segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Um toque de cor
Estive quase para deixar este desenho sem cor. Gostei de o ver a preto e branco... tinha usado uma caneta 0,5mm para o primeiro plano e uma 0,2mm para o segundo plano, o que lhe dava alguma profundidade, e o traço com a linha clara estava a apelar-me.
Mas mais uma vez não resisti a descobrir como o desenho ficaria com cor, especialmente por causa das texturas com que cada vez me entretenho mais presentes na casa e no muro.
A certa altura começou a chover, por isso o estúdio automóvel veio mesmo a calhar.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Contra-luz
Uma das coisas que gosto no Inverno é o facto de grande parte das árvores ficar desfolhada.
Os ramos retorcidos espalham um ambiente melancólico pelos campos e cidades e normalmente não consigo desviar o olhar deles, especialmente quando têm o céu como pano de fundo.
Apesar dos tempos de chuva se poderem tornar desagradáveis, não há dúvida que dão ao céu um colorido sempre em movimento.
Aqui deu para juntar os ramos e o céu.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Finalmente
Há já muito tempo que pensava parar neste local para o desenhar. Achava que tinha potencial para os já tradicionais desenhos na berma da estrada, mas por alguma razão nunca o tinha feito.
É engraçado que no meio de tanta procura pelo enquadramento perfeito, a escolha daquele momento acaba por ser sempre relativamente ocasional. É muito própria daquele momento. E de certeza que se tivesse parado noutro dia qualquer o desenho iria ser completamente diferente. Por isso há quem volte recorrentemente ao mesmo local, para o desenhar por diversas vezes, e obter resultados diferentes do mesmo cenário.
Era algo que também gostaria de fazer, mas confesso que não tenho motivação. Tenho sempre vontade de sensações novas e sinto que se voltar ao mesmo local para desenhar vou estar perante uma repetição, apesar da meteorologia poder estar completamente diferente e de poder usar uma outra caneta. É algo a trabalhar no futuro.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Objectos na Casa João do Rio
Na Casa João do Rio o tema de desenho era livre. Sentei-me na salinha mais simpática da casa, num cenário que nos transporta para algumas décadas atrás, onde quase todos os objectos são relíquias.
Sentei-me numa cadeira antiga bem bonita e à minha frente tinha outra exactamente igual que serviu automaticamente de motivo para o 1º desenho.
Depois apaixonei-me por uma ampulheta em ferro, pesada, que estava pousada numa prateleira. Gosto muito de ampulhetas. São uma espécie de forma romântica de contar o tempo. Para não desenhar só a ampulheta fui à procura de outro relógio pelas diversas divisões da casa e encontrei este fechado num armário. Formaram um par perfeito para o 2º desenho.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A estrada fora do sitio
O caderno panorâmico onde fiz grande parte dos desenhos da série "Aquela estrada" acabou, e agora passei para um caderno quadrado que aberto é um pouco menos panorâmico.
Como já estava habituado senti uma espécie de saudade pelo formato anterior, pelo que a ideia seria desenhar dentro do rectângulo panorâmico que de certa forma o imitaria. No entanto ao olhar para o papel, e já que a série se chama "Aquela estrada", o prolongamento do asfalto surgiu naturalmente fora do rectângulo, como que um percurso até o desenho.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Outro sapato
Mais uma vez fui "obrigado" a desenhar em casa e decidi voltar a experimentar um sapato, desta vez de um ângulo mais invulgar.
Está-me a saber bem desenhar objectos, para variar um pouco do desenho de paisagem que tenho feito com alguma intensidade ultimamente.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Mais um muro
Um desenho muito rápido no caderno pequeno. Esta escala dificulta um pouco o trabalho das texturas com a tinta, pelo menos com o pincel de água médio, mas com um pouco de paciência consegue-se.
Como tem sido habitual os dia estava muito cinzento, pelo que optei por deixar o fundo a branco para não pesar muito no desenho.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Evolução
Por vezes a imagem de um desenho que crio na minha cabeça antes de o começar a fazer não corresponde minimamente ao resultado final, fruto das adaptações que se vão fazendo à medida do que vai surgindo no papel. Este é um exemplo.
Inicialmente pensei em pintar a apenas tudo à esquerda do muro, uma vez que à direita tudo era vegetação verde, e usaria apenas a caneta Lamy para os traços.
Entretanto surgiu a caneta pincel cinza para a vegetação do lado direito, o que por sua vez trouxe a caneta pincel preta para a árvore e arbustos em 1º plano.
Nesta fase abandonei a ideia da pintura... este seria um desenho a preto e branco.
Entretanto a caneta pincel preta foi criar algum contraste com o cinza na vegetação do plano de fundo.
A guarda em ferro do lado direito da ponte foi preenchida a preto.
Após dar o desenho por terminado achei que havia demasiado branco e assim a caneta pincel cinza deu uma ajuda na pavimentação da estrada.
O mais engraçado é que 6 dias depois de ter feito, os passos da sua evolução ainda se encontram bem presentes na minha memória.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Pedras
Na tentativa de tentar aproveitar um fim de tarde de sol fui até à Cruz Quebrada para desenhar algo no ambiente da beira rio, mas estava um vento enervante e um frio de rachar. Optei por apanhar 4 pedras junto à praia e desenhá-las no conforto do lar.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Aparição fugaz
O sol fez uma aparição fugaz. Decidiu lançar umas sombras pelo ar, enriquecer as cores das folhagens e aquecer os espíritos ali presentes.
Como habitualmente os vidros do carro estavam abertos para deixar entrar os sons que por ali passavam e a passarada decidiu oferecer-me uma espécie de concerto de inverno.
Que momento glorioso por entre este inverno tão cinzento.
E tudo coube num caderno de 9x7cm.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Luz
Nesta manhã havia uma luz invulgar no ar. O céu estava bastante cerrado, mas em algumas zonas pareciam que tinham um candeeiro aceso por onde o sol tentava brilhar, sem sucesso.
Peguei no caderno pequenino para um desenho mais rápido mas não consegui reflectir no papel aquilo que os meus sentidos absorviam. De qualquer forma, como um urban sketcher que se preze sabe, a memória de um desenho retém muita informação, por isso sempre me cruzo com esta página lá consigo rever a tal luz invulgar.
domingo, 19 de janeiro de 2014
O largo preferido
Como que me apaixonei por este cantinho de São Domingos de Carmões. É o 4º desenho que faço nesta espécie de largo, onde a degradação desta casa apresenta umas texturas maravilhosas e tem recantos suficientes para brincar um pouco com a perspectiva.
Apesar disso o que me motivou principalmente neste caso foram as árvores, onde usei 4 canetas diferentes para os diversos efeitos.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Janela
Um pouco ao lado da porta que desenhei há alguns dias está também esta janela, praticamente nas mesmas condições.
Este desenho marca o fim de mais um caderno. Quem diria há 2 anos que iria ter nas prateleiras uma colecção de cadernos desenhados por mim?
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Sapato
Um domingo de frio e muita chuva deu nisto. Para usar o caderno em casa peguei num sapato e tentei desenhá-lo de um ponto de vista menos comum. Como referência para o ponto de vista menos comum lembrei-me do Lapin, que desenha os carros mesmo em cima deles.
Assim pus o sapato na borda da mesa e sentei-me no chão, para poder olhar para ele muito perto e ao mesmo nível, já que estamos habituados a ver os sapatos de cima para baixo.
A perspectiva acabou por não ser tão arrojada quanto pretendia, mas de qualquer forma foi uma boa experiência.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Panorâmica sobre o Tejo
Há muitos anos descobri este local na mata do Estádio Nacional ao passar por aqui de bicicleta. Tem uma vista enorme para o rio e dá para ver a Trafaria de um lado e a linha até Cascais do outro.
Quando por ali passei a 1ª vez as árvores não tinham o tamanho que têm hoje e conseguia-se ver uma série de telhados das casas que foram construídas na encosta.
Entretanto as copas subiram tanto que praticamente já não se vêm os telhados, e possivelmente no futuro deixará também de se ver o rio Tejo.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Tonalidades
Mais uma experiência com as canetas Pitt. Dão muito jeito para este género de desenho a preto e branco para brincar um pouco com as diversas tonalidades.
Aqui só foi preciso um bocadinho de aguarela na sombra nas casas.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
A porta
Por vezes não é necessário atravessarmos as portas para que elas nos levem para outro lado.
Esta adoçou-me o imaginário só de olhar para ela.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
De novo o cão que ladra
Há uns tempos fiz um desenho (e referi-o aqui no blog) estacionado junto a um terreno onde estava um pequeno cão que não parava de ladrar, ao lado do carro.
Este desenho foi feito cerca de 200m mais abaixo do que o outro, mas foi possível ouvir o mesmo cão a ladrar continuamente, um pouco mais acima na estrada.
Na altura achei que ele estava a ladrar directamente para o carro, mas pelos vistos deve ser o seu desporto matinal e passa todos os dias naquilo. Felizmente desta vez estava suficientemente longe para me conseguir abstrair.
Continuo a experimentar a caneta Hero e a adaptação está cada vez melhor.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Receita
Um pequeno apontamento no caderno pequeno com a caneta pincel, uma pitada de aguarela e uns traços q.b. da caneta cinzenta. A receita para um desenho rápido quando o tempo aperta.
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