terça-feira, 17 de julho de 2012
Alcácer
As primeiras horas da manhã são sempre as minhas preferidas. Pode-se mesmo dizer que é o nascimento do dia... ainda há poucas pessoas na rua, assim como carros, e a passarada anda no seu auge do chilreio (assim como ao final da tarde).
Não tinha muito tempo por isso aproveitei para um desenho rápido num caderno pequeno.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Alcácer do Sal - estação
Julgo já ter referido anteriormente que gosto de comboios. E gosto também de reservatórios de água. A estação de Alcácer do Sal junta os dois. Talvez fizesse mais sentido desenhar o reservatório a partir da linha do comboio, mas por alguma razão este enquadramento atraiu-me mais.
Fora o calor abrasador, gostei muito do momento que este desenho me proporcionou. E é daqueles locais que tenho a sensação que, apesar de pequeno, um dia inteiro não me chegava para desenhar tudo.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Alcácer a preto e branco
Eram cerca das 8h40. Nesta estrada da estação de comboios que dá acesso a Alcácer do Sal a calma imperava. Uma brisa fresca fazia-se sentir e o único som que se ouvia era o chilrear dos pássaros que parecia quase omnipresente.
Apesar desta bela pintura matinal e colorida apeteceu-me fazer um desenho a lápis, e assim deixá-lo. Ocasionalmente lembro-me que o lápis foi a minha origem, e apesar de hoje desenhar bastante mais a caneta, de vez em quando sinto saudades.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Alcácer do Sal
Há muitos anos que tinha vontade de rever Alcácer do Sal (rever porque sei que já lá estive, embora não me lembre de nada em concreto).
Recentemente tive oportunidade de por lá passar e fiquei com a certeza que a minha vontade se justificava. Gostei muito da zona ribeirinha, especialmente do lado oposto à vila, toda arranjada e com uma vista fantástica para o casario.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Silos
Sou definitivamente um amante de zonas industriais. Há algo de melancólico naquelas estruturas enormes, por vezes metálicas e de aspecto abandonado. Aliado ao silêncio que se ouve quando não estão a trabalhar ajuda-me a entendê-las como parte de um cenário de ficção cientifica, como se me transportasse para outro mundo.
domingo, 8 de julho de 2012
Logradouros
No interior de muitos quarteirões de Lisboa existem espaços que só são visíveis pelas janelas dos apartamentos e nunca pela rua exterior, que têm parques com hortas, relvados, guarda-sóis, zonas não tratadas com terra ou erva, gatos e por vezes também equipamento de ar condicionado.
Uns são bonitos com muitas zonas verdes, outros um pouco mais industriais e pouco apelativos.
De qualquer forma são espaços privados onde a calma impera e que normalmente tenho curiosidade em conhecer.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Lisboa - Cais do Sodré
Apesar de não ser hábito, de vez em quando encontro motivação para desenhar pessoas. Na zona do Cais do Sodré onde estão estes bancos móveis muito engraçados não me faltavam motivos para desenhar.
Tive muita sorte porque menos de 1 minuto depois de começar a pintar a senhora levantou-se e foi-se embora.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Lisboa - Mercado da Ribeira
Sempre gostei muito do Mercado da Ribeira como edifício. Já que estava ali nas redondezas não pude deixar de tentar o registo.
Sentei-me no separador entre as faixas da avenida e pus-me ao trabalho, com a ideia de fazer um esboço rápido. Acabou por ser ainda mais rápido do que pretendia já que, apesar de estar encostado a uma árvore, o sol batia-me com tanta força que me estava a incomodar, assim como o ruído dos automóveis e autocarros que me passavam ao lado.
Acabei por despachar muito rapidamente o desenho e a cor para poder ir para o local seguinte.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Lisboa - Travessa do Carvalho
No dia seguinte à grande noite dos santos em Lisboa decidi ir averiguar o "after-party" na zona do Cais do Sodré. A verdade é que os cheiros e o lixo ainda são bastante intensos, para além de pelas 9:00h ainda se encontrar bastantes pessoas que ainda não se deitaram.
Esta foi uma perspectiva que me cativou desde o inicio. Encostei-me à parede e fiz o desenho a tinta. Depois sentei-me no chão para o pintar, mas ao fim de uns 10 minutos tive que desistir devido ao (mau) cheiro intenso que se sentia junto ao chão. Era impossível estar ali sentado. Acabei por acabar a pintura em casa.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Vertical
Desde sempre que me lembro de passear pelas ruas que tenho tendência para olhar para cima, para ver os recortes dos telhados contra o céu. Assim acabei por desenvolver uma certa paixão por chaminés, antenas, mansardas, telhas, caleiras... enfim, tudo o que possamos encontrar num telhado.
Este cantinho na Rua Rosa Araújo estava talhado para ir parar ao moleskine na vertical.
Infelizmente mais uma vez o scanne atrapalhou-se completamente com os amarelos e transformou quase tudo em azul. A cor original do edifício é mesmo um amarelo limão muito suave.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
27º Encontro dos Urban Sketchers - Sesimbra
No passado dia 23 realizou-se o 27º encontro dos Urban Sketchers no Castelo de Sesimbra. A zona é definitivamente bonita, com as vistas que seriam de esperar num castelo ao cimo do monte, no entanto para o desenho as possibilidades eram algo limitadas e senti-me um pouco orfão de pontos de interesse que me motivassem.
De qualquer forma lá consegui encontrar uns ângulos e perspectivas na zona da recepção e no final da manhã atirei-me à vista tipo "postal" de um dos miradouros.
Apesar do miradouro ser em campo aberto tive que partilhar o espaço com as moscas e outros insectos que insistiam em espreitar o desenho em cima do meu corpo, para além do sol estar verdadeiramente abrasador e em todo o seu esplendor (eram mais ou menos 12:00h).
Ao almoço não pôde faltar a sessão habitual de "quem desenha quem". (Mais uma vez o scanner baralhou-se com os amarelos e castanhos claros e optou por transformar o Luís numa mancha azul).
A seguir ao almoço decidimos mudar de ares e demos um pulinho até ao Cabo Espichel que estava mesmo ali ao lado. O vento era forte e com cheirinho a maresia, o que serviu para esquecer o calor que se fazia sentir na zona do castelo.
A (quase) ausência de sombras contribuiu para alimentar o escaldão que apanhei no pescoço, mas pelo menos consegui encontrar no convento recanto que estava a implorar-me para ser desenhado.
No final regressámos ao castelo para a partilha habitual e provarmos um moscatel oferecido pela CM Sesimbra.
domingo, 24 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Rua Braancamp
Sempre gostei deste edifício numa esquina da Rua Braancamp. Quando nesta manhã decidi ir dar uma volta a esta zona de Lisboa obviamente esta foi a minha 1ª escolha. Sentei-me no passeio, encostado a uma máquina de selos dos Ctt e por lá fiquei.
Devido à dimensão do caderno o edifício acabou não ter a importância que lhe queria dar, mas permitiu-me incorporar os semáforos e tabuletas que por alguma razão me deram gosto desenhar.
Pelo meio tive a visita de um casal de estangeiros que veio dar uma olhada ao que estava a fazer, e houve um outro que atravessou a estrada, espreitou, e voltou a atravessar para o outro lado.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Os amarelos
Ainda não percebi porquê, mas por vezes o scanner baralha-se com os amarelos e transforma-os em azuis. Foi o que aconteceu na parte superior deste desenho, que no caderno está todo amarelo.
Já conhecia este terraço diagonal há algum tempo (de olhar para ele diversas vezes de baixo). Naquele dia tive a sorte de ter algum tempo disponível em simultâneo com o caderno à mão, por isso foi só questão de "juntar o útil ao agradável".
domingo, 17 de junho de 2012
Minimal
Não é uma perspectiva arrojada, nem sequer uma imagem sobre-detalhada. Às vezes apetece-me só isto: reproduzir uma imagem com um enquadramento clássico, sem grandes ambições.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Poste
Gosto de pensar que qualquer motivo é desenhável, por mais desinteressante que possa parecer, e o que desenho tem o poder de o tornar interessante. Para mim este é um dos casos que comprova o meu pensamento: um poste perdido no meio do Ribatejo, com equipamento eléctrico agregado, originou um desenho de que gosto bastante.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
"The Champalimaud Centre of the Unknown": é assim que está identificado o centro Champalimaud na zona ribeirinha entre Belém e Algés. Embora goste do nome (que aliado à arquitectura diferente do edifício às vezes faz pensar que por ali se analisam ovnis), não percebo porque ficou escrito em inglês e não em português.
De qualquer forma acho o edifício fantástico e normalmente tem uma certa melancolia, com os seus espaços amplos e por vezes pouca gente. Aqueles 2 pilares de betão, como se fossem uma fisga virada para o céu, ajudam o imaginário a virar-se para a teoria dos ovnis. O espelho de água junto às suas bases é um belo local para se olhar para o infinito.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Postal Évora #2
Mais um postal de Évora. Está a germinar o conceito de mostrar apenas pedaços dos monumentos e locais turísticos reconhecidos inseridos no ambiente geral. Parece-me mais interessante do que desenhar assumidamente os monumentos, e na realidade sempre gostei mais de conhecer a envolvente dos edifícios do que olhar para a sua fachada.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Ainda na mesma zona do post anterior estava esta pequena ruela, com um amarelo muito forte a contrastar os restantes elementos.
Aqui tive oportunidade de desenhar 2 favoritos presentes nos ambientes urbanos: chaminés e candeeiros (embora este último um pouco menos tradicional do que o normal).
Foi neste dia que estreei o meu pincel de água com ponta larga. Obviamente funciona muito melhor para preenchimento de grandes áreas e permite carregar um pouco nas cores porque consegue absorver mais pigmento.
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