quinta-feira, 31 de maio de 2012
Em Belém descobri a Rua da Praia do Bom-Sucesso, escondida do circuito normal de passagem, que tem interligada o Beco da Ré.
É uma rua muito engraçada, sossegada e com alguns recantos que dão vontade de desenhar. Alguns dos edifícios estão degradados, mas até aí consigo encontrar alguma beleza.
Vão-se acumulando os locais por onde vou passando e fico com a ideia de lá voltar para mais alguns desenhos. Este é mais um caso.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
25º Encontro dos Urban Sketchers - Alenquer
Ontem realizou-se o 25º encontro dos Urban Sketchers em Alenquer. Fomos muito bem recebidos pelo Presidente da Câmara, com direito a uma pequena apresentação da vila e um video para acompanhar, não esquecendo uma prova de vinhos ou não tivéssemos nós sido recebidos no Portal do Vinho do Oeste.
Logo à saída nem sequer comecei a subir as escadas. Sentei-me logo para o primeiro registo do dia.
Na esquina seguinte apareceu-me esta paisagem à frente, cheia de verdes, que me pareceu ser a ocasião perfeita para experimentar a minha caneta-pincel nova com tinta permanente e para treinar a variedade de verdes com que normalmente luto na minha paleta.
Estava sentado numa rua só pedonal, toda em calçada, muito calma. Enquanto desenhava alguém atrás de mim tratava da roupa acabada de lavar.
Uns 20 metros mais à frente vi esta ruela à qual não resisti. A perspectiva era fantástica.
Alenquer tem muitas escadinhas e ruelas por onde nos podemos "perder" a desenhar. Os 3 primeiros desenhos da manhã foram feitos num percurso de cerca de 100m... literalmente em cada esquina que passava encontrava um motivo para desenhar.
À tarde optei por passear mais um pouco e quis subir ao alto para a zona do castelo.
O castelo (ou o que sobra dele) não encontrei, mas encontrei esta vista panorâmica. Enquanto desenhava pude ver a procissão a sair da igreja lá do fundo para percorrer as ruas da vila, sempre com o sino a fazer-se ouvir.
De manhã houve que tivesse visitado os claustros do convento (o mesmo de onde saiu a procissão) e eu não queria deixar de pelo menos passar por lá. Pus-me a caminho mas fui retido por mais umas escadinhas, desta vez com um arco e uma passagem por cima. Propus-me a desenhar rapidamente para ainda chegar ao convento.
Finalmente consegui chegar ao convento e aos claustros. Muito bonito. Não quis vir-me embora sem os desenhar, mas infelizmente o tempo já não era muito e o objectivo foi demasiado ambicioso, pelo que o desenho ficou inacabado (pelo menos não ficou com o acabamento que gostaria de lhe ter dado).
No final do dia ainda tivemos oportunidade de visitar o Museu João Mário com uma visita guiada feita pelo próprio, onde pudemos ver uma colecção impressionante de quadros do pintor João Mário e de uma variedade de outros autores que foi coleccionando ao longo da vida. A colecção impressiona pela quantidade e também pela qualidade. Aconselho vivamente a quem gostar de pintura a visita a este museu.
Mesmo no final o Mário L. teve direito a um directo na TVI para um programa a partir de Alenquer. Os cadernos dos Urban Sketchers apareceram na TV!!
Só posso agradecer a Alenquer e aos seus responsáveis por nos terem proporcionado um dia excepcional que não tenho dúvidas que foi do agrado de todos.
sábado, 26 de maio de 2012
Porto de Lisboa - comboio
Também como apaixonado por comboios e linhas férreas, ao atravessar a linha no porto de Lisboa não pude deixar passar a oportunidade de desenhar esta perspectiva.
Os carris em direcção ao horizonte, os postes alinhados, os cabos entre cruzados... há qualquer coisa nisto tudo que me agrada. É daquelas coisas que não se explicam mas que se sentem. E eu sentei-me, no murinho à beira da linha, a sentir o prazer de olhar para a linha e o prazer de a ver crescer no caderno.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Sempre gostei muito de zonas portuárias com os seus contentores, navios, gruas, comboios, etc. O porto de Lisboa tem algumas zonas visitáveis onde se podem ver todos estes elementos.
Este dia estava bastante cinzento, mas havia algo de agradável no ar. Também sou suspeito porque gosto de dias cinzentos.
Acabei por optar por desenhar o barco, mas estava com a sensação de que para onde quer que me virasse tinha várias oportunidades de desenho. Com este ângulo consegui aproveitar para ouvir o som do rio enquanto desenhava, já que estava mesmo na beirinha do cais.
Ficaram muitos desenhos por fazer, por isso tenho que voltar ao porto de Lisboa.
domingo, 20 de maio de 2012
Postal Évora #1
No último encontro dos Urban Sketchers em Grândola a Câmara Municipal ofereceu-nos uns postais com imagens da autoria de um pintor de nome Jorge Colombo. Não conhecia o pintor, mas gostei muito do género de linha e cor muito simples que utilizou.
E como é assim que funcionam as influências decidi tentar algo do género com Évora, em formato postal. As linhas são feitas com aparo e tinta-da-china em papel de aguarela, e as cores são vivas e sem variações de tonalidade.
Gostei o suficiente para fazer pelo menos tentar mais uns quantos.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Lisboa - Alto do Longo
Mesmo junto ao Príncipe Real e à Rua do Século existe um recanto que se chama Alto do Longo, onde os automóveis não passam e que tem uma série de casas rasteirinhas que fazem lembrar um pátio à moda antiga.
O único banco que lá existe foi ideal para me sentar e desenhar o local, com um sol agradável a fazer-me companhia e um silêncio fantástico como banda sonora.
Para cereja no topo do bolo saiu-me um dos meus desenhos preferidos.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Rua do Século - Casa Floresta
Na Rua do Século em Lisboa existe este edifício abandonado que serve de "terreno" para uma série de espécies de plantas e até pequenas árvores.
Fiquei apaixonado pela possibilidade gráfica do edifício e da mistura de cores que apresenta. Infelizmente não tinha muito tempo pelo que optei apenas por um esboço rápido, mas já prometi a mim mesmo que vou lá voltar e desenhar e pintar o edifício por inteiro.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Lisboa - Rua da Academia das Ciências
Em mais uma manhã de passeio por Lisboa passei por esta rua perto do Conservatório, que me chamou a atenção por causa do arco no final.
Sentei-me no passeio encostado à parede para desenhar. A certa altura veio um cheiro pouco próprio de alguém que fez uma necessidade por ali perto, mas como já tinha começado a desenhar não quis parar. A concentração ajudava a esquecer o cheiro, e o facto do cheiro ir e vir talvez devido à orientação do vento também ajudou.
Enfim, quem corre por gosto não cansa.
Este foi o desenho de estreia do meu 1º caderno Laloran(totalmente fabricado à mão) do qual fiquei fã.
The Art of Urban Sketching
Após algumas peripécias com os correios chegou finalmente a minha cópia do livro "The Art of Urban Skecthing", que nos apresenta todos os correspondentes do site internacional e também um pouco do seu trabalho, incluindo algumas curiosidades e o material que utilizaram para os desenhos que aparecem no livro.
É um livro altamente recomendado para quem gosta de desenho in situ.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Cais das Colunas
O último desenho do passeio de bicicleta foi feito no Terreiro do Paço. Apesar de me ter sentado à beira rio de costas para a praça, deu para me aperceber do grande movimento atrás de mim. De turistas e de pessoas em direcção à estação dos barcos
A maré estava vazia, e quando tal acontece surge uma mini-praia junto ao Cais das Colunas, mas só as gaivotas é que a aproveitam.
A certa altura um turista veio atrás de mim espreitar o desenho e tirou uma fotografia. É engraçado como alguém sentado a desenhar desperta sempre atenção.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Tejo em contraluz
Continuando o passeio de bicicleta fiquei com esta panorâmica do Tejo à minha frente. Uma vez que era cedinho tinha toda a vista em contraluz, o que me levou a tentar o desenho apenas com mancha de cor, algo que nunca tinha experimentado.
Como experiência foi fantástica, sentado à beira rio apenas com o som das ondas e das gaivotas e afins que se iam fazendo notar mais acima.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Barcos em terra
No mês passado decidi aliar a bicicleta ao urban sketching, impulsionado por alguém (não me recordo quem) que propôs algo do género no encontro dos Urban Sketchers em Campo de Ourique.
Realmente foi uma boa ideia. Assim consegue juntar-se o prazer de andar de bicicleta ao prazer de desenhar.
Este foi o primeiro desenho, na zona ribeirinha entre a Cruz Quebrada e Algés, onde alguns pescadores costumam encontrar-se e fazer umas almoçaradas mesmo ao lado da linha do comboio.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Cruz Quebrada - ponte sobre Jamor
Há muitos anos que conheço este local, já que faz parte dos meus roteiros habituais para os passeios de bicicleta. Tenho um certo fascínio por pontes e esta na Cruz Quebrada já há muito tempo que alimentava o desejo de a fotografar.
Curiosamente nunca a fotografei, mas acabei por desenhá-la. Demorou um pouco mais de tempo, mas que me deu um prazer especial, isso deu. Fui desenhá-la de manhã, tive que fazer uma pausa para o almoço, e fui pintá-la à tarde quando a maré já tinha subido quase até ao limite do muro.
domingo, 29 de abril de 2012
Évora - Rua da Misericórdia
Parece que quando sinto falta do aparo e tinta-da-china vou sempre dar a Évora. Assim acabo também por matar as saudades da cidade.
A vista do inicio da Rua da Misericórdia, com os seus planos e telhados variados, sempre me fascinou.
Mas havia (ou ainda há) também a pastelaria "Estudantina", onde a a minha Avó me comprava os bolos fresquinhos todas as manhãs.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
23º Encontro de diários gráficos - Grândola
Mais um encontro dos Urban Sketchers, desta vez em Grândola, que apenas conhecia de passagem.
Os habitantes são muito simpáticos e muitos cumprimentam-nos apenas porque passamos por eles.
Tivémos direito a um almoço oferecido pela Câmara Municipal de Grândola... e que almoço! Acho que comi as melhores pataniscas da minha vida. Mas não foi só: migas, bacalhau à brás, feijoada, ensopado de borrego, enchidos e mais outras iguarias de que agora não me lembro. Para além das entradas tradicionais: azeitonas, queijos, pão. Resumindo, fomos muito bem tratados.
O dia esteve impecável para desenhar apesar de umas ameaças de chuva pelo caminho.
A praça numa das entradas, onde está localizado o reservatório, que está aproveitado como uma espécie de fonte que ocasionalmente faz uma descarga de água pela base.
Uma chaminé com um pingo de Algarve. Foi uma das primeiras imagens que vi assim que entrei em Grândola, e fiz questão de a registar no caderno.
O restaurante "Cruzamento" que não é famoso mas bem podia ser pela qualidade da comida.
O meu primeiro duelo frente a frente, em resposta ao desafio do Mário Linhares.
Uma igreja num largo cujo nome não vi. Enquanto fazia este desenho veio ter comigo um senhor que perguntou se iríamos fazer alguma exposição dos desenhos daquele dia.
É bom ver que as pessoas são curiosas em relação ao que fazemos e têm interesse pelo resultado. Foi uma boa iniciativa da CM de Grândola.
No mesmo largo da igreja do desenho anterior estava sentada a velha guarda de Grândola, com os chapéus de chuva a servirem de protecção ao sol. A certa altura despoletou-se uma conversa de velhas memórias de alguém que já deveria rondar os 80 anos e relembrava o avô que era caçador, mas que um dia se tinha esquecido da espingarda em casa.
Não é meu hábito desenhar pessoas, mas perante este cenário não consegui resistir e tive que registar o momento. É engraçado como o acto de desenhar surge por impulso e não por premeditação.
O último desenho do dia. Estava à espera de encontrar mais cenários destes em Grândola, mas infelizmente a maior parte das zonas por onde passei não era assim tão típica, o que não impediu de ter passado mais um dia fantástico. E de certeza que se passasse mais tempo em Grândola muitos mais desenhos iriam parar ao caderno. Fica uma hipótese de regresso no futuro.
domingo, 22 de abril de 2012
Planetário
sexta-feira, 20 de abril de 2012
A cerca
O acesso à estação dos comboios em São Martinho do Porto tem esta cerca bem bonita. É um corredor longo, com a linha de um lado e um pequeno espaço verde do outro.
Sentei-me no chão encostado a um dos lados enquanto desenhava, e obviamente despertei a atenção de quem por ali passou. Tudo pessoas simpáticas que fazem lembrar que São Martinho do Porto na época baixa é como se fosse mais uma aldeia semi-abandonada no interior do país. E sinceramente prefiro-a assim do que com o alto reboliço e confusão do verão.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Escadinhas em Óbidos #2
domingo, 15 de abril de 2012
Escadas em Óbidos
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Jardim da Gulbenkian - P&B
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