sexta-feira, 28 de junho de 2013

Évora X - o final


E chegou ao fim a visita de 1 dia a Évora. Cheguei um pouco mais cedo à estação dos comboios para desenhar qualquer coisa por lá. Estive quase para virar-me para um pequena locomotiva amarela que estava lá parada, mas acabei por subir à passagem aérea sobre as linhas e desenhar a vista.
Quando era pequeno lembro-me do limite da cidade acabar na linha do comboio e de ser tudo descampado para além dela, por onde muitas vezes andei de bicicleta.
Hoje em dia a construção já foi tão longe, principalmente a zona industrial, que quase não se consegue ver o limite da cidade.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Évora IX - recordações


Este foi mais um desenho feito no caderno pequeno. Gostei dele a preto e branco e decidi não lhe aplicar qualquer cor.
Desenhei de pé, mais ao menos ao meio da rua, para conseguir apanhar a perspectiva que queria.
Este é um desenho cheio de memórias:
- Da única vez neste dia que o sol apareceu e iluminou as paredes (mais ou menos durante 2 minutos);
- Da senhora que passou por mim e me perguntou o que é que eu estava a escrever (já me aconteceu mais do que 1 vez em locais diferentes);
- Da mota que estava a ser afinada na rua ao lado e ocasionalmente fazia uma barulheira enorme, até se ir embora com um grande estrondo;
- Da rapariga que estava em limpezas na casa à esquerda e de vez em quando vinha cá fora sacudir os panos e vassouras;
- Do homem que regressou do seu jogging e ficou a fazer alongamentos ali perto, até entrar na casa mais à esquerda;
- Do homem que me veio perguntar onde ficava a pastelaria Pão de Rala (ali pertinho, onde se comem uns doces tradicionais fantásticos);
- E finalmente de chegar ao fim do desenho, fechar o caderno, e ter guardado todos estes pequenos momento num cantinho do cérebro para mais tarde recordar.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Évora VIII - atrás da Sé


Julgo que já o referi noutros posts: as traseiras da Sé de Évora são dos meus locais preferidos na cidade e assim sendo aproveitei que estava lá perto para mais uma visita.
Sentei-me um pouco no muro, só a aproveitar o momento.
Naquela zona anda por lá agora em grande quantidade uma espécie de ave que não consegui identificar, talvez do tamanho entre o melro e o corvo, que emite um som também algures entre o corvo e o papagaio, que ecoa bastante na naquelas paredes e acaba por anular o silêncio que normalmente se conseguia sentir naquele espaço.
Independentemente disso aproveitei para desenhar parte da fachada que está à frente do local onde me sentei.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Évora VII - panorâmica


Este foi o único desenho que encomendei a mim próprio neste dia, ou seja, todos os outros foram surgindo à medida que o passeio evoluía, mas este era um desenho que eu já sabia que ia fazer, sentado precisamente neste sitio, no muro do jardim à frente do templo Diana.
E tinha pensado em fazer este desenho com a Parallel pen, com a qual cheguei a desenhar o edifício do lado esquerdo (se olharmos com atenção nota-se uma diferença do traço em relação ao resto), mas que logo a seguir entupiu e não a consegui usar mais neste dia. Todo o resto foi feito com a caneta-pincel de tinta-da-china.
Apesar de gostar do resultado queria mesmo era ter usado a parallel, por isso fiquei um pouco frustrado com este desenho. Tinha sido a única coisa que tinha planeado para este dia e não consegui cumprir.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Évora VI - ainda o aqueduto


Continuando a percorrer a rua paralela ao aqueduto o terreno começa a subir, o que faz com que aos nossos olhos o aqueduto vá ficando cada vez mais baixo. E chega a um ponto em que passa a andar  completamente enterrado.
No caso desta rua o arco já está tão baixo que se quisermos passar para a rua do outro lado temos que nos agachar.

domingo, 23 de junho de 2013

Évora V - as casas no aqueduto


Abandonando a zona das muralhas e voltando para o interior da cidade, ao seguirmos o aqueduto vamos dar a uma rua em que debaixo de cada arco está inserida uma casa com os motivos tipicamente alentejanos. Foi uma surpresa para mim porque não me lembro de algum dia ter visto esta rua, o que quer dizer que a cidade ainda me guarda alguns segredos.
Gosto desse sentimento de ainda haver algo por descobrir, dá vontade de virar cada esquina e espreitar cada terraço.

Évora IV - o aqueduto


Já na zona norte da cidade, quando me deparei com o aqueduto, foi como se este desenho se tivesse desenrolado à minha frente. Parecia que a cor castanho/avermelhada das pedras estivava à espera da minha caneta castanha (que já há algum tempo estava tapada).
Como havia um elemento da muralha de pedra num plano mais próximo do que o do aqueduto, optei por misturar a caneta preta com a castanha nesse primeiro plano e substituí a preta pela cinzenta no plano do aqueduto.

sábado, 22 de junho de 2013

Évora IV


A casa dos meus avós também tinha um terraço. Não era como este, tinha paredes altas a toda a volta porque estava enfiado no desvão do telhado. Tinha que trepar a uma cadeira para poder espreitar por cima do muro e ver a cidade.
Mas passei muitas tardes naquele terraço a fazer um pouco de tudo. Também era lá que estava a enorme gaiola de periquitos que me divertia tanto a observar.
E não foram poucas as vezes que trepei o muro do terraço e me sentei ou deitei nas telhas, simplesmente em pura contemplação do que tinha à minha volta.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Évora III


Já depois do almoço regressei ao passeio, desta vez a uma zona por onde raramente andei. Fui dar a uma rua onde se conseguem ver as traseiras da igreja de St.º Antão e decidi fazer o registo no caderno pequeno. Esta zona da cidade tem muito pouco movimento e praticamente não passam por ali carros, por isso foi um momento muito calmo.

Évora II


Sempre a subir em direcção ao centro da cidade, apesar de conhecer bem as ruas desta zona, fui tentando seguir um  caminho aleatório, ou seja, não pré-defini nenhum caminho e ia decidindo para onde virar à medida em que chegava às esquinas.
Acabei por ir dar ao cinema antigo, após ter subido umas escadas que já desenhei neste postal, e optei por desenhar esta rua antes de partir para o almoço.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Visita a Évora


Felizmente tenho conseguido ir a Évora passar um fim-de-semana com alguma regularidade (umas 3 vezes por ano), mas já há muito tempo que não o faço. Por isso andava com uma grande vontade de lá ir passar um dia só a desenhar.
Decidi aproveitar o último feriado de 10 de Junho para o fazer e pelo caminho relembrar a viagem de comboio que tantas vezes fiz na juventude. Saí de estação de Sete Rios de manhã cedo e voltei ao final do dia.
Consegui andar por Évora 7 horas a passear e a desenhar. Fez-me bem, gostei muito e já tenho vontade de o fazer outra vez.
Ainda este mês vou voltar à cidade para uma visita à feira de São João, tal como tenho feito anualmente, mas dessa vez a liberdade para o desenho já não será tanta.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A "Veneziana"


A "Veneziana" nos Restauradores é onde vou comer os meus Gelados. Há já muitos anos que a frequento e às vezes quando estou em casa e me apetece um gelado, salto para o carro e vou à Veneziana. Os gelados são maravilhosos, normalmente tem filas e os gelados não são tão caros como outros que andam por aí. E ainda tem uma bela esplanada para se poder usufruir um pouco do centro de Lisboa (talvez seja uma zona demasiado movimentada, mas a degustação do gelado faz esquecer essa parte).
Desta vez não comi um gelado mas desenhei parcialmente a entrada da gelataria... mas foi uma falha grave não comer um gelado, vou ter que compensar um dia destes.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Acaso


Um tempo de espera ao final do dia é sempre uma boa razão para mais um desenho. O acaso também dita os motivos que se escolhem. Foi nesta rua que estacionei o carro quando tive que ir aos Restauradores e quando voltei apercebi-me da bela perspectiva que tinha à minha frente.
Se tivesse estacionado noutro lado teria com certeza feito outro desenho qualquer.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Rural


Mais um inicio de dia bem cedo numa zona rural. Estava frio (ainda não eram 9h00) e posicionei o carro na pequena estrada de forma a enquadrar o motivo que queria desenhar. Apesar do frio fiz questão de abrir o vidro do carro (do lado do pendura, claro) para conseguir aperceber-me dos sons do local. Para mim é importante poder sentir o local durante o processo do desenho, e os sons ajudam à associação das memórias.
Neste caso, no quintal da casa ao lado de onde desenhei, havia uma lata pendurada num poste que emitia um som metálico à medida que ia abanando com o vento.

sábado, 15 de junho de 2013

Paisagem


Não há duvida que as zonas rurais abrem sempre muitas possibilidades para uns desenhos panorâmicos. Praticamente onde quer que se esteja a paisagem apresenta sempre motivos de interesse, linhas de perspectiva, diversos planos, etc. Juntando-se a isso o prazer de se estar num ambiente muito sereno, rodeado pela natureza, estão criadas as condições para um belo inicio de dia.
Imagine-se ouvir o chilrear dos pássaros e acompanhar o seu voo por entre as árvores e em direcção às nuvens ao olhar para esta imagem. É o que me acontece cada vez que abro o caderno nesta página.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Em cima e em baixo






Mais uma série de desenhos realizados no âmbito do curso de ilustração com o João Catarino.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lá em cima



Ao longo destes anos todos sempre a andar por Lisboa a olhar para cima nunca tive a infelicidade de tropeçar e cair. Podia muito bem acontecer, porque pensando bem devo andar quase tanto tempo a olhar para cima como a olhar em frente. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cova do Vapor




No domingo aconteceu mais um encontro dos Urban Sketchers, desta ve na Cova do Vapor, para dar continuidade ao acompanhamento que temos dado à construção da Casa do Vapor ( http://www.casadovapor.org/pt ). Foi mais uma tarde de convivio e a ver os videos das actividades que têm sido desenolvidas do que a desenhar, mas ainda arranjei um espacinho para 2 desenhos.
Fiquei a saber que a casa vai ser desmontada em Outubro, e que pelos vistos já foi sorte a CM Almada ter autorizado a sua construção temporária. É pena porque o projecto é muito dinamizador e a adesão da comunidade tem sido grande.
Era bom que fosse possível a manutenção do conceito para além de Outubro. Se houver interesse talvez consigam arranjar um espaço já existente que possa ser transformado e utilizado.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Coliseu de Lisboa



É muito raro ir a concertos mas quando soube que os Dead Can Dance vinham tocar a Lisboa nem sequer ponderei a hipótese de não os ver.
Quando cheguei ao coliseu tive que ir comer uma bela bifana para me aguentar o resto da noite e entretanto a fila cresceu e cresceu. Já que tinha lugar marcado no concerto, em vez de me pôr no fim da fila à espera sentei-me junto a uma porta e aproveitei para treinar um pouco o desenho de pessoas. Quando a fila acabou lá entrei no coliseu.
Assim que me sentei já tinha outra vez um formigueiro nos dedos com vontade de desenhar e registar o momento e não o combati. Quem sabe quando vou ter outra vez oportunidade de desenahr o coliseu?