceramente prefiro-a assim do que com o alto reboliço e confusão do verão.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Escadinhas em Óbidos #2



Um pouco mais acima das escadas do desenho anterior estava este acesso já junto à muralha, que desemboca num largo espaçoso, com arvóres engraçadas e, uma vez que é um ponto alto, uma vista fantástica sobre Óbidos.

domingo, 15 de abril de 2012

Escadas em Óbidos


Nas minhas últimas férias dei um passeio por Óbidos, e como não podia deixar de ser aproveitei para apaziguar a skecth-dependência.
Cruzam-se umas ruelas, sobem-se umas escadas, dobram-se umas esquinas e aparece sempre algum bom motivo para desenhar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Jardim da Gulbenkian - P&B


O bichinho do preto e branco já andava a ficar muito activo, pelo que nem tentei resistir e atirei-me ao jardim da Gulbenkian.
Para experimentar utilizei as canetas de tinta da Pigma em vez do tradicional aparo. O resultado foi muito semelhante e definitivamente do meu agrado.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Parque das Nações


Se me pusesse a desenhar todas as pessoas que estavam a percorrer este passeio teria que me sentar e encomendar o jantar, porque iria ficar por lá bastante tempo.

domingo, 8 de abril de 2012

Gulbenkian #3


E para finalizar a manhã na Gulbenkian ficou este panorama do lago. Talvez tenha sido este o desenho que me deu mais prazer fazer, pelo sol que me aqueceu enquanto o fazia, pela imagem fantástica que tinha à minha frente e pela quantidade de pessoas que por ali passou, principalmente avós, filhos e netos, a dar de comida aos patos que andavam por ali.

Quando olho para este desenho tenho aquela imagem cinematográfica de ver sempre o mesmo fundo com a imagem acelerada das pessoas a passar.

Gulbenkian #2


Mais um da manhã passada na Gulbenkian. Ainda me lembro do auditório completamente a céu aberto, sem esta cobertura estranha e algo futurista que acaba por impor alguma modernidade ao espaço.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gulbenkian #1


Sempre tive um fascínico especial pelos jardins da Gulbenkian, cheios de recantos, subidas, descidas, pequenas pontes, patos e ribeiros. Efectivamente é um espaço onde se consegue estar sem interferência da cidade que o rodeia.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Navio escola Sagres


Em Fevereiro o navio escola Sagres esteve ancorado e aberto ao público na Rocha Conde de Óbidos, Alcântara.
Não sabia que um navio podia ter tanta gente em cima, mas a verdade é que se aguentou. Foi uma visita que não valeu mesmo a pena, já que estive 40 minutos em fila para entrar, atravessei o convés sempre em fila, e estive novamente em fila para sair.
Resumindo, a única parte que consegui ver bem foram as cordas e os mastros porque por aí ninguém podia andar.
Fica a recordação do dia num esboço rápido antes da entrada. Ainda era para desenhar a ponte em 2º plano depois da saída, mas sinceramente depois da visita decepcionante já estava sem vontade para fazer o que quer que fosse relacionado com o navio.