quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Domingo de frio


Há já algum tempo que não ia para Lisboa desenhar. Já que naquele domingo estava sol aproveitei para dar uma volta. O facto de estar sol enganava, porque o vento que estava a soprar não deixava o corpo aquecer. Quando terminei o traço a caneta deste desenho tinha as mãos e pés completamente enregelados, de tal que optei por ir para o carro que, apesar de não estar quente ao menos cortava o vento.
A pintura do desenho ficou para casa.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

De volta à aldeia


Um recanto qualquer de uma aldeia foi uma boa alternativa ao desenho de paisagens. No fundo não me canso de desenhar paredes, telhas, portas e janelas. Gosto de tentar captar a essência do local e de passar para o papel a memória do que me transmitiu quando o decidi desenhar, para que quando mais tarde o voltar o encontrar nas páginas do meu caderno possa a sentir tudo de novo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Buraco de luz


O dia estava escurinho e o sol apenas conseguia rasgar as nuvens momentaneamente, com uma espécie de efeito de luz de um candeeiro numa noite de nevoeiro.
Ainda não descobri e melhor maneira de retratar este fenómeno com aguarela... debato-me sempre com a mistura do amarelo e azul a tornar-se verde.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Caneta nova


Ofereci a mim próprio uma caneta da Hero com um aparo de caligrafia, que supostamente fará concorrência no meu kit à Paralel Pen, pois também permite fazer traços finos e largos à vontade do freguês.
Experimentei-a com este desenho. Ainda é cedo para um veredicto, mas a primeira impressão não foi a melhor. A fluência da tinta falhava e muitas vezes tive que voltar atrás para "reparar" o traço. Acabei por perceber que isto acontecia menos se usasse a caneta quase na vertical em relação ao papel, mas não me ajeitei muito com essa posição. É decerto falta de prática. Hei-de usá-la pelo menos até acabar a tinta com que a enchi, por isso até lá a caneta terá oportunidade de mostrar o que vale.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Monocrome


Há muito que queria pintar um desenho usando apenas 1 cor. Sempre achei que o faria com um castanho/sépia, mas naquele dia surgiu o Cinza Payne. Estava muito frio e achei que ajudaria a transmitir essa sensação. Mas quando olho para este desenho imagino sempre a noite. Acho que se não tivesse pintado o céu teria mais sucesso no meu objectivo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Estrada perdida


E agora uma mudança de orientação para aumentar a profundidade do desenho. Este ângulo foi possível porque estava parado numa descida mesmo muito inclinada, que quando chega à árvore se inverte e transforma-se numa subida (claro que esta conversa só é verídica neste sentido, se vier de lá para cá as descidas trocam-se pelas subidas).
Independentemente disso achei interessante fatiar esta paisagem ao alto, para permitir dar importância à estrada sem o "ruído" da paisagem circundante.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cão que ladra


Normalmente quando paro o carro para desenhar, independentemente do frio que possa estar, abro sempre um pouco das janelas para deixar entrar os sons das redondezas. Neste desenho tive que fechá-las, porque um pequeno cão se dignou a ficar a ladrar ao carro o tempo todo do alto do muro que não se vê à direita.
Eu gosto muito de animais, mas confesso que por mais de uma vez me apeteceu sair do carro e tentar assustar o cão, porque pura e simplesmente não se calava. Achei é que quanto mais o tentasse assustar mais o cão ladraria.
Acabei por ir resistindo e tentando usar o acto do desenho para me abstrair. Ao fim de cerca de 20 minutos acabou por compensar: o cão abandonou o local e foi para outra zona, mas não parou de ladrar... ainda conseguia ouvi-lo ao longe. Mas aquele meio silêncio já foi de ouro para os meus ouvidos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Casa mistério


O que seria esta casa na berma da estrada, a cerca de 1km da povoação mais próxima? Actualmente só se aguentam as paredes exteriores. O interior já não existe.
Não parecia ser de habitação, já que tem poucas janelas. Talvez servisse para o fabrico de algo e aquela chaminé extra longa evacuasse os fumos resultantes.
Efectivamente não sei, mas gostei dela... tanto que quando passei ao seu lado pela 1ª vez soube que acabaria por desenhá-la mais cedo ou mais tarde.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Obrigado Sr. Padeiro


Este desenho surgiu um pouco por acaso. Naquela manhã estacionei o carro no interior de uma aldeia, para desenhar um ângulo que já tinha visto anteriormente e que tinha retido na memória para mais tarde desenhar.
Assim que abri o caderno e peguei na caneta chegou uma carrinha do pão, daquelas que vêm a buzinar ao longo da estrada para avisar que estão a chegar, e estacionou mesmo em frente ao meu modelo.
Nem mais para a frente, nem mais para trás, foi mesmo em frente.
Eu sabia que a carrinha não iria ficar ali muito tempo, mas não estava com vontade de esperar, por isso chamei silenciosamente uns nomes ao padeiro e fui-me embora. Parei um pouco mais à frente e fiz este desenho com um traço algo revoltado.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Banda de casas


Para variar um pouco dos desenhos maioritariamente de paisagem que tenho feito, aproveitei esta simpática banda de casas com muitas texturas para alguns traços de arquitectura.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Manhã gélida


3 graus de temperatura na rua. Uma ligeira neblina, iluminada pelo sol ainda rasante, distorce as formas e as cores numa espécie de contraluz e transforma a paisagem num conjunto de manchas.

Foi um desafio interessante tentar passar este cenário para o caderno.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ao virar da curva


Por vezes as estradas que tenho percorrido são tão apertadas que fico na dúvida se 2 carros se conseguem cruzar.
Mas isso acentua o sentido de descoberta... o que será que se esconde depois daquela curva? É uma vista ampla ou um túnel cerrado pelas árvores?
Muitas vezes a surpresa arregala os olhos e acelera a pulsação... e aí falo sozinho dentro do carro e vasculho a memória à procura de adjectivos que exprimam o que o cenário me transmite.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Vinhas II


Quando iniciei este caderno pequenino foi com a intenção de apenas fazer desenhos a caneta, sem aplicação da aguarela, que já é uma ideia antiga. Entretanto lembrei-me que o comprei com papel de 220 gramas em vez das habituais 180g, precisamente para o experimentar com tinta. Por isso ainda não é desta que faço um caderno inteiro só a preto e branco.

Évora - encontro dos Urban Sketchers

No último sábado realizou-se um encontro dos Urban Sketchers na minha cidade favorita: Évora. Foi uma razão muito bem vinda para visitar novamente a cidade, com uma boa justificação para passar um dia a desenhá-la.
Não me vou alongar muito porque já fiz uma descrição do dia no blog dos Urban Sketchers Portugal (aqui), por isso aqui ficam os desenhos.









segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vinhas


Por uma questão de optimização de tempo decidi iniciar um caderno pequenino (9x7cm) que tinha guardado. A teoria é que no caderno mais pequeno consigo fazer desenhos mais rápidos, o que não é necessariamente uma regra infalível, pois por vezes demoro tanto tempo ou mais a fazer um desenho no caderno pequeno do que num grande, dependendo do tipo de desenho e nível de detalhe.
Mas para já estava interessado nas linhas percorridas pelas videiras que forram os montes aqui pela zona, e para tal o caderno pequeno num simples preto e branco foi suficiente.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Vai subindo


No seguimento do post anterior este desenho foi feito 2 dias depois praticamente no mesmo local, mas no sentido contrário. A árvore que se vê junto à estrada é a mesma que se vê no outro desenho.
2 desenhos no mesmo local, feitos quase na mesma altura, mas tão diferentes.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vai descendo


Foi quando vinha a subir a estrada que decidi que queria desenhar nesta zona, no sentido contrário a este desenho. Continuei a andar mais um pouco a investigar a estrada, fiz inversão de marcha e quando vinha a descer fui cativado por este enquadramento enquadramento.
Acabei por desenhar logo para onde estava virado, deixando para outro dia o enquadramento oposto.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A preto e branco


É verdade, gosto muito das cores do Outono, e é também verdade que quando comecei a desenhar e pintar, os verdes e todas as suas variações me assustavam/cansavam ou pouco e agora me entretenho bastante na mistura das tintas em busca "daquele" verde.
Apesar disso comecei a sentir a necessidade de variar um pouco estes desenhos na estrada que tenho feito, por isso um regresso ao simples preto e branco foi bem vindo.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pequena ponte


Um pequenino riacho merece uma pequena ponte, discretamente delineada por 2 muros baixos que já servem de apoio a pequenos arbustos.
Neste canto a escala de tudo é pequena, até da árvore que por ali vai crescendo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Pequeno muro


Quando terminei o traço a caneta para este desenho deixei propositadamente o fundo em branco, para preenchê-lo directamente com a mancha de aguarela, com tenho feito em outros. No entanto, quando estava a concluir a pintura do muro, olhei para o caderno e achei que resultava muito bem assim, sem fundo, e lembrei-me que já no desenho de há 2 posts atrás me tinha arrependido de o preencher.
E assim ficou, para que quem queira olhar para lá do muro possa ver uma paisagem extraordinária.