sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Desenho filmado
Desenho 4 minutos from Filipe Almeida on Vimeo.
Normalmente apelido os desenhos rápidos de "desenhos 2 minutos", no entanto este demorou 4. Queria filmar o "making of" e arranjei um esquema para pousar o caderno no colo enquanto filmava com uma mão e desenhava com a outra.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
O fim daquela estrada
Ao longo de mais de um ano percorri e desenhei estas estradas, sempre com o asfalto à vista, numa série que por piada chamei de "Aquela estrada". Ao escrever este post dei-me ao trabalho de ir contar todos os desenhos que foram publicados no blog relativos a esta série e foram cerca de 7 dezenas.
O motivo que me levava a estas estradas terminou pelo que este género de desenhos, feitos na maior parte ao som da passarada quando o dia ainda está a nascer, vai deixar de aparecer nos meus cadernos.
E assim surge um ligeiro sentimento de saudade.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Porta Sintrense
Antes de deixar Sintra ainda encontrei uma porta para saciar o bichinho que tem crescido por este género de desenhos.
Estava plantada num muro que parecia dar acesso a um quintal de uma casa, mas não me parece que costume ter muito uso. O engraçado nestas portas que tenho desenhado é que quase todas tem remendos, normalmente com tábuas ou contraplacados em algumas das suas zonas, a servirem de pensos rápidos que por ali devem ficar durante muito tempo.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Sintra
Porque Sintra também é bonita (para além de ter uns travesseiros maravilhosos) vale a pena desenhar por lá.
Foi lá que comecei um novo caderno, agora com o formato quadrado, definitivamente aquele de que mais gosto.
domingo, 10 de agosto de 2014
Pena
Antes de seguir caminho ainda aproveitei as escadas para desenhar mais uma porta. Experimentei aplicar-lhe aguarela de cor e em tudo o que estava à volta apliquei aguarela de grafite, como que para dar algum destaque à porta.
Entretanto lembrei-me que já há algum tempo tinha desenhado nestas escadas e fui revisitar o desenho aqui.
Mais à frente, já a preparar-me para ir embora, este candeeiro recortado contra o fundo praticamente que se impôs no meu caderno. Aproveitei a soleira de uma porta para me sentar quase confortavelmente enquanto sorria cada vez que olhava para o céu e as suas cores, a antecipar a aguarela a formar as nuvens na página.
sábado, 9 de agosto de 2014
Escadinhas da Barroca
Um passeio por Lisboa para comer um gelado e claro, desenhar um pouco, desta vez na freguesia da Pena.
O dia não estava muito convidativo ao gelado, já que estava uma ventania enorme e quase a chover. Este primeiro desenho acabou por ser apressado precisamente devido à ameaça de chuva que me chegou a assustar, porque não tinha nem chapéu nem zonas de abrigo.
Mas acabou por ser só ameaça e fiquei por ali para mais uns desenhos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Surpresa
Por vezes sou surpreendido pelos desenhos, o que não me chateia nada.
Já tinha passado por aqui umas vezes sem que nada me tivesse chamado a atenção, mas neste dia gostei do jogo de luzes no muro (uma das maravilhas provocadas da mudança de posição da terra em relação ao sol), pelo que prometi a mim mesmo voltar no dia seguinte para um desenho.
Quando o comecei tinha uma ideia diferente, de um desenho mais pausado mas, como estava a apanhar directamente com o sol que me estava a levar a temperaturas acima das confortáveis, acabei por acelerar o desenho e obter um resultado diferente do que tinha inicialmente planeado.
E ainda bem. Como habitualmente não sei bem explicar porquê mas agrada-me muito este desenho, ainda para mais porque surgiu no meu caderno de forma inesperada.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
De outro lado
Um dia quando parei o carro de marcha-a-trás num pequeno caminho de terra à beira da estrada fiquei com esta vista à minha frente.
Sempre passei tinha passado por ali no sentido da esquerda para a direita, e até já tinha desenhado a estrada de outro ângulo um pouco mais atrás, mas sempre completamente alheado do potencial deste muro e da sua envolvente para serem desenhados de outros pontos.
É disto que eu gosto no urban sketching, podemos passar e passar continuamente pelos mesmos locais, mas basta um olhar um pouco diferente e o mundo ganha uma nova expressão.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Mudança de cor
Gostava que a mudança de coloração da paisagem fosse um espectáculo que se pudesse observar com maior frequência, no entanto só passando quase diariamente pelos mesmos locais ao longo de 1 ano é que nos apercebemos desse acontecimento, claramente mais marcante nas zonas rurais.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Cor na estrada
Ainda pela estrada, mas desta vez com vontade de dar mais liberdade à aguarela. É bom sentir estas vontades de mudança, é sinal de que estou a andar para a frente e não para trás.
domingo, 3 de agosto de 2014
Beco dos Contrabandistas
Beco dos Contrabandistas... será que o nome é sugestivo do que por ali já se passou? Inicialmente nem reparei no nome e só mais para o final do desenho, quando incorporei a placa toponímica, é que me apercebi.
A largura do beco e a perspectiva captaram-me de imediato para um desenho com o caderno ao alto, e é muito fácil imaginar aquele local como ideal para que alguém se esconda ou possa proceder a actos ilícitos descansado.
Mas esses tempos com certeza já lá vão e actualmente é um espaço altamente típico e desenhável.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Versões
Quando fiz o 1º desenho estive muito tentado a deixá-lo a preto e branco. Acabei por não resistir a atirar-lhe com a aguarela, mas 2 dias depois voltei ao mesmo local para o desenhar novamente, desta vez com a caneta pincel e com a certeza que o preto e branco iria prevalecer.
É curioso ver como 2 desenhos feitos no mesmo local são tão diferentes.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Experiência
Este desenho serviu de experiência para usar muito pouco traço a caneta no fundo e no 1º plano aplicar aguarela mais escura. Tenho alguns sentimentos mistos em relação ao desenho, algumas partes gosto, outras nem tanto (especialmente a mancha do lado direito), mas devia usar mais vezes o caderno como plataforma para experiências... nos últimos tempos sinto que estou a cair num traço estagnado.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Comunhão com a natureza
Com o calor a apertar chegaram também as moscas em quantidade. Principalmente nas últimas 2 semanas isso foi notório.
Normalmente quando faço estes desenhos dentro do carro abro os vidros da frente para sentir os cheiros e ouvir os sons. Agora continuo a fazê-lo, mas ao fim de pouco tempo já tenho 2 ou 3 moscas a esvoaçarem à minha volta, o que é verdadeiramente enervante. Se me sentar fora do carro acontece o mesmo, mas talvez em maior quantidade. Desenhar no campo é muito bom, mas nem sempre a comunhão com a natureza é fácil.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Buligueira
Este é o resultado do video do post anterior.
Este desenho foi feito por volta das 8:30h e como o ângulo da rua era apertado estacionei em frente a uma garagem, convencido que àquela hora não iria ter problema. Só que nas aldeias essa hora já é avançada e acabei por ter que tirar o carro da frente do portão, não por alguém ter que sair mas por já estar a chegar.
domingo, 27 de julho de 2014
Buligueira video
Lembrei-me de filmar um pequeno "making of" do desenho. Não foi fácil, já que tive que estar a segurar o telemóvel com uma mão e a desenhar com a outra, dentro do carro com o caderno no colo.
Foi apenas um pequeno registo por piada.
Nem sequer editei nada do video e preferi manter o som original, já que representa bem um grande momento de prazer para mim quando desenho a ouvir o chilrear da passarada.
sábado, 26 de julho de 2014
O cadeirão
Encontrei este cadeirão velho numa rua sem saída, ao lado de um monte de lixo. Achei curioso porque já não tinha as pernas da frente e estava de pé, apoiado num muro alto. Quem será que se preocupou em pô-lo naquela posição? Terá sido o antigo dono que quis que ele "morresse" de pé ou alguém que o fez por brincadeira.
Na altura algo me fez atribuir uma personalidade ao cadeirão, que parecia não querer desistir de cumprir a sua função e manter-se de pé até ao fim, mas que para o fazer tinha que estar encostado de frente para o muro impedindo assim que alguém se pudesse sentar.
Encontrei uma certa poesia nesta contradição e não resisti a eternizá-la no meu caderno.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Porta em Alcântara
Na zona de Alcântara passei por uma daquelas fachadas praticamente em estado de abandono, com uma série de portas daqueles que apetece desenhar. Esta foi a que escolhi para passar para o caderno, por julgá-la a mais original com aquelas placas a remendarem umas possíveis aberturas na madeira e a conferirem mais interesse ao desenho.
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