quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alhos Vedros e Barreiro






Ainda antes de ir para fora cá dentro fui passar um dia à margem sul do Tejo. Voltei a desenhar em Alhos Vedros ao fim de mais ou menos 1 ano e meio, desde um workshop que fiz por lá quando estava a descobrir esta coisa dos desenhos nos cadernos e ainda não sabia muito bem o que eram os Urban Sketchers.
Por piada fui relembrar os desenhos que fiz (aqui). Não há dúvida que quanto ao desenho o segredo está na quantidade. Se conseguirmos manter uma regularidade no acto do desenho, sem medos de experimentar situações novas, mais cedo ou mais tarde o nosso traço vai mudar e continuará sempre a evoluir.
A questão é: será que ao fim de algum tempo conseguiremos desenhar da forma que já fizemos, ou nunca mais conseguiremos replicar o nosso traço antigo?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Palácio Galveias - experiência


Se olharem para o céu deste desenho talvez vejam algo de diferente. Foi uma tentativa de experimentar uma técnica que vi de usar o lápis de cera branco para reservar o branco do papel, ou seja, antes de aplicar a aguarela usa-se o lápis nas zonas que queremos manter sem tinta, porque a aguarela não "agarra" sobre a cera.
O papel deste caderno também não é a melhor opção para efectuar esta experiência, mas pelo menos deu para ver que resulta.
Nem todo o efeito de nuvens deste céu foi feito desta forma, mas definitivamente julgo que esta técnica dá para criar efeitos de nuvens que normalmente não se conseguem fazer em desenhos rápidos de rua, pelo que vou tenciono manter as experiências e o lápis de cera branco já faz parte do meu kit de desenho.



Como não pretendo que este blog seja apenas um repositório de desenhos bonitos, mas sim uma partilha daquilo que vou fazendo, junto também esta dupla página que foi feita no mesmo dia, representativo da minha busca pelo traço para desenhar pessoas (que normalmente insistem em não parar quietas enquanto as tentamos desenhar).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rua Actor Tasso


Agora sim, já estava de férias. Num passeio pelo Parque Eduardo VII sentei-me numa esplanada de um pequeno café localizado num terraço junto à Av. Fontes Pereira de Melo. À minha frente estava uma vista em perspectiva, tal como as que gosto, que me fez pegar logo no caderninho pequeno enquanto saboreava uma imperial bem fresca.
Os traços do desenho foram praticamente todos feitos com a caneta-pincel de tinta da Pentel, com excepção da margem sul no plano de fundo que foi feita com caneta cinzenta 0.3.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Regresso ao activo




A conclusão das férias e o regresso à monotonia do dia-a-dia não implica só pensamentos negativos. Um dos pontos positivos e o regresso do blog ao activo e a partilha dos desenhos.
Para este recomeço, enquanto estou a preparar e a digitalizar os desenhos que fiz durante as férias (que felizmente foram muitos), partilho 2 desenhos que foram feitos ainda antes daquela sensação de finalmente poder andar por aí de calções e sandálias.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Férias



E chegou a altura de fechar este blog para férias.
O descanso do trabalho vem aí. Quanto ao descanso do desenho é um conceito que ainda não pratico. Tenciono desenhar nas férias, e muito.
No inicio de Setembro o blog volta à actividade com a partilha dos resultados.

Auto retratos



Embora contrariando a ideia inicial de fazer um auto-retrato diariamente, a espaços a espaços lá vão surgido uns quantos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Doca do Poço do Bispo


Mais uma hora de almoço no Porto de Lisboa. Esta perspectiva tinha-me ficado na cabeça quando fiz o desenho que foi publicado no dia 10 de Agosto. Os 2 quase que se podem encaixar, uma vez que funcionam praticamente em continuidade.
Às vezes funciono assim. Vou decorando locais e perspectivas que quero desenhar mas que não tenho oportunidade para o fazer na altura, e mais tarde acabo por voltar para fazer o desenho.
Gosto particularmente do desenho, não propriamente pelo seu aspecto final mas pela despreocupação com que a minha mão comandou a caneta, principalmente nos elementos mais ao fundo, acabando num traço bem mais solto do que o habitual.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mudança de modelos



Tenho tentado variar um pouco os meus modelos de desenho. Nesta busca incessante de linhas e traços novos não podia manter-me sempre na arquitectura e paisagem.
Algo já mudou com a resolução de desenhar mais pessoas, mas para mim não foi suficiente. É engraçado como de repente entrei numa fase de exploração, sem pré-aviso.
Quando vi estes elementos à minha frente não resisti a experimentar desenhá-los, numa exploração para ver o que encontrava no final do desenho.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cabo da Roca


Num passeio pelas falésias na zona da Serra de Sintra a certa altura surgiu ao longe o farol do Cabo da Roca, inserido timidamente na paisagem global.

domingo, 11 de agosto de 2013

Castelo de Torres Vedras


De passagem por Torres Vedras tive tempo para encostar o carro e sentar-me num relvado à sombra de uma árvore, com o castelo como companhia a posar sserenamente para a minha caneta e caderno.

sábado, 10 de agosto de 2013

Porto de Lisboa



Mais uma inevitável volta pelo porto de Lisboa, desta vez para me sentar na beira do pontão para desenhar a barca à minha frente.
Estava uma brisa suave que fazia circular o ar fresco que por ali andava, que em conjunto com a enorme quantidade de peixes que andava nas águas cerca de 2 metros abaixo de mim me lembravam constantemente que tudo à minha volta está vivo. Como se estivesse sentado no centro de um coliseu com um grande espectáculo a decorrer a 360 graus.
Muitas vezes o desenho traz destas coisas: apesar de estar concentrado no que estou a fazer, parece que fico mais alerta para o que me rodeia.
Apesar da complexidade do espectáculo à minha volta acabei por simplificar o desenho, onde praticamente apenas pintei as sombras e dei algum destaque aos 2 elementos mais escuros que tinham umas enormes manchas de ferrugem. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Planetário


Numa manhã de verão fui até à zona de Belém e aproveitei para fazer um sketch do planetário. Teve que ser em 2 tempos, porque repentinamente desatou a chover e foi preciso abrigar-me debaixo das arcadas.
Por isso é que surgiu o pequeno canhão no caderno, que foi o que desenhei enquanto estava abrigado da chuva.
Quando a chuva parou voltei para o banco exterior e acabei o desenho do planetário e apliquei a cor.
A dupla página ficou um pouco atabalhoada. Julgo que o desenho do planetário funcionaria melhor sozinho. Fica uma lembrança para não descurar um mínimo de planeamento da página.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Auto retratos




Impulsionado por um conselho da Ketta e como forma de "aprender" a desenhar pessoas decidi fazer um auto retrato meu por dia. Ainda não consegui afinar a questão do "1 por dia", mas anda lá perto.
Estas foram as primeiras tentativas.
Às vezes faço desenho cego, outras vezes não e por vezes ainda faço os 2 na mesma dupla página.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

São Domingos de Carmões


Terminado o fim de semana na Casa Velha foi altura de voltar às rotinas. Felizmente há rotinas que sabem bem e desenhar é definitivamente uma delas.
Já tinha passado por aqui diversas vezes e guardado o local na memória para um desenho futuro, até que chegou finalmente o dia, numa manhã semi-nublada, de encostar o carro na berma e passar a caneta pelo papel.
Tem sido útil esta necessidade de fazer desenhos relativamente rápidos (usar a caneta caligráfica ajuda) para ajudar a soltar o traço.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Casa Velha - desenho cego





E agora um post com desenhos completamente diferentes do habitual. Para o último exercício do fim-de-semana estava reservado o momento de desenho mais divertido: fazer um desenho cego (desenhar sem olhar para o papel) de todos os presentes.
Não é fácil mas efectivamente é muito divertido e os resultados, embora completamente imprevisíveis, são de uma naturalidade surpreendente.
No meio destes desenhos há um que não foi cego. Acho que dá para perceber qual!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Casa Velha


Não queria deixar a Casa Velha a desenhar. Passei o fim-de-semana à espera do momento certo: da luz e principalmente do sol/calor. O ângulo que queria desenhar da casa não me dava hipóteses de sentar à sombra, teria que ser a céu aberto, por isso aproveitei a manhã de domingo em que o sol não estava ainda muito quente para me sentar numa cadeirinha à frente da casa.
Fiz algum esforço para não perder demasiado tempo com pormenores e acho que fiquei a meio caminho entre o que gostava de fazer e o que não queria fazer.
Mas gosto do desenho. Olho para ele e sinto a frescura com que terminei o fim-de-semana.

domingo, 4 de agosto de 2013

Casa Velha - alpendre


Por baixo do alpendre da Casa Velha há um corredor com uma série de arcos e muito verde da vegetação a quebrar o branco das paredes.

sábado, 3 de agosto de 2013

Casa Velha - o tractor



Nunca tinha desenhado automóveis. O mais parecido que tinha desenhado foi uma mota com capota na viagem à Sicilia. Ainda estava na ressaca do exercício de desenhar aquilo que temos mais dificuldade ou não gostamos quando passei por este tractor. E lembrei-me que não podia saber se tinha dificuldades ou não gostava de desenhar este género de motivo porque nunca tinha tentado.
Assim sentei-me à frente dele cheio de disponibilidade para desenhar até aos mais pequenos parafusos e cabos. As rodas não foram fáceis mas gostei da experiência.
De certeza que vou repetir no futuro.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Casa Velha - as pessoas





E como que a dar força à minha resolução de desenhar cada vez mais pessoas, um dos exercícios do retiro na Casa Velha propunha que desenhássemos o que menos gostamos ou que desenhamos com menos frequência. Está à vista qual foi a minha escolha.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Casa Velha - casas de apoio


Ao chegar à zona da Casa Velha vindo do passeio pela quinta parei um pouco a olhar para este cenário: perspectivas, texturas, enquadramento, telhas, chaminés. Era perfeito, parecia que tinham juntado de propósito tudo o que me atrai para fazer um desenho.
Ainda para mais existe uma pequena árvore no meio do caminho que estava a oferecer uma sombra bem fresca, o que era imprescindivel aquela hora do dia (pouco depois das 12h).
Foi só questão de ir buscar uma cadeira ali perto e desfrutar o momento a desenhar.
A pintura acabou por ficar inacabada porque entretanto tinha chegado a hora do almoço, mas voltei mais tarde para o 2º round e conclusão.