sexta-feira, 31 de maio de 2013
Guarita
Porque é que escolhemos o que escolhemos para desenhar? Nem sempre consigo explicar bem a razão. Muitas vezes olho para qualquer lado e sei de imediato que quero desenhar, por vezes sem saber porquê. Simplesmente porque me apetece.
Outras vezes é questão de escolher algo para desenhar dentro de uma certa zona onde possa estar, sem que seja uma daquelas sensações de "amor à primeira vista".
A verdade é que dificilmente não há nada para desenhar... há sempre qualquer coisa!
Carmo - tecto
Para finalizar o ciclo do Carmo um desenho do tecto do corredor de acesso à varanda virada para o Rossio, de onde também se tem uma bela vista sobre Lisboa. Mas vistas já tinha desenhado umas quantas, por isso virei-me mais para o interior.
O candeeiro chamou-me a atenção e fiquei principalmente curioso em ver como o iria desenhar, já que era composto por centenas de bolinhas de vidro. Obviamente não me pus a desenhar as bolinhas, mas dá para perceber que é um candeeiro.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Quartel do Carmo - no telhado
A vista lá de cima é fabulosa e só me apeteceu ficar ali horas a desenhar os 360º. Mas só pude mesmo ficar um bocadinho para ver e tirar umas fotos, por isso este desenho é fruto do trabalho em casa.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
38º encontro dos Urban Sketchers Portugal
No último domingo realizou-se mais um encontro dos Urban Sketchers Portugal, desta vez com uma característica especial: foi associado a um passeio de bicicleta. Ou seja, desenhámos em alguns locais de Lisboa para os quais nos deslocámos de bicicleta.
Foi muito bom, diferente, e uma bela forma de acrescentar ainda mais divertimento ao encontro (pelo menos para mim que adoro andar de bicicleta).
Este ano tenho andado armado em esquisito para dar uso à bicicleta, principalmente porque tenho a mania que não gosto de andar com vento (e este ano o vento ainda não parou). Por isso foi uma bela razão para finalmente encher os pneus e dar ao pedal... e veio em boa hora porque me relembrou o quanto eu gosto de andar de bicicleta.
Quanto ao encontro nada a dizer a não ser o costume: venha o próximo!
terça-feira, 28 de maio de 2013
Carmo - janela II
Sempre admirei esta janela e o que se vê através dela. Já há alguns anos, enquanto andava pelas ruas de máquina fotográfica em vez de cadernos, a tinha fotografado. Mas sempre que por ali passo tenho que encostar-me à guarda do passadiço e fazer uma pausa a contemplá-la.
É por isso natural que também a quisesse desenhar. O formato das folhas que tinha levado neste dia era muito alongado e o enquadramento do desenho que fiz no local ficou muito compacto. Por isso achei que esta janela merecia algo mais da minha parte e acabei por refazer o desenho em casa numa folha mais larga. Gostei muito mais do resultado, com a janela a ter mais espaço para "respirar", e a parede em pedra acabou por ter também alguma expressão.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Janela - Carmo
Ainda de volta do Carmo, mas desta vez já bem mais perto. No acesso ao elevador de Santa Justa podem-se ver os pormenores das janelas bem compridas do convento do Carmo. Claro que não me interessava desenhá-las de alto a baixo, por isso foquei-me apenas na parte superior, que no fundo é a mais interessante.
O facto de olhar para ela para a desenhar permitiu-me aperceber de que faltam alguns de pedra em algumas zonas. Será consequência do terramoto?
domingo, 26 de maio de 2013
Torre sineira do Carmo
Associado aos sinos à torre sineira do quartel do Carmo existe um relógio do final do séc. XIX, que é o mais antigo em funcionamento na cidade de Lisboa. Infelizmente na altura da minha visita ao quartel não pude visitá-lo porque no local estava a acontecer um evento interdito a civis, por isso incorporei-o num desenho feito no exterior.
Este desenho foi feito encostado a um quiosque de flores da praça do Rossio, à sombra, porque àquela hora da manhã o sol já começava a aquecer.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Carmo visto do Rossio
Há umas semanas atrás, impulsionado por uns desenhos que estava a fazer para a GNR, decidi desenhar o convento do Carmo de vários pontos de vista.
A vista do Rossio pareceu-me o local mais lógico, pelo que aproveitei um sábado de manhã cheio de sol. Encostei-me a uma árvore a avancei para o desenho. A aguarela já foi dada uns metros mais à frente, sentado num banco, porque a logística de estar de pé a segurar no caderno, nas aguarelas e no pincel ao mesmo tempo é um pouco complicada.
Aproveitei para experimentar um papel da Bockinford que tinha comprado em folhas grandes e cortado em formatos mais pequenos. Gostei bastante: não é demasiado texturado e permite um traço continuo da caneta , e aceita a aguarela muito bem permitindo manter umas cores vivas.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Guia - Cascais
No aniversário da minha mãe fomos almoçar à zona da Casa da Guia em Cascais. Já tinha passado algumas vezes à porta do local, mas nunca tinha lá entrado.
É um local bem agradável e inserido na natureza, com zonas de estar e comer bem distribuídas e claro, muita vista de mar.
Encontrámos uma mesa mesmo junto a uma dessas vistas e eu não tinha desculpa nenhuma para sair dali sem um desenho.
Como tinha tempo optei por utilizar a caneta pincel com tinta-da-china e fazer um desenho mais lento, com uma leve aguada no final para manter o contraste.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Locomotiva - Alcácer do Sal
Quando passei pela estação de caminhos de ferro de Alcácer do Sal e vi esta locomotiva lá parada senti-me como se me tivessem oferecido uma prenda que aguardava há muito tempo. Nem pensei 2 vezes e sentei-me num pequeno muro a desenhá-la.
A sua cor amarela com toques de ferrugem, o ambiente natural em que está inserida, a melancolia das linhas quase abandonadas... momentos como este para mim valem muito.
Se tivesse oportunidade teria ficado por ali a desenhar todos os ângulos e pormenores, com várias canetas e pincéis, a prolongar o momento até não poder mais.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Cruz Quebrada
Ainda não descobri a receita para o sucesso de um desenho panorâmico marítimo. Mas tenho tentado. Alguns com melhores resultados do que outros.
Estava convencido que era importante incluir elementos no primeiros plano para dar alguma profundidade, mas este fim de semana vi um desenho que contraria essa teoria.
Talvez o truque esteja nos contrastes da cor. Ou talvez não haja truque.
Este é definitivamente um campo aberto a mais experiências.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Navio
Nunca fiz nenhuma viagem num paquete. Pelo menos naquelas blocos flutuantes enormes que por vezes se avistam no rio Tejo. Já fiz a travessia do Mediterrâneo para Marrocos de barco, mas não me lembro das sua dimensões. Sei que não era pequeno, mão não tenho noção se era muito grande, até porque na altura teria uns 12 anos e nessa fase tudo parece maior do que na realidade.
Mas também não tenho vontade de fazer uma viagem de 15 dias enfiado num navio. Eu gosto de ver a paisagem a mudar à minha volta enquanto viajo.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Dúvida e experiência
Muitas vezes surge-me a dúvida sobre se devo pintar o desenho ou deixá-lo a preto e branco. Foi o que me aconteceu neste caso. E normalmente em caso de dúvida acabo sempre por pintar.
Arrependi-me... gostava muito mais do desenho a preto e branco do que com cor. Aliás acho que nem gosto muito dele com cor... é como se fosse o irmão mau que fez desaparecer o irmão bom.
Mas nunca é mau passarmos por situações destas, servem de experiência para o futuro e eu tenho-me aberto cada vez mais a experiências.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Portimão - o passeio maritimo
Descobri em Portimão um passeio marítimo muito agradável, com uma ciclovia incorporada, que segue a margem do rio Arade.
Não tive tempo para o percorrer, aliás, só estive mesmo nos primeiros 50 metros, mas deu para perceber que a calma das águas do rio e da paisagem lhe dão um carácter de passeio com muito ar puro.
Pelo menos parte dele segue paralelo à linha do comboio, mas como sou amante do ambiente ferroviário não me importei nada que a passagem do comboio tenha interrompido aquele ambiente muito zen.
Enquanto estive sentado a desenhar passou várias vezes à minha frente uma pequena ave que mergulhava ocasionalmente no rio à procura da refeição.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Porto de Lisboa - o momento
Sentado na beira do pontão.
O som da água a bater ao de leve na parede.
Uma gaivota ocasional faz um voo rasante, enquanto outra emite o seu grito lá no alto.
O sol de inverno a aquecer a pele.
Uma brisa muito ligeira passeia os odores pelo local.
O momento perfeito para desenhar.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Cova do Vapor
Eu já conhecia o sitio mas aproveitei para dar uma pequena volta e fazer mais uns desenhos por ali. É uma zona muito bonita, que fica na transição do rio Tejo para o oceano Atlântico e tem praias de ambos os lados.
O tipo de construção das casas é muito peculiar e há-de ser o alvo dos desenhos numa próxima visita.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Gulbenkian - a muralha
Assim de repente quando olho para esta imagem surge-me sempre uma associação a Sintra. Estou a falar de milésimos de segundo, porque eu sei que fiz este desenho na Gulbenkian, mas parece-me sempre uma imagem fora do contexto daquela zona.
Não sei se este edifício especificamente pertence à Fundação C. Gulbenkian, mas sei que quando passei naquela rua naquele final de tarde foi este edifício que eu quis desenhar.
36º encontro dos Urban Sketchers Portugal
Este foram os desenhos que resultaram do 36º encontro dos Urban Sketchers, nas ruas em redor da Assembleia da Républica.
Apesar de não ser propositado acabei por fazer cada desenho com uma caneta diferente. Pensando bem acontece-me frequentemente não repetir canetas imediatamente no desenho a seguir.
domingo, 12 de maio de 2013
Jantar quase siciliano
Na ressaca da viagem à Sicilia houveu uma jantarada para organizar recordações e mais uns desenhos. Não sei se foi propositado ou não, mas o jantar acabou por se realizar num restaurante italiano, pelo que lá fui outra vez apanhado a desenhar uma pasta.
sábado, 11 de maio de 2013
Cais
E continuam as experiências das panorâmicas à beira-rio. Existem por aí uns cais abandonados que já só servem ocasionalmente de apoio aos pescadores.
Por trás de toda a melancolia que apresentam actualmente, gosto de imaginar o movimento que estas estruturas já devem ter tido em outros tempos, com uma série de barcos atracados e várias pessoas atarefadas a correrem de trás para a frente.
Realmente tudo tem o seu tempo.
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