segunda-feira, 22 de abril de 2013

Navios


Nunca tive aquele sonho de viajar pelo mundo de barco, mas não há duvida que a melancolia que me transmitem, naquela solidão ao balançar das ondas, me traz boas sensações.

domingo, 21 de abril de 2013

Pessoas




De vez em quando lá aparecem uns desenhos de pessoas no meu caderno. Estes foram feitos na conferência do Pedro Cabral no Museu das Comunicações.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Às voltas no porto de Lisboa


Mais uma volta pelo porto de Lisboa e mais uns desenhos. Normalmente as voltas são sempre pelas mesmas zonas, mas o movimento do porto faz com que haja sempre algo de diferente para desenhar: mais barco, menos grua, mais corda, menos contentor.
O ambiente é que é sempre o mesmo, com os seus sons, cheiros e ar livre, e enquanto esses se mantiverem tal como estão serei sempre um visitante presente.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Experiências


Ultimamente tenho estado mais disponível para novas experiências. Sinto que já não carrego o peso de tudo ter que ficar "bonito" e consigo pura e simplesmente desfrutar o momento do desenho em si... simplesmente transformar aquele período de caneta e caderno na mão no melhor momento do mundo.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ferragudo - Portimão


Não conhecia esta zona na margem oposta do rio Arade em relação a Portimão. Tem um ambiente muito clássico e piscatório e tive a sorte de lá passar num dia de frio mas com aquele sol que aquece o suficiente e emite a luminosidade certa para fazer parecer tudo muito sereno. São dos meus dias preferidos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cascais


De volta a Portugal após a viagem à Sicilia, mas com a mesma vontade de desenhar. Uma passagem rápida por Cascais originou um desenho ainda mais rápido no caderno pequenino.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Savoca - o final


E este é o último desenho de Savoca (que na realidade foi o penúltimo a ser feito, o último já apareceu há 2 posts atrás).
Este foi um desenho feito a 2 tempos, já que a mancha de cor foi aplicada aleatoriamente logo na noite da chegada, ficando em aberto para um qualquer desenho que fizesse sentido ali fazer.
Quando fiz a mancha imaginei em alargar horizontes e fiquei à espera ao longo dos dias que a oportunidade surgisse.
E surgiu quando decidi saltar o portão do castelo que encontrei fechado a cadeado logo no primeiro dia. Lá de cima encontrei uma paisagem a 360º maravilhosa, daquelas que não me importava de ficar ali umas horas sentado só a observar. Acabei por me virar para Savoca e registá-la no caderno de um ângulo que muito pouca gente tem oportunidade de ver (a não ser que também decida saltar o portão).

sábado, 13 de abril de 2013

Savoca - o cartão


O caderno que usei vinha com uma folha de cartão que seria para servir de base para se poder desenhar nas folhas panorâmicas.
Desde o inicio que olhei para o cartão e que me apeteceu desenhar nele. Nunca tinha tentado algo do género e preferi utilizar a caneta pincel, já que a superfície do cartão não é muito regular.
Gostei bastante da experiência e do resultado, pelo que acho que num futuro próximo hei-de voltar a desenhar em cartão.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Savoca




Algumas das casas de Savoca. Esta zona fica do lado oposto do monte do castelo em relação ao local onde estávamos alojados. Julgo que esta zona seja mais antiga, porque as casas são todas do mesmo género e não se encontram grandes "modernices".

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Savoca - as múmias


No convento onde ficámos alojados existem uma espécie de catacumbas (eu digo uma espécie porque são semi-enterradas mas têm janelas para o exterior) onde estão alojadas diversas ossadas de habitantes nobres de Sávoca. Estão colocadas em caixões com uma face em vidro para se poderem observar, alguns empilhados uns em cima dos outros e outros isolados, como que em destaque.
Foi uma mudança aos desenhos de exterior que tinha feito até então.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Savoca - Etna

E chegou o dia da subida ao vulcão Etna. Na noite anterior tinha ocorrido uma expulsão de cinzas e foi espantoso passar por uma cidade no sopé do vulcão (Zafferana e não Zafferina como está no desenho), que se tinha mobilizado em massa para a limpeza geral das cinzas. Pessoas a varrer telhados, a encher sacos de cinza, a limpar carros e muito mais. Tudo mobilizado com o mesmo objectivo. Para eles deve é natural a limpeza de cinzas.


Depois veio um pouco de escalada até aos cerca de 1700m e um dos melhores momentos de desenho que já tive. Este é mais um blog de imagens e não de texto, por isso não vou escrever uma tese sobre o assunto, mas estar a desenhar perante a imponência do vulcão, no silêncio da montanha, olhar para trás e ver as nuvens abaixo de mim, tudo resultou numa experiência inesquecível e que guardarei certamente com muita força até ao final.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Savoca - Bar Vitelli


O bar Vitelli foi onde Francis Ford Coppola filmou algumas cenas do filme "O Padrinho", e não quis sair de Savoca sem o desenhar.
Foi feito logo de manhã, antes do pequeno almoço, mas se alguns desenhos são uma óptima experiência pelo sossego em que são feitos, este foi exactamente o oposto. Naquela manhã estavam a decorrer os trabalhos de limpeza da estrada (na berma da qual estava o muro onde eu me sentava) e estava constantemente a passar uma carrinha de limpeza, daquelas que têm umas escovas por baixo. Para além do barulho que fazia, levantava também imenso pó, pelo que de cada vez que passava eu tinha que me levantar e ir para o outro lado da praça esperar que o pó assentasse.
Depois desta história da limpeza, que ainda durou uns bons 20 minutos, chegou um grupo de motards que estacionou mesmo entre mim e o bar. Saíram das motas e desataram a tirar fotografias por todos os lados e falar altíssimo.
Naquele ponto em que já estava farto da barulheira da limpeza da estrada, acho que estava pronto para mandar calar um grupo de motards.
Mas escolhi a opção correcta e fui tomar o pequeno almoço num ambiente de maior sossego.
Depois do pequeno almoço voltei para terminar a pintura e desenhar a escultura de homenagem ao cineasta.

Savoca - o amanhecer


Andei com umas experiências aqui no blog e acabei por apagar esta mensagem e o texto que a acompanhava. Como já não consigo replicar o que tinha escrito fica assim. Pode ser que a imagem valha por mil palavras.

domingo, 7 de abril de 2013

Savoca - as pessoas

Como é habitual entre os sketchers as refeições não são desculpa para se parar de desenhar. Um dos exercícios propostos era desenhar uma planta da mesa, com tudo o que nela estivesse incluído. Aqui veio ao de cima a veia da engenharia que fez surgir uma pequena simbologia que deve estar presente em qualquer planta.


Como já aqui referi algumas vezes não tenho o hábito de desenhar pessoas, não por receio mas sim por falta de motivação ou desinteresse. Mas isso não quer dizer que ocasionalmente não me motive.
Mas confesso que me sinto frustrado quando as pessoas não estão sossegadas, e normalmente acelero o desenho com receio que mudem de posição e acabo por falhar uma série de proporções que transformam a pessoa noutra qualquer.



sábado, 6 de abril de 2013

Savoca - panorâmica


Esta não é uma panorâmica de Savoca, mas sim de uma parte do que se vê de Savoca. A premissa era investir no mesmo desenho durante 3 horas.
À saída do convento depois do almoço decidi rumar na estrada para norte, já que ainda não conhecia essa zona. Um pouco mais à frente deparei-me com uma vista de enorme amplitude e soube logo que era aquilo que queria desenhar. Ainda para mais estava exposta ao sol, o que me permitiria aguentar a baixa de temperatura mais para o final do dia.
Sentei-me a desenhar no muro à beira da estrada e por ali estive sossegado cerca de 2 horas, mas depois disso o tráfego na estrada começou a intensificar-se e a certa altura o cheiro da natureza já tinha sido substituído pelos gases de escape, para além de que cada carro que passava levanta-se um pó que ia assentando aos poucos sobre o caderno.
Acabei por me fartar e ir terminar as sombras do desenho para um local mais sossegado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Savoca - a comida

A comida que nos serviram era na generalidade muito boa. Havia sempre o primeiro prato de pasta e de seguida o prato principal.
Muitas das vezes não sabia o que estava a comer, apesar de nos dizerem o nome em italiano, mas não houve nada que tivesse ficado no prato por não gostar do sabor.
Apesar disso quando cheguei a portugal tive que comer um bife cheio de molho (tal foi a sensação de jejum).
Desenhar refeições no inverno não compensa. A comida fica fria muito depressa.






quinta-feira, 4 de abril de 2013

Savoca - a mota e a subida ao castelo

Na 1ª volta pela vila, apesar de ter visto alguns pormenores engraçados de arquitectura, o 1º desenho acabou por ser desta mota que estava aparentemente abandonada (mais tarde até descobriram que estava aberta e houve quem se tenha sentado no interior).
Enquanto desenhava fui interpelado por uma senhora que me pareceu preocupada, com receio que estivesse a passar uma multa ou algo do género. Quando lhe mostrei que estava a desenhar ficou satisfeita.


De manhã, quando fiz o desenho do post anterior, tinha visto as ruinas de um castelo que seria o ponto ideal para me aperceber das dimensões reais da vila. Fiz a subida pelo monte, mas no acesso directo ao castelo deparei-me com um portão fechado a cadeado.
Ainda pensei em saltar mas não quis arriscar a prisão em Itália, ainda para mais logo no 1º dia sem quase nenhum desenho feito.
Acabei por me virar para baixo e sentei-me no muro a desenhar a bela perspectiva.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Savoca - a 1ª impressão


A chegada a Savoca na Sicilia já aconteceu de noite, por isso não consegui ter uma percepção muito precisa do local. No dia seguinte antes do pequeno-almoço fui investigar o convento onde estávamos alojados e do terraço foi possível ver a zona do castelo, ou o que resta dele, assim como uma ampla vista de montanha com o Etna plantado em pano de fundo.
Já estava com vontade de desenhar tudo para onde quer que me virasse, mas não tinha muito tempo até ao pequeno almoço achei piada a este monte.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Aeroporto de Roma - III

As horas iam passando no aeroporto e eu queria desenhar um avião de frente. Andei à procura, mas quase todas as mangas estavam vazias ou então não tinha ângulo. Acabei por me resignar e desenhar a manga.



Entretanto finalmente chegou a hora do voo para a Sicília quando dou de caras com um avião através do vidro. Já estávamos na fila para o embarque, mas a vontade era forte e achei que ainda havia tempo para um desenho rápido. Quando o desenho estava a terminar o altifalante anunciou o atraso do nosso voo por mais 20 minutos, por isso deu para terminá-lo com calma e ainda esperar mais um pouco no aeroporto.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aeroporto de Roma - II


A espera no aeroporto prolongava-se e assim mantinha-se a janela de oportunidade para desenhar mais.
Achei piada a este espaço, uma espécie de logradouro nas traseiras, através do qual se conseguia ver o avião. O avião foi dos primeiros elementos que desenhei, o que acabou por ser bom porque a meio do desenho saiu para levantar voo.


Após ter feito o check-in já tive acesso aos locais de onde se conseguem ver os aviões. Aqui aproveitei a vista da janela do restaurante.