domingo, 1 de dezembro de 2013
Pequeno muro
Quando terminei o traço a caneta para este desenho deixei propositadamente o fundo em branco, para preenchê-lo directamente com a mancha de aguarela, com tenho feito em outros. No entanto, quando estava a concluir a pintura do muro, olhei para o caderno e achei que resultava muito bem assim, sem fundo, e lembrei-me que já no desenho de há 2 posts atrás me tinha arrependido de o preencher.
E assim ficou, para que quem queira olhar para lá do muro possa ver uma paisagem extraordinária.
sábado, 30 de novembro de 2013
Cemitério não tão isolado
Ao longe vê-se algo que achei curioso: uma igreja com um cemitério ao lado. Não me recordo de ter visto algo assim. Estou habituado a ver os cemitérios isolados (tal como este, que fica a cerca de 1km da aldeia), mas nunca com uma igreja ao lado.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Buligueira
Quando uma estrada de alcatrão de repente desemboca numa aldeia e passa a ser empedrada não deixa de ser uma estrada, por isso achei que se enquadrava no tema.
Ultimamente passei a usar mais uma cor magenta que tenho na caixa de aguarelas. Aos meus olhos isso vê-se perfeitamente neste desenho.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Estacionado
Um dos pontos positivos das estradas secundárias ou terciárias é que podemos estacionar na berma da estrada sem que praticamente passe nenhum carro por nós. Podemos estar descansados a desenhar sem incomodar ou ser incomodados.
Não é bem o caso desta (ainda passaram por mim uns 6 ou 7 carros enquanto desenhei).
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Enquadramento
É engraçado porque, desde que comecei com esta ideia de desenhar na berma da estrada, comecei a interpretar a paisagem num formato panorâmico, constantemente à procura de um enquadramento que valha a pena registar no caderno.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Matinal
Apesar do frio que tem estado, especialmente bem cedinho no dia quando tenho feito estes desenhos, tento sempre ter a janela do carro aberta para poder ouvir o som ambiente daquelas zonas.
A verdade é que de manhã bem de manhãzinha tudo o que se ouve são os sons da natureza: o vento, os pássaros, as galinhas... os carros e as vozes só surgem mais tarde.
domingo, 24 de novembro de 2013
Na estrada
Tenho passado algum tempo na estrada, por isso é natural que comecem a surgir desenhos precisamente na estrada. Daqueles em que se encosta o carro na berma e se desenha a perspectiva à nossa frente.
Os inevitáveis postes e cabos de electricidade são uma presença inevitável nas zonas rurais e eu acolho-os alegremente no meu caderno, até porque são um óptimo apoio na apresentação da perspectiva.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Manhã de chuva
As nuvens ameaçavam chuva e o nevoeiro insistia em não ir para muito longe. Mas estava suficientemente afastado para poder ver esta pequena quinta pousada à frente daquele descampado com ervas baixas.
A certa altura a chuva apareceu mesmo e o vento empurrava-a para o vidro que me servia de janela para esta cena, de tal forma que praticamente deixei de conseguir ver. Tive que movimentar um pouco o carro e alterar o ângulo para conseguir ver a cena através de um vidro que não estivesse a ser demasiado fustigado pela chuva.
Esta foi a última página do caderno moleskine que estava a usar e que já foi directamente para a prateleira ter com os outros.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Runa
Na Runa, perto de Torres Vedras, está instalado um centro de apoio social aos militares num edifício setecentista que surge ao fundo. O portão em 1º plano pertence à pequena estação dos comboios que foi o que realmente me chamou a atenção e que originou este desenho. A estação está fechada e não encontrei grandes pontos de interesse para desenhar, mas quando ia a abandonar o local sem ter feito nada apercebi-me desta perspectiva com os 2 portões enquadrados.
É assim, muitas vezes os motivos para o desenho aparecem-nos simplesmente à frente.
sábado, 16 de novembro de 2013
Perto de Odiáxere
No fim de semana passado tive direito a uma nova experiência: podar alfarrobeiras no terreno de um amigo. Como o trabalho manual nunca me assustou, nem tão pouco o de campo, foi uma experiência que não me importo de repetir. E em principio haverá mais oportunidades, já que parece que na fase actual das alfarrobeiras a poda necessita de ser bi-anual.
Depois do trabalho deu para relaxar um pouco e desenhar a vista sentado no banquinho exterior da casa onde pernoitámos.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Atum brazeado
Foi no restaurante "A Comidinha" em Lagos que no passado fim-de-semana comi pela primeira vez atum brazeado. Nunca tinha ouvido falar em tal iguaria, mas ainda bem que vivi tempo suficiente para a poder provar.
O aspecto é de um bife de vaca espesso e mal passado, mas o sabor é algo de muito especial. E é tão tenro que quase que se desfaz na boca sem ter que se mastigar.
Claro que o tempero terá muito mérito neste prato e quanto a isso só posso dar os meus parabéns à cozinheira.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Barca
Mais um desenho à beira rio. Já por diversas vezes tinha desenhado partes destas barcas, mas nunca uma na totalidade. Não é fácil encaixá-las no caderno porque são muito compridas, mas o formato que estou a usar actualmente serviu na perfeição.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Encruzilhadas
Ainda à espera do horário de abertura das mercearias tive tempo para mais um último desenho em São Manços.
Simplesmente sou completamente apaixonado por estas paisagens com uma série de telhados entrelaçados, com terraços, chaminés e antenas à mistura que se vêm tanto pelo Alentejo.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
São Manços
De manhã foi preciso ir comprar manteiga, mas era domingo e por ali as mercearias só abriam às 10:00 horas.
Que bela desculpa para continuar a desenhar e chegar um bocadinho mais tarde para o pequeno-almoço.
sábado, 9 de novembro de 2013
Talvez a tempestade
Tal como mencionei no post anterior as nuvens pesadas substituíram o nevoeiro. Uma espécie de aura melancólica pairava sobre a paisagem que me fez sentir que poderia muito bem estar num cenário do Monte dos Vendavais.
São momentos como este em que o sorriso com que desenho é maior do que o habitual, acompanhado por algo que me enche o peito que não sei bem explicar.
O campo tem este efeito sobre mim.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Amanhecer com nevoeiro
Depois da experiência com o pôr-do-sol ao final da tarde, a manhã do dia seguinte proporcionou uma experiência com o nevoeiro.
Há semelhança da rapidez com que o pôr-do-sol se desenrola, também o nevoeiro começou a desaparecer rapidamente da minha frente, de tal forma que quando acabei o desenho as condições já se tinham alterado completamente.
Quando comecei a desenhar, apesar de estar perto das 8:00 horas, a temperatura estava muito agradável. Entretanto o nevoeiro foi desaparecendo, chegaram umas nuvens baixas ameaçadoras e um vento frio inundou aquelas paragens, de tal forma que tive que ir para dentro do carro concluir o desenho.
Parecia que vinha lá chuva.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Pôr-do-sol
Há já algum tempo que queria tentar desenha rum pôr-do-sol. O fim de semana passado em São Manços deu-me essa oportunidade.
Os dias estavam semi-nublados, mesmo como eu gosto, e ao final da tarde as gloriosas cores do pôr-do-sol começaram a surgir.
O complicado de desenhar o pôr-do-sol é que tudo acontece muito depressa, demasiado depressa. Iniciei rapidamente o desenho com a caneta tipo bic, sempre a observar as cores do céu pelo canto do olho e a tentar memorizá-las, não se fossem elas embora sem aviso prévio.
Mas foram mesmo, antes de aplicar a tinta, pelo que e memória tornou-se um bom apoio para a aplicação da aguarela. E foi o suficiente, as cores estão todas lá: amarelo, laranja, carmim, violeta e azul.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Full circle?
Quando comecei a escrever este texto apercebi-me que foi a este local do Porto de Lisboa que vim na primeira vez em que saí de casa de propósito para desenhar, em Janeiro do ano passado. Foi sentado à beira do rio, na zona que se vê no canto inferior direito do desenho, que estreei um caderno moleskine igual ao que usei para este desenho e fiz isto.
Pode-se dizer que foi o inicio de uma grande aventura que espero que nunca acabe.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Um motivo qualquer
A escolha deste motivo foi mesmo por acaso. Depois de uma volta pelas redondezas à procura de um motivo para desenhar sem sucesso, optei por estacionar o carro e desenhar qualquer coisa que por ali estivesse. E esta imagem ficou mesmo à minha frente. Acabou por se enquadrar bem no formato do caderno.
O traços geral foi feito com a Paralell Pen, as árvores com a caneta pincel e o fundo com a caneta pincel cinza.
sábado, 2 de novembro de 2013
Corujeira de manhã
Mais um desenho matinal na Corujeira para começar bem o dia. Sempre que posso sabe-me muito bem começar o dia com um desenho, como que para me preparar para o que aí vem.
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