sábado, 22 de junho de 2013
Évora IV
A casa dos meus avós também tinha um terraço. Não era como este, tinha paredes altas a toda a volta porque estava enfiado no desvão do telhado. Tinha que trepar a uma cadeira para poder espreitar por cima do muro e ver a cidade.
Mas passei muitas tardes naquele terraço a fazer um pouco de tudo. Também era lá que estava a enorme gaiola de periquitos que me divertia tanto a observar.
E não foram poucas as vezes que trepei o muro do terraço e me sentei ou deitei nas telhas, simplesmente em pura contemplação do que tinha à minha volta.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Évora III
Já depois do almoço regressei ao passeio, desta vez a uma zona por onde raramente andei. Fui dar a uma rua onde se conseguem ver as traseiras da igreja de St.º Antão e decidi fazer o registo no caderno pequeno. Esta zona da cidade tem muito pouco movimento e praticamente não passam por ali carros, por isso foi um momento muito calmo.
Évora II
Sempre a subir em direcção ao centro da cidade, apesar de conhecer bem as ruas desta zona, fui tentando seguir um caminho aleatório, ou seja, não pré-defini nenhum caminho e ia decidindo para onde virar à medida em que chegava às esquinas.
Acabei por ir dar ao cinema antigo, após ter subido umas escadas que já desenhei neste postal, e optei por desenhar esta rua antes de partir para o almoço.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Visita a Évora
Felizmente tenho conseguido ir a Évora passar um fim-de-semana com alguma regularidade (umas 3 vezes por ano), mas já há muito tempo que não o faço. Por isso andava com uma grande vontade de lá ir passar um dia só a desenhar.
Decidi aproveitar o último feriado de 10 de Junho para o fazer e pelo caminho relembrar a viagem de comboio que tantas vezes fiz na juventude. Saí de estação de Sete Rios de manhã cedo e voltei ao final do dia.
Consegui andar por Évora 7 horas a passear e a desenhar. Fez-me bem, gostei muito e já tenho vontade de o fazer outra vez.
Ainda este mês vou voltar à cidade para uma visita à feira de São João, tal como tenho feito anualmente, mas dessa vez a liberdade para o desenho já não será tanta.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A "Veneziana"
A "Veneziana" nos Restauradores é onde vou comer os meus Gelados. Há já muitos anos que a frequento e às vezes quando estou em casa e me apetece um gelado, salto para o carro e vou à Veneziana. Os gelados são maravilhosos, normalmente tem filas e os gelados não são tão caros como outros que andam por aí. E ainda tem uma bela esplanada para se poder usufruir um pouco do centro de Lisboa (talvez seja uma zona demasiado movimentada, mas a degustação do gelado faz esquecer essa parte).
Desta vez não comi um gelado mas desenhei parcialmente a entrada da gelataria... mas foi uma falha grave não comer um gelado, vou ter que compensar um dia destes.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Acaso
Um tempo de espera ao final do dia é sempre uma boa razão para mais um desenho. O acaso também dita os motivos que se escolhem. Foi nesta rua que estacionei o carro quando tive que ir aos Restauradores e quando voltei apercebi-me da bela perspectiva que tinha à minha frente.
Se tivesse estacionado noutro lado teria com certeza feito outro desenho qualquer.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Rural
Mais um inicio de dia bem cedo numa zona rural. Estava frio (ainda não eram 9h00) e posicionei o carro na pequena estrada de forma a enquadrar o motivo que queria desenhar. Apesar do frio fiz questão de abrir o vidro do carro (do lado do pendura, claro) para conseguir aperceber-me dos sons do local. Para mim é importante poder sentir o local durante o processo do desenho, e os sons ajudam à associação das memórias.
Neste caso, no quintal da casa ao lado de onde desenhei, havia uma lata pendurada num poste que emitia um som metálico à medida que ia abanando com o vento.
sábado, 15 de junho de 2013
Paisagem
Não há duvida que as zonas rurais abrem sempre muitas possibilidades para uns desenhos panorâmicos. Praticamente onde quer que se esteja a paisagem apresenta sempre motivos de interesse, linhas de perspectiva, diversos planos, etc. Juntando-se a isso o prazer de se estar num ambiente muito sereno, rodeado pela natureza, estão criadas as condições para um belo inicio de dia.
Imagine-se ouvir o chilrear dos pássaros e acompanhar o seu voo por entre as árvores e em direcção às nuvens ao olhar para esta imagem. É o que me acontece cada vez que abro o caderno nesta página.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Lá em cima
Ao longo destes anos todos sempre a andar por Lisboa a olhar para cima nunca tive a infelicidade de tropeçar e cair. Podia muito bem acontecer, porque pensando bem devo andar quase tanto tempo a olhar para cima como a olhar em frente.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Cova do Vapor
No domingo aconteceu mais um encontro dos Urban Sketchers, desta ve na Cova do Vapor, para dar continuidade ao acompanhamento que temos dado à construção da Casa do Vapor ( http://www.casadovapor.org/pt ). Foi mais uma tarde de convivio e a ver os videos das actividades que têm sido desenolvidas do que a desenhar, mas ainda arranjei um espacinho para 2 desenhos.
Fiquei a saber que a casa vai ser desmontada em Outubro, e que pelos vistos já foi sorte a CM Almada ter autorizado a sua construção temporária. É pena porque o projecto é muito dinamizador e a adesão da comunidade tem sido grande.
Era bom que fosse possível a manutenção do conceito para além de Outubro. Se houver interesse talvez consigam arranjar um espaço já existente que possa ser transformado e utilizado.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Coliseu de Lisboa
É muito raro ir a concertos mas quando soube que os Dead Can Dance vinham tocar a Lisboa nem sequer ponderei a hipótese de não os ver.
Quando cheguei ao coliseu tive que ir comer uma bela bifana para me aguentar o resto da noite e entretanto a fila cresceu e cresceu. Já que tinha lugar marcado no concerto, em vez de me pôr no fim da fila à espera sentei-me junto a uma porta e aproveitei para treinar um pouco o desenho de pessoas. Quando a fila acabou lá entrei no coliseu.
Assim que me sentei já tinha outra vez um formigueiro nos dedos com vontade de desenhar e registar o momento e não o combati. Quem sabe quando vou ter outra vez oportunidade de desenahr o coliseu?
domingo, 9 de junho de 2013
Basilica da Estrela
Ainda no mesmo dia do post anterior, a caminho de uns petiscos ao fim da tarde, uma pequena paragem junto à basicila da Estrela serviu para mais um desenho muito descontraído.
Os cerca de 20 minutos que estive sentado no banco a desenhar serviram para me recordar uma das essências do urban sketching, com uma série de pequenas histórias que se desenrolaram à minha frente protogonizadas por diversas pessoas que iam entrando e saindo do jardim, que ajudaram a enraízar com muita força a memória da criação daquele desenho.
Sempre que olho para o desenho é como se abrisse uma porta para essas pequenas histórias, recordando-as como se estivesse a vê-las à minha frente.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Experimentar
É bom experimentar. É isso que nos faz evoluir. Se insistirmos sempre no mesmo registo, é nesse registo que sempre ficaremos. Não é fácil sair da zona de conforto, mas eu também já me habituei a esperar... mais cedo ou mais tarde, naturalmente, as coisas evoluem. Mais cedo ou mais tarde a vontade de experimentar chega. E sempre que chega eu abraço-a. É bom experimentar.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Caixa Geral de Depósitos
Eu gosto do edifício da Caixa Geral de Depósitos... muito. A sua imponência e arquitectura fascinam-me e aqui serviram para uma pequena experiência de contrastes e cor.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Tradicional
De repente senti vontade de fazer um desenho "direitinho", com as linhas cuidadas e alinhadas.
Parece que sou assim no desenho, como tenho várias canetas que dão resultados muito diferentes tenho uma rotatividade muito grande na sua utilização. Não consigo usar uma repetidamente, nem consigo estar muito tempo sem usar outra.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A paleta limitada
Decidi fazer uma pequena experiência que não é original no mundo do desenho mas para mim foi uma novidade. Na altura de pintar escolher uma paleta limitada a apenas 3 cores para usar e todas as tonalidades teriam que ser feitas a partir dessas 3 cores. Neste caso foi o azul ultramarino, o ocre e o laca magenta.
Acaba por subverter um pouco a realidade, mas isto é desenho e não fotografia.
É engraçado porque o desenho fica com uma espécie de unidade que não consigo explicar. Será que foi sorte ou é uma consequência constante ao se usar uma paleta limitada?
Talvez futuras experiências revelem a resposta.
sábado, 1 de junho de 2013
Feio e bonito
O feio poder tornar-se bonito e o bonito pode tornar-se feio. Pode acontecer de diversas maneiras. Eu gosto da forma como o desenho tem esse potencial.
Mas será que quando escolho um tema aparentemente/teoricamente feio para desenhar eu já não o acho bonito logo à partida?
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