segunda-feira, 31 de março de 2014

Na berma


Para variar um pouco a incorporação da estrada a toda a largura no caderno aqui optei por desenhar a berma e só metade da estrada.
Estava um belo dia e desta vez até optei por desenhar fora do carro para apanhar directamente os raios de sol que por ali caíam.

domingo, 30 de março de 2014

Desinteresse


É raro acontecer, mas por vezes arrependo-me de ter começado um desenho pouco depois de o fazer. Foi o caso deste. Não sei explicar o porquê mas passei por ali, parei, abri o caderno, iniciei o traço e pouco depois já estava desinteressado. Mas como não gosto de deixar algo inacabado fui até ao fim, mesmo com o desinteresse.
E notou-se no final que nem estava muito preocupado, quando fechei o caderno sem ter deixado secar bem a tinta que deixou uma marca bem visível no céu.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Primavera


Como tenho andado muito por zonas rurais foi-me possível acompanhar muito bem a evolução da natureza ao longo do tempo.
No último mês foi claramente visível o desabrochar de cores um pouco por todo o lado. Nunca me tinha apercebido que isto se passa de forma tão coordenada, como se todas as plantas de repente tivessem respeitado uma ordem geral que foi transmitida pelo país.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mais um


E chegou o fim de mais um caderno. Ao virar da curva já está outro preparado para um inicio.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Ericeira


Foi na Ericeira que me sentei num muro e me pus a desenhar. É diferente do habitual, mas sabe bem variar.

terça-feira, 25 de março de 2014

Telhado em bico


Claro que aqui o que me despertou a atenção foi o telhado pontiagudo. Não sei o que será, mas é suficientemente diferente para que tenha tido vontade de o desenhar, já que muitas vezes é difícil ter a sensação de que se está a "inovar" nestes desenhos à beira da estrada.

Normalmente tenho fases na forma como organizo os desenhos. Eu nunca fui de levar as linhas do desenho até ao fim do papel, mas agora parece que estou numa fase de ainda maior economia e de deixar à vista mais branco do que o habitual. Não quer dizer que o faça com todos os desenhos, mas tem acontecido em bastantes.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Já foi moinho


Há muitos destes pela região oeste: moinhos abandonados. Sempre no alto dos montes, sem as suas varas e velas tornam-se quase desinteressantes,no entanto não resisti a desenhar este.

domingo, 23 de março de 2014

Surpresas


Conforme já referi anteriormente, muitas vezes passo por um certo local e guardo-o na memória como referência para um futuro desenho.
No entanto o que não consigo prever é como é que o vou desenhar, ou seja, que caneta hei-de usar ou de que forma o vou pintar. Isso é algo que é muito próprio do momento e, embora não me aperceba, há-de ser também influenciado pelo estado de humor, pelo que os resultados podem ser muito diferentes. 
E o resultado deste desenho foi uma surpresa para mim.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Debaixo da ponte


Muitas vezes o destino das estradas secundárias e terciárias é serem "descontinuadas" ou substituídas por outras mais modernas.
Neste caso a estrada de alcatrão desemboca num campo de terra e sobre ela passa já uma via rápida com certeza mais utilizada por aqueles lados.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Palaios


Já subi esta estrada (e também desci) bastante inclinada, até à aldeia de Palaios. Assim ao longe faz-me lembrar uma paisagem estrangeira, mas na verdade a paisagem circundante que omiti no desenho seria suficiente para reposicioná-la em Portugal.
Fica para deixar a imaginação voar.

Máquina de costura



Esta máquina de costura Singer é igual à que estava no sótão da casa da minha avó, que nunca vi ser usada, mas costumava dar ao pedal para a ver a funcionar.

Esta máquina já não foi desenhada na casa da minha avó, mas trouxe-me boas memórias. Neste dia tinha comprado uma aguarela de grafite e não resisti a usá-la neste desenho, embora a cor da máquina seja um preto profundo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Encruzilhada


A escolha do desenho é sempre uma encruzilhada com muitas, muitas opções. Começa pelo enquadramento que pode ser mais para a esquerda, ou mais para baixo, ou mais ao longe, etc. Depois vem a escolha da caneta... como tenho várias que me obrigam a desenhar de forma diferente tenho que tentar visualizar o produto final que desejo.
Mas efectivamente não perco muito tempo nesta fase. Funciona tudo um pouco por instinto e a vontade de desenhar é maior do que a vontade de perder tempo na preparação.

terça-feira, 18 de março de 2014

Aldeia Galega


Na ressaca das férias de Évora não voltei logo aos desenhos na berma da estrada. Como se fosse um eco da cidade desenhei na Aldeia Galega uma rua bem portuguesa, que se encaixaria perfeitamente também na cidade alentejana.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Évora - casa do guarda


E como nada dura para sempre chegou a altura do último desenho feito nos dias passados em Évora. A chuva da manhã já se tinha ido embora e o sol começava a iluminar o céu azul.
Fui até ao jardim para desenhar a casa do guarda na entrada norte, que já me tinha captado o olhar anteriormente. Em tempos foi realmente usada pelo guarda do jardim, mas actualmente julgo que serve de armazém para o material de jardinagem.

Neste desenho usei a caneta pincel com tinta preta na generalidade e para as grades usei a caneta pincel cinza. Tive o cuidado de reservar o espaço para a árvore que queria desenhar directamente com a aguarela.
Os efeitos esbranquiçados na árvore foram feitos com um lápis branco que já tinha comprado há algum tempo mas que até aqui andava abandonado pela bolsa sem ser usado.

domingo, 16 de março de 2014

Évora - depois do almoço





Já depois do almoço voltámos à arcada da Igreja de São Mamede, já com o Joaquim Espadaneira que se tinha juntado a nós, para concluir o que tínhamos iniciado de manhã e para continuarmos abrigados da chuva.
Acabei por fazer por ali estes 2 desenhos tão diferentes. A vista dos telhados foi feita com esferográfica e a das portas com caneta pincel. Ambos retratam o mesmo casario, mas no caso do de baixo decidi recuar um pouco para dentro da arcada e desenhar também as pedras e um dos vãos que a compõem.

sábado, 15 de março de 2014

Évora - o último dia


O último dia, contrariamente aos anteriores dias de sol radioso, começou com chuva, daquela miudinha que não nos molha muito mas que nos impossibilita de abrir o caderno, pelo menos a descoberto.
Mas independentemente da chuva lá fui com o Luís Ançã para a zona de São Mamede. O primeiro desenho foi muito rápido, só para experimentar uma caneta de aparo (da Noodlers) que o Luís tinha. Gostei muito da caneta, achei-a muito suave e cada vez me apaixono mais pelas canetas de aparo (já encomendei uma e neste momento deve estar algures sobre o Atlântico).


Como a chuva não desarmava abrigámo-nos debaixo das arcadas da Igreja de São Mamede no Largo Dr. Evaristo Cutileiro, para um desenho mais demorado. Mais uma vez optei por uma perspectiva da rua, com uma pitada de chaminés e uns telhados salteados.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Évora - Alcárcova de Cima


Felizmente o dia teimava em não terminar e já passava depois das 8 da noite quando fiz este desenho, já na companhia da Estela Cameirão e do João Matos que entretanto tinham saído dos respectivos empregos.
Estava uma noite fresca, mas isso não arrefeceu a vontade de desenhar.
Eu acabei por pegar no caderno pequenino onde me entretive a retratar em pequenos traços a perspectiva da rua.

Évora - Rua do Fradique


Infelizmente este desenho é de triste memória. Depois de o Luís Ançã e do Joaquim Espadaneira se terem ido embora ainda continuei a desenhar e parei por esta rua.
Comecei este desenho com a caneta Sailor (que tinha sido a minha última aquisição e se estava a tornar a minha caneta preferida) mas tive que que o acabar com a Parallel pen porque entretanto a Sailor estragou-se.
Quando comecei o desenho fiz algo que nunca faço: pus a tampa da caneta na outra ponta (normalmente ponho as tampas no bolso porque de alguma forma sinto que desequilibram as canetas). A meio do desenho já não sei porque razão parei e peguei na caneta pelas costas, ou seja, neste caso pela tampa que lá estava, e automaticamente fiquei com a tampa na mão e a caneta caiu direitinha com o bico no chão. O resultado foi um bico estragado.
Eu também fiquei pior do que estragado, mas já não havia nada a fazer, a não ser no próprio dia encomendar uma nova caneta na internet.
Ainda estou à espera que me apareça na caixa do correio, mas começo a ficar impaciente.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Évora - Igreja de São Vicente







Eu e o Luís Ançã já tínhamos passado por aqui de manhã, junto à Igreja de São Vicente, com promessas de voltar mais tarde. Acabámos por fazê-lo já mesmo ao final do dia para uma pequena brincadeira: os "desenhos 2 minutos", enquanto o Joaquim Espadaneira atacava as escadas e o corrimão sobre os nossos pés, aquilo a que chamava de "o maior escorrega da cidade", por ser habitual a criançada ir para ali escorregar pelo corrimão abaixo.
Tal como o nome indica a ideia do desenho era não demorar mais do que 2 minutos para o traço, e escolhemos a parte superior da igreja para o fazer.
O desenho de cima foi feito com a caneta Sailor e o de baixo com a Parallel Pen. Claro que o caderno escolhido foi o pequenino.

Évora - Travessa das Pêras


Após o último desenho continuámos a percorrer as ruas daquele bairro, por ali carregadas de diversas texturas nas paredes que nos iam deleitando os olhos.
Acabámos por parar na Travessa das Pêras onde, devido à minha mania de manter um olho no chão e outro no céu, lá vislumbrei mais um cenário no alto com a quase omnipresente cúpula da Igreja do Carmo.