quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vertical


Desde sempre que me lembro de passear pelas ruas que tenho tendência para olhar para cima, para ver os recortes dos telhados contra o céu. Assim acabei por desenvolver uma certa paixão por chaminés, antenas, mansardas, telhas, caleiras... enfim, tudo o que possamos encontrar num telhado.
Este cantinho na Rua Rosa Araújo estava talhado para ir parar ao moleskine na vertical.
Infelizmente mais uma vez o scanne atrapalhou-se completamente com os amarelos e transformou quase tudo em azul. A cor original do edifício é mesmo um amarelo limão muito suave.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

27º Encontro dos Urban Sketchers - Sesimbra

No passado dia 23 realizou-se o 27º encontro dos Urban Sketchers no Castelo de Sesimbra. A zona é definitivamente bonita, com as vistas que seriam de esperar num castelo ao cimo do monte, no entanto para o desenho as possibilidades eram algo limitadas e senti-me um pouco orfão de pontos de interesse que me motivassem.
De qualquer forma lá consegui encontrar uns ângulos e perspectivas na zona da recepção e no final da manhã atirei-me à vista tipo "postal" de um dos miradouros.




Apesar do miradouro ser em campo aberto tive que partilhar o espaço com as moscas e outros insectos que insistiam em espreitar o desenho em cima do meu corpo, para além do sol estar verdadeiramente abrasador e em todo o seu esplendor (eram mais ou menos 12:00h).


Ao almoço não pôde faltar a sessão habitual de "quem desenha quem". (Mais uma vez o scanner baralhou-se com os amarelos e castanhos claros e optou por transformar o Luís numa mancha azul).
A seguir ao almoço decidimos mudar de ares e demos um pulinho até ao Cabo Espichel que estava mesmo ali ao lado. O vento era forte e com cheirinho a maresia, o que serviu para esquecer o calor que se fazia sentir na zona do castelo.
A (quase) ausência de sombras contribuiu para alimentar o escaldão que apanhei no pescoço, mas pelo menos consegui encontrar no convento recanto que estava a implorar-me para ser desenhado.



No final regressámos ao castelo para a partilha habitual e provarmos um moscatel oferecido pela CM Sesimbra.

domingo, 24 de junho de 2012


Este edifício não tem nada a ver com os restantes, apesar de nestes quarteirões de Lisboa existirem alguns edifícios clássicos. Não conheço a sua história, mas com certeza terá uma, tal como todos os outros.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rua Braancamp


Sempre gostei deste edifício numa esquina da Rua Braancamp. Quando nesta manhã decidi ir dar uma volta a esta zona de Lisboa obviamente esta foi a minha 1ª escolha. Sentei-me no passeio, encostado a uma máquina de selos dos Ctt e por lá fiquei.
Devido à dimensão do caderno o edifício acabou não ter a importância que lhe queria dar, mas permitiu-me incorporar os semáforos e tabuletas que por alguma razão me deram gosto desenhar.
Pelo meio tive a visita de um casal de estangeiros que veio dar uma olhada ao que estava a fazer, e houve um outro que atravessou a estrada, espreitou, e voltou a atravessar para o outro lado.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os amarelos


Ainda não percebi porquê, mas por vezes o scanner baralha-se com os amarelos e transforma-os em azuis. Foi o que aconteceu na parte superior deste desenho, que no caderno está todo amarelo.
Já conhecia este terraço diagonal há algum tempo (de olhar para ele diversas vezes de baixo). Naquele dia tive a sorte de ter algum tempo disponível em simultâneo com o caderno à mão, por isso foi só questão de "juntar o útil ao agradável".

domingo, 17 de junho de 2012

Minimal


Não é uma perspectiva arrojada, nem sequer uma imagem sobre-detalhada. Às vezes apetece-me só isto: reproduzir uma imagem com um enquadramento clássico, sem grandes ambições.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Poste


Gosto de pensar que qualquer motivo é desenhável, por mais desinteressante que possa parecer, e o que desenho tem o poder de o tornar interessante. Para mim este é um dos casos que comprova o meu pensamento: um poste perdido no meio do Ribatejo, com equipamento eléctrico agregado, originou um desenho de que gosto bastante.

sábado, 9 de junho de 2012


"The Champalimaud Centre of the Unknown": é assim que está identificado o centro Champalimaud na zona ribeirinha entre Belém e Algés. Embora goste do nome (que aliado à arquitectura diferente do edifício às vezes faz pensar que por ali se analisam ovnis), não percebo porque ficou escrito em inglês e não em português.
De qualquer forma acho o edifício fantástico e normalmente tem uma certa melancolia, com os seus espaços amplos e por vezes pouca gente. Aqueles 2 pilares de betão, como se fossem uma fisga virada para o céu, ajudam o imaginário a virar-se para a teoria dos ovnis. O espelho de água junto às suas bases é um belo local para se olhar para o infinito.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Postal Évora #2


Mais um postal de Évora. Está a germinar o conceito de mostrar apenas pedaços dos monumentos e locais turísticos reconhecidos inseridos no ambiente geral. Parece-me mais interessante do que desenhar assumidamente os monumentos, e na realidade sempre gostei mais de conhecer a envolvente dos edifícios do que olhar para a sua fachada. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Ainda na mesma zona do post anterior estava esta pequena ruela, com um amarelo muito forte a contrastar os restantes elementos.
Aqui tive oportunidade de desenhar 2 favoritos presentes nos ambientes urbanos: chaminés e candeeiros (embora este último um pouco menos tradicional do que o normal).
Foi neste dia que estreei o meu pincel de água com ponta larga. Obviamente funciona muito melhor para preenchimento de grandes áreas e permite carregar um pouco nas cores porque consegue absorver mais pigmento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012


Em Belém descobri a Rua da Praia do Bom-Sucesso, escondida do circuito normal de passagem, que tem interligada o Beco da Ré.
É uma rua muito engraçada, sossegada e com alguns recantos que dão vontade de desenhar. Alguns dos edifícios estão degradados, mas até aí consigo encontrar alguma beleza.
Vão-se acumulando os locais por onde vou passando e fico com a ideia de lá voltar para mais alguns desenhos. Este é mais um caso.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

25º Encontro dos Urban Sketchers - Alenquer

Ontem realizou-se o 25º encontro dos Urban Sketchers em Alenquer. Fomos muito bem recebidos pelo Presidente da Câmara, com direito a uma pequena apresentação da vila e um video para acompanhar, não esquecendo uma prova de vinhos ou não tivéssemos nós sido recebidos no Portal do Vinho do Oeste.
Logo à saída nem sequer comecei a subir as escadas. Sentei-me logo para o primeiro registo do dia.


Na esquina seguinte apareceu-me esta paisagem à frente, cheia de verdes, que me pareceu ser a ocasião perfeita para experimentar a minha caneta-pincel nova com tinta permanente e para treinar a variedade de verdes com que normalmente luto na minha paleta.
Estava sentado numa rua só pedonal, toda em calçada, muito calma. Enquanto desenhava alguém atrás de mim tratava da roupa acabada de lavar.


Uns 20 metros mais à frente vi esta ruela à qual não resisti. A perspectiva era fantástica.


Alenquer tem muitas escadinhas e ruelas por onde nos podemos "perder" a desenhar. Os 3 primeiros desenhos da manhã foram feitos num percurso de cerca de 100m... literalmente em cada esquina que passava encontrava um motivo para desenhar.


À tarde optei por passear mais um pouco e quis subir ao alto para a zona do castelo.
O castelo (ou o que sobra dele) não encontrei, mas encontrei esta vista panorâmica. Enquanto desenhava pude ver a procissão a sair da igreja lá do fundo para percorrer as ruas da vila, sempre com o sino a fazer-se ouvir.


De manhã houve que tivesse visitado os claustros do convento (o mesmo de onde saiu a procissão) e eu não queria deixar de pelo menos passar por lá. Pus-me a caminho mas fui retido por mais umas escadinhas, desta vez com um arco e uma passagem por cima. Propus-me a desenhar rapidamente para ainda chegar ao convento.


Finalmente consegui chegar ao convento e aos claustros. Muito bonito. Não quis vir-me embora sem os desenhar, mas infelizmente o tempo já não era muito e o objectivo foi demasiado ambicioso, pelo que o desenho ficou inacabado (pelo menos não ficou com o acabamento que gostaria de lhe ter dado).


No final do dia ainda tivemos oportunidade de visitar o Museu João Mário com uma visita guiada feita pelo próprio, onde pudemos ver uma colecção impressionante de quadros do pintor João Mário e de uma variedade de outros autores que foi coleccionando ao longo da vida. A colecção impressiona pela quantidade e também pela qualidade. Aconselho vivamente a quem gostar de pintura a visita a este museu.

Mesmo no final o Mário L. teve direito a um directo na TVI para um programa a partir de Alenquer. Os cadernos dos Urban Sketchers apareceram na TV!!

Só posso agradecer a Alenquer e aos seus responsáveis por nos terem proporcionado um dia excepcional que não tenho dúvidas que foi do agrado de todos.

sábado, 26 de maio de 2012

Porto de Lisboa - comboio


Também como apaixonado por comboios e linhas férreas, ao atravessar a linha no porto de Lisboa não pude deixar passar a oportunidade de desenhar esta perspectiva.
Os carris em direcção ao horizonte, os postes alinhados, os cabos entre cruzados... há qualquer coisa nisto tudo que me agrada. É daquelas coisas que não se explicam mas que se sentem. E eu sentei-me, no murinho à beira da linha, a sentir o prazer de olhar para a linha e o prazer de a ver crescer no caderno.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Sempre gostei muito de zonas portuárias com os seus contentores, navios, gruas, comboios, etc. O porto de Lisboa tem algumas zonas visitáveis onde se podem ver todos estes elementos.
Este dia estava bastante cinzento, mas havia algo de agradável no ar. Também sou suspeito porque gosto de dias cinzentos.
Acabei por optar por desenhar o barco, mas estava com a sensação de que para onde quer que me virasse tinha várias oportunidades de desenho. Com este ângulo consegui aproveitar para ouvir o som do rio enquanto desenhava, já que estava mesmo na beirinha do cais.
Ficaram muitos desenhos por fazer, por isso tenho que voltar ao porto de Lisboa.

domingo, 20 de maio de 2012

Postal Évora #1


No último encontro dos Urban Sketchers em Grândola a Câmara Municipal ofereceu-nos uns postais com imagens da autoria de um pintor de nome Jorge Colombo. Não conhecia o pintor, mas gostei muito do género de linha e cor muito simples que utilizou.
E como é assim que funcionam as influências decidi tentar algo do género com Évora, em formato postal. As linhas são feitas com aparo e tinta-da-china em papel de aguarela, e as cores são vivas e sem variações de tonalidade.
Gostei o suficiente para fazer pelo menos tentar mais uns quantos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lisboa - Alto do Longo


Mesmo junto ao Príncipe Real e à Rua do Século existe um recanto que se chama Alto do Longo, onde os automóveis não passam e que tem uma série de casas rasteirinhas que fazem lembrar um pátio à moda antiga.
O único banco que lá existe foi ideal para me sentar e desenhar o local, com um sol agradável a fazer-me companhia e um silêncio fantástico como banda sonora.
Para cereja no topo do bolo saiu-me um dos meus desenhos preferidos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rua do Século - Casa Floresta


Na Rua do Século em Lisboa existe este edifício abandonado que serve de "terreno" para uma série de espécies de plantas e até pequenas árvores.
Fiquei apaixonado pela possibilidade gráfica do edifício e da mistura de cores que apresenta. Infelizmente não tinha muito tempo pelo que optei apenas por um esboço rápido, mas já prometi a mim mesmo que vou lá voltar e desenhar e pintar o edifício por inteiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lisboa - Rua da Academia das Ciências


Em mais uma manhã de passeio por Lisboa passei por esta rua perto do Conservatório, que me chamou a atenção por causa do arco no final.
Sentei-me no passeio encostado à parede para desenhar. A certa altura veio um cheiro pouco próprio de alguém que fez uma necessidade por ali perto, mas como já tinha começado a desenhar não quis parar. A concentração ajudava a esquecer o cheiro, e o facto do cheiro ir e vir talvez devido à orientação do vento também ajudou.
Enfim, quem corre por gosto não cansa.
Este foi o desenho de estreia do meu 1º caderno Laloran(totalmente fabricado à mão) do qual fiquei fã.

The Art of Urban Sketching


Após algumas peripécias com os correios chegou finalmente a minha cópia do livro "The Art of Urban Skecthing", que nos apresenta todos os correspondentes do site internacional e também um pouco do seu trabalho, incluindo algumas curiosidades e o material que utilizaram para os desenhos que aparecem no livro.
É um livro altamente recomendado para quem gosta de desenho in situ.