domingo, 6 de julho de 2014

Sempre a mesma


Este é mais um daqueles episódios em que a certa altura um carro é estacionado mesmo à frente do que estava a desenhar. E este até é um cantinho completamente escondido, com quase nenhum movimento, numa pequena aldeia. E não eram 9 da manhã. Felizmente já estava mesmo a terminar e no fundo só dificultou a pintura.

Esta casa tem sido bastante desenhada por mim: já foi o telhado com a chaminé, algumas portas, uma janela e a perspectiva das traseiras. Acho que se pode dizer que sou fã desta casa.

sábado, 5 de julho de 2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Espiçandeira


De volta à estrada, desta vez já com o kit de desenho habitual.
Soube bem rever as canetas e tintas que me têm acompanhado durante o que parece desde sempre.
Tinha a sensação que há muito não fazia um desenho inteiro com a caneta pincel de tinta, por isso escolhi-a para este cenário. Agora olhando para o desenho acho que podia ter aproveitado mais a sua versatilidade para criar contrastes.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A esferográfica e a paisagem




Estava curioso para ver qual o resultado da paisagem desenhada com a esferográfica. Foram apontamentos rápidos e simples, só para exercitar a mão.
O céu estava bastante carregado com muitas tonalidades, praticamente impossível de representar com traços simples. Teria sido um bom exercício desenhá-lo pacientemente nuvem a nuvem, com pressão variada na esferográfica para obter as tonalidades, mas aquele não era o dia certo para isso. Fica para outra altura em que me esqueça do kit de desenho e que tenha que recorrer ao que estiver mais à mão.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Material de trabalho




Já que estava com um caderno e caneta diferentes do habitual, porque não desenhar também algo diferente, pelo que aproveitei um carrinho de mão enferrujado e uma tesoura de podar que estavam por ali no quintal como modelos.
Voltei a usar as aguarelas tipo loja dos 300 que, para este género de registo, foram mais do que suficientes para o resultado que pretendia.

sábado, 28 de junho de 2014

O esquecimento


E chegou a altura de passar mais um fim-de-semana em São Manços, e houve direito a uma estreia: pela primeira vez desde que comecei a desenhar na rua esqueci-me das canetas e cadernos em Lisboa. Houve uma troca de carros para iniciar a viagem e o kit ficou para trás. Quando me apercebi já era demasiado tarde para voltar.
E assim lá fui o resto da viagem a remoer o esquecimento e a pensar naquilo que já tinha imaginado desenhar.
Mal cheguei a Évora fui logo ao supermercado ver o que se arranjava. O melhor que consegui foi um caderno com umas folhas de 70gr (menos de metade do que costumo usar) e uma esferográfica. Não era o ideal, mas para matar o bichinho já chegava.
Só para dar um cheirinho de cor ainda usei suavemente as aguarelas do meu afilhado, sem exagerar porque nem o papel nem as aguarelas aguentavam muito mais.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sardoal - os últimos



Ainda na mesma rua dos 2 últimos posts voltei a usar o mini-caderno para registar a linha do telhado que estava à minha frente, com uma chaminé em alumínio completamente fora do contexto em relação ao visual tradicional daquela zona.

Já no final do dia e a queimar os últimos cartuchos ainda registei rapidamente mais umas telhas e chaminés, como se não me quisesse separar delas e pudesse ficar a desenhá-las por muito mais tempo.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ainda Sardoal


Ainda no Sardoal, durante a tarde praticamente não saí da mesma rua porque por ali passava uma ligeira brisa que ajudava a suportar o calor, para além da sua orientação permitir desenhar vários ângulos sempre à sombra. E, tal como muitas outras no Sardoal, a rua era rica em ângulos.
Ainda no boicote às aguarelas por causa do calor optei por deixar o desenho de cima a preto e branco, embora aquelas 2 portas estivessem a implorar para serem pintadas.

Logo de seguida usei o mini-caderno e aí sim, para "desenjoar" usei as aguarelas, já que a superfície a pintar era tão pequena que não fazia diferença se a tinta secava muito depressa ou não.



terça-feira, 24 de junho de 2014

Sardoal - o calor


Já depois do almoço o calor apertava cada vez mais e só era mesmo suportável à sombra. E digo suportavel porque estar à sombra não impediu que sentisse as gotas de suor a correr pelas costas e pelas pernas.
Os últimos desenhos da manhã já tinham sido difíceis de colorir devido ao calor que secava a tinta quase que instantaneamente, e como este caderno é grande (20x20cm fechado) não era muito fácil aplicar tonalidades uniformes, pelo menos com os pincéis de água.
Assim decidi apostar mais no preto e branco, embora aqui não tenha resistido a aplicar aguarela no céu e no chão. Para o castanho e o cinza usei as canetas pincel da Pentel já com a tinta.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mais Sardoal


Durante a manhã percorri um pouco as ruas da zona medieval e tive que desenhar uma das muitas portas que ali se encontram. A esta achei piada à campainha, com um fio pendurado a sair da parede.
Um pouco mais à frente acabei por desenhar um recanto como muito outros. As ruas parecem estar implantadas de forma aleatória, partindo e desembocando em qualquer lado, pelo que é fácil ver-se uma parede ou uma porta ao fundo da rua.


No miradouro junto à igreja matriz a vista é esplendorosa e muito abrangente, de onde se consegue ver Abrantes ao fundo. No mini-caderno só coube um bocadinho desta vista, mas também estava mais interessado naqueles telhados que espreitavam por cima da vegetação com o horizonte como fundo.

domingo, 22 de junho de 2014

Sardoal


Não conhecia o Sardoal, por isso quando foi lançado o encontro dos Urban Sketchers naquela vila fui de imediato ao google ver algumas imagens de lá. E gostei, gostei muito, mas claro que ao vivo é ainda melhor do que nas fotos.
Logo de manhã fomos até à igreja matriz, onde encontrei uma sombra que me permitia desenhar a igreja do ângulo que mais me atraiu.


Este desenho surgiu no seguimento de uma espécie de desafio que seria utilizar as canetas de ponta mais grossa no mini-caderno. Neste caso foi a caneta pincel. Estou a adorar estas experiências que o mini-caderno me tem proporcionado.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Que cores


Que amanhecer de cores gloriosas. Há dias assim, que me permitem carregar um sorriso sem qualquer dificuldade.
Em tempos já tinha desenhado aqui perto, uns metros mais atrás, mas numa manhã de nevoeiro completamente diferente desta.
Gosto da Natureza assim, em mutação, que faz com que possamos passar várias vezes pelo mesmo local e ter sensações diferentes.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Areia


Para variar um pouco das estradas e da vegetação passei na zona de Algés e fui desenhar um pouco de areia à beira rio.
Estava um daqueles tipos de dia que me agrada bastante, com uma temperatura amena e uma ligeira brisa a soprar.
A calmaria da zona ribeirinha só tornou a experiência ainda melhor, apesar de estar por ali mais gente do que esperava, inclusivamente a apanhar banhos de sol na praia.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Buligueira - mais abaixo


É engraçado como podemos passar inúmeras vezes pelo mesmo local e não nos apercebermos dos seus pormenores.
É o caso desta rua por onde tenho passado várias vezes nos últimos meses e nunca tinha visto nada que achasse que valia a pena desenhar. Entretanto há uns dias atrás desenhei o portão uns metros atrás deste local, que também se revelou com um ângulo interessante para um desenho.
A melhor maneira de não passarmos por pormenores sem os ver é definitivamente andar a pé e não de carro, para termos tempo de observar e sentir bem os locais. É pena muitas vezes isso não ser possível.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Diferente


E agora algo completamente diferente.
Este desenho de uma árvore surgiu no workshop de fabrico de tintas com diversos pigmentos orientado pelo Luís Ançã: o preto é uma mistura de carvão com goma arábica, o castanho é xisto com gema de ovo e o vermelho é pigmento com cola de madeira.
Foi uma manhã muito diferente e tomar conhecimento destas experiências com tintas maravilhou-me. Só tive pena de não poder ficar mais tempo e continuar a encher o caderno com as tintas que por ali se fabricaram.

domingo, 15 de junho de 2014

Pedra


Apetecia-me desenhar algo diferente e tinha aqui esta pedra em casa, que apanhei junto ao rio há algum tempo para outro desenho.
Aqui o desafio era desenhar na escala do mini-caderno.

sábado, 14 de junho de 2014

Regresso


Quando decidi fazer este desenho no mini-caderno não me tinha apercebido que já aqui tinha desenhado, aliás foi neste local que fiz o primeiro dos desenhos na estrada, já lá vão 8 meses. O caderno é 4 vezes mais pequeno, mas a paisagem é claramente a mesma.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Fora do meio


A zona de Chelas em Lisboa não era um local onde esperava encontrar este cenário, que mais parecer pertencer a uma zona campestre.
Na realidade, do outro lado da rua em frente a esta casa, já se encontra todo um bairro com prédios de grande altura.
Já tinha passado por esta rua muitas vezes mas nunca tinha prestado atenção à casa ali abandonada no meio da vegetação, mas desta vez captou o meu olhar e mereceu uma entrada no meu caderno.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mini porto


Mais um passeio à zona do porto de Lisboa, desta vez para desenhar no mini-caderno. Está-se a tornar divertido usar este caderno, mas até agora só tenho usado a caneta fina. Para bem da ciência tenho que experimentar outras canetas.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Entre muros - Buligueira


Entre muros e portões o meu olhar continua a ser captado pela perspectiva do que me rodeia. Aqui estive tentado a juntar ao desenho um portão que estava no muro à esquerda, mas optei por deixá-lo de fora não sei explicar bem porquê. São aquelas decisões que se tomam só porque sim.
Talvez volte um dia para o desenhar.