quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ericeira - bifurcação


Assim que me deparei perante este cenário não foi preciso pensar 1/2 vez. Queria mesmo desenhá-lo.
E assim sentei-me de pernas cruzadas empoleirado no muro, entretido com o desenho. E por ali fiquei algum tempo... e quando dei por mim achei que já estava atrasado para o almoço. Não tinha relógio, mas quando olhei para as esplanadas ali perto já estavam a ficar cheias com pessoas para almoçar.
Enquanto ali estava uma avó veio ter comigo com o seu neto, para ver o desenho, e foi-se embora a prometer ao neto que lhe vai oferecer uma caixa de aguarelas como prenda de Natal.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ericeira - capela


Estava tão entretido com o desenho que nem me lembrei de ver qual é o nome desta capela. Como habitualmente aproximei-me da capela a olhar para cima e gostei deste enquadramento com muitos pormenores incompletos. Por ali fiquei um pouco a desenhar em pé, na companhia das moscas que não me largavam. Será que as moscas também estavam curiosas pelo desenho ou são pura e simplesmente muito chatas?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Horizonte ao acordar


A hora mudou de sábado para domingo mas eu não me lembrei, por isso eu que já normalmente me levanto cedo, neste dia acabei por me levantar ainda mais cedo.
Acima da linha do horizonte sobre o mar pairava uma espécie de neblina que me pareceu um desafio para ser representada, pelo que aproveitei logo para pegar no caderno.
Ao contrário do desenho anterior, desta vez não foi o céu que ficou demasiado violeta mas sim o mar.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Céus a carmim


Ultimamente tenho andado a juntar um pouco de carmim aos céus nublados. Nesta caso a quantidade foi algo exagerada e o que deveriam ser umas nuvens com um leve tom violeta acabou por se tornar num céu geral roxo. 
Viver e aprender... já percebi que tenho que ter tanto cuidado a juntar carmim às nuvens como já tenho a juntar cominhos à comida.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vespa


Mais uma experiência com a nova caneta pincel com tinta cinzenta. Esta Vespa estava mesmo em frente a um degrau de entrada de uma porta, no qual me pude sentar a desenhá-la muito brevemente, com a outra porta ao fundo.
Ainda estava para pintar só a mota, mas estava a fazer-se tarde e optei por ir andando e deixar o desenho como estava.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Caneta cinzenta


Tenho-me divertido bastante a utilizar a caneta cinzenta de bico fino para desenhar os elementos a uma maior distância, até que um dia usei a caneta pincel e achei que o traço fino da caneta não fazia o melhor conjunto com o traço variado da caneta pincel.
Então decidi comprar uma daquelas canetas Pentel com ponta de pincel, na cor cinzenta, para fazer fazer companhia à que já tenho com tinta preta.
Estava mortinho por experimentá-la.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Escadinhas do Beco de São Luís da Pena


Continuando o passeio pelo bairro fui de propósito a estas escadinhas que descobri já há alguns anos, na altura em que passeava de máquina fotográfica na mão em vez do caderno.
Gosto do facto de não serem direitas, fazem um zig-zag entre um muro e os edifícios, e dos pontos mais altos é possível ver de cima algumas zonas de Lisboa.
Para desenhar as 2 orientações das escadas a partir deste ponto ficava com um grande muro à minha frente, mesmo no centro do desenho. Se não podes vencê-lo junta-te a ele, por isso optei por dar-lhe ainda mais ênfase aplicando a cor só no muro e no céu e usar a caneta cinzenta para dar profundidade.
(Neste desenho fiz "batota": optei por "não ver" os corrimões ao meio dos degraus.)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cç. Nova do Colégio


Depois de uma tentativa falhada de desenhar por Lisboa no sábado, devido à chuva, no domingo consegui mesmo dar uma volta pela freguesia da Pena. Bairro típico, com ruas apertadas e muitos pormenores para descobrir.
Mas desta vez não desenhei pormenores... estava mais virado para vistas alargadas.

domingo, 20 de outubro de 2013

Azul


Muitas vezes digo que não gosto do céu limpo, simplesmente azul. O dia em que fiz este desenho reforçou ainda mais a minha convicção. Não tenho palavras para descrever o dia glorioso que estava, com o céu esquartelado por nuvens de todas as formas e dimensões e uma paleta variada de tons de azul que se replicava nas águas do rio.
Por mim todos os dias podiam ser assim. Sentia-me como um turista maravilhado num país estrangeiro, a olhar para todo o lado e a querer gravar na memória tudo o que via naquele momento.
Havia também uma espécie de neblina ao longe que ajudava a dar uma atmosfera ainda mais especial àquele ambiente.
Sentei-me mesmo à beira rio e por ali desenhei e tentei fazer justiça a todo aquele azul.
A certa altura passou por mim um pescador a arrastar pela água ao longo do paredão uma "gaiola" para camarões: "Não se assuste, deixe-se estar" disse enquanto passava a corda por cima da minha cabeça. Naquele momento eu também já fazia parte do cenário.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Jardim mas pouco


Uma visita à medicina do trabalho acabou por se transformar numa oportunidade de desenhar.
Como não gosto de me atrasar acabei por chegar com um pouco de margem que deu para me sentar e rabiscar um pouco no jardim à frente da maternidade Alfredo da Costa, chamado Jardim Augusto Monjardino, que só tem um pouco de relva, algumas árvores e muitas moscas.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Amanhecer na Corujeira



Mais um amanhecer na Corujeira, antes do inicio do dia de trabalho. Ainda não eram 9:00h e já por ali andava a desenhar. O local ainda estava calmo e praticamente não se ouvia nenhum movimento.
Entretanto os sons foram chegando:
  - Alguém que entrou numa cozinha e começou a preparar o pequeno almoço;
  - A televisão que foi ligada;
  - A persiana que se abriu;
  - O adulto que saiu de casa com a criança;
  - A moto 4 que abandonou a garagem;
  - O camião que passou;
Tudo isto num breve momento no largo principal da Corujeira.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Céu tempestuoso




Há algum tempo que não passava pela zona do Poço do Bispo para um desenho à beira rio. Estava lá atracado um barco um barco que ainda não tinha visto por ali e pus-me a jeito para o apanhar do ângulo que pretendia, sentado junto ao pontão.
Ao longe vislumbrava-se um céu tempestuoso e agressivo, que tentei replicar no desenho, mas exagerei um pouco no pigmento e acabou por ficar demasiado carregado, retirando um pouco de de protagonismo ao barco, que não era de todo o que pretendia.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Equipamento agricola


Gostava de saber como se chama este equipamento para o poder chamar pelo nome, mas não sei.
No sábado fui a uma festa de anos para os lados do Meco e a certa altura dei uma escapadela cirúrgica para fazer um desenho.
Ia a pensar em desenhar um caminho com uma curva qualquer, mas no meio de um descampado vi este equipamento que achei que seria divertido desenhar, já que normalmente os veículos sobre rodas não costumam passar com muita frequência pelos meus cadernos.
Como estava com alguma pressa (não queria perder o corte do bolo de anos), optei por usar a parallel pen que normalmente me obriga a desenhar mais rápido.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Marvila - um belo momento


Este desenho é daqueles carregados de sensações e memórias associados.
No centro do Poço do Bispo há um pequeno jardim, com umas cadeiras debaixo de uns toldos para sombreamento, nas quais me sentei para este desenho.
Por ali perto um rádio difundia uma estação de fados a pedido dos ouvintes que ligavam a escolher a musica.
Na mesa ao lado uma avó ajudava o neto com os trabalhos de casa de português.
Na mesa atrás ia-se juntado um grupo de senhores de idade nas suas conversas com histórias de outros tempos.
Tudo isto formava uma cena de ambiente quase familiar.
Quando arrumei o material e abandonei o local vinha claramente com um grande sorriso na cara.

Apenas uma palavra para o modelo do desenho, é um dos poucos urinóis públicos que restam na cidade, que está em muito bom estado de conservação e ainda em uso.

sábado, 12 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vontade


Este desenho representa a pura vontade de desenhar. Não foi por algo me ter atraído, por uma perspectiva arrojada ou por um colorido vibrante.
Foi pura e simplesmente ter vontade de desenhar... parar o carro na beira da estrada e desenhar para onde estava virado.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Monsaraz


Este não é um urban sketch. Foi feito em casa, sossegadinho, com base numa fotografia minha tirada na última vez que visitei Monsaraz.
É uma espécie de protótipo para um projecto em que poderei participar.
O desenho a partir de fotografia não transmite as mesmas sensações do que o desenho no local, nem permite enraizar memórias associadas ao momento em que o desenho foi feito. No entanto, desenhar é sempre desenhar, e quando se sente prazer a segurar na caneta e no pincel qualquer desenho serve para nos fazer sentir um pouco melhor.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Museu de São Roque - a vista II


Tal como referi no último post a vista do torreão nascente do museu de São Roque é muito mais abrangente. Não sei se será mais fácil ou mais difícil de desenhar, são conceitos um pouco relativos. A vista é muito maior, mas o nível de pormenores é muito menor. É sim mais fácil perdermo-nos no ponto que se estava a desenhar, entre o momento de olhar para o papel e voltar a olhar para o motivo.
Neste exercício a mancha a aguarela foi feita primeiro e só depois foi feito o traço a caneta.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Museu de São Roque - a vista


Nos torreões do Museu de São Roque a vista de Lisboa é abrangente. Principalmente o torreão nascente, onde se pode ver desde o topo do Parque Eduardo VII, passando pela Avenida da Liberdade, o Castelo de São Jorge e até ao Rio Tejo. É realmente impressionante.
No entanto do torreão poente conseguem ver-se as encruzilhadas dos telhados do Bairro Alto. Nem foi preciso pensar muito sobre em que torreão queria desenhar.
No âmbito de um dos exercícios do workshop o enquadramento dos desenhos foi feito com molduras, espelhos ou outras peças em exposição no museu.