segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Um pedaço de vida em Lisboa


Embora quase sempre as retrate vazias, a vida passa por mim enquanto nos momentos em que estou a desenhar e isso agrada-me.
A certa altura 2 irmãs e uma criança vieram vieram do fundo da rua e sentaram-se no degrau de uma porta mesmo atrás de mim. Parece que a criança ia entrar para a escola este ano e a tia estava a ter aquela conversa que já ouvimos muitas vezes, e alguns até já a tiveram com os seus filhos, de que é preciso estudar, estar atento, etc... É uma daquelas conversas que é transversal na vida. Primeiro ouve-se, depois passa-se.
Enquanto isso, ao fundo da rua, um grupo de crianças aparecia e desaparecia numa correria de brincadeiras.

domingo, 12 de outubro de 2014

Estrada quase monocromática


Ainda vinha entusiasmado com a experiência da aguarela de grafite que fiz em Évora. Quando parei nesta estrada o dia estava relativamente cinzento, logo perfeito para a grafite.
Para o desenho não ficar demasiado monótono em termos de cor, apliquei umas tonalidades castanhas que se viam no chão na zona das vinhas. Podia ter escolhido o verde das videiras, mas achei que não seria a melhor opção para contrastar com a grafite. Além disso o castanho também ficava bem nos telhados das casas e permitiu dar alguma unidade a todo o desenho a 2 cores.
Mesmo assim não resisti a espalhar por ali alguns verdes de forma muito dissimulada.

sábado, 11 de outubro de 2014

Évora - o final



Estava a chegar ao fim mais uma visita a Évora. Terminou em beleza com um desenho naquela zona por onde nunca deixo de passar a cada vez que visito a cidade, nas traseiras da Sé.
Serviu para fazer uma experiência no desenho, em que não utilizei o traço a caneta para a vegetação e representei-a unicamente com aguarela de grafite.


Ainda houve tempo para uma passagem na pastelaria conventual Pão de Rala. Desta vez não desenhei o bolo de mel e noz, mas sim o suporte dos guardanapos que se encontra nas mesas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Évora - mais ruas


O Domingo abandonou a chuva do dia anterior e trouxe gradualmente um céu mais limpo e uma nova luz à cidade.
Nunca tinha pensado nisto, mas efectivamente o amarelo está muito presente nas fachadas. Sempre o associei mais às casas dos montes e zonas mais rurais, mas tem também muita força nas ruas da cidade.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Pelas ruas de Évora


Este canto com o túnel sempre foi um dos meus locais preferidos. Todo o conjunto com o terraço activa a minha imaginação a cada vez que por ali passo.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mais Évora


Por norma não gosto de desenhar assumidamente os monumentos emblemáticos, prefiro incorporá-los de alguma forma num desenho de maior amplitude ou não desenhá-los de todo. Mas já que os desenhos deste dia eram para incorporar nas Jornadas do Património lá achei que seria a altura de desenhar o Templo de Diana.


Já durante o almoço, enquanto chovia granizo do grande lá fora, foi altura de desenhar alguns dos presentes à mesa.


Ao abrigo da chuva debaixo de umas arcadas surgiu no caderno o recém-remodelado pátio de São Miguel.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Évora


O encontro dos Urban Sketchers realizado no âmbito das Jornadas Europeias do Património em várias cidades do país foi uma oportunidade para mais uma visita a Évora. Aproveitei a viagem e acabei por passar lá o fim-de-semana.
Para o 1º desenho do dia sentei-me numas escadas em frente à Sé para desenhar o Largo São Miguel de Portugal, de onde se consegue ver a cúpula da igreja do Carmo que tantas vezes desenhei na minha última passagem por Évora.


Depois sentei-me no inicio da Rua 5 de Outubro, talvez a mais turística de Évora por fazer a ligação entre a Sé Catedral e a Praça do Giraldo, onde proliferam as mais variadas lojas cheias de bugigangas à porta e nas montras (em algumas até se encontram coisas engraçadas).
Mas como habitualmente preferi fugir ao reboliço ao nível da rua e desenhar a mistalgada de talhados e chaminés que se encontra um pouco mais acima.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pontão


Ainda pela zona do Poço do Bispo, na sequência da demolição do edifício que referi no post anterior, o pontão que ali existe ficou bem mais visível. Já teve com certeza os seus tempos de uso intensivo, mas actualmente apenas os pescadores o aproveitam para conseguirem lançar o anzol um pouco mais longe da margem.

sábado, 4 de outubro de 2014

Restos


Mais um passeio à zona do Poço do Bispo, desta vez para ver alterações significativas. Desapareceu um edifício que ali estava e os muros limítrofes do terreno (por acaso desenhei-os no ano passado) e agora toda aquela zona ficou nivelada.
O ponto positivo é que a zona ficou mais ampla e o rio passou a ser visível da estrada.
O ponto negativo é precisamente não haver nada a separar o pontão da estrada, e assim o ruído dos automóveis passou a ser bastante audível onde antes era um local sossegado.

Acabei a desenhar uma peça metálica que está saliente no rio, mas que não percebo a que estrutura é que pertenceu em tempos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Amanhecer


Naquela manhã os restos da chuva que tinha caído ainda formava uma jogo de reflexos um pouco por toda a parte, iluminados pelo sol que já por ali aparecia acima da ligeira neblina.
Simplesmente adoro o amanhecer no campo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ai os erros


Mais uma oportunidade agarrada de fazer um desenho à beira da estrada.
Quando estava a escrever este post olhei para o desenho e percebi que nos montes ao fundo (do lado direito), quando apliquei a aguarela, confundi o fio do poste mais pequeno com a linha de um monte. É um segredo que fica entre nós.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Troca de avenidas


Um momento de espera dentro do carro foi a desculpa para dar uso às canetas e cadernos.
Nem foi preciso pensar muito no que iria desenhar, simplesmente desenhei o que tinha à frente.
No entanto o nome da avenida está errado, não é a João Crisóstomo mas sim a Miguel Bombarda. Eu tinha que ir buscar alguém à Av. João Crisóstomo e completamente distraído parei nesta avenida muito convencido de que estava no local certo, mas na verdade deveria ter parado na paralela.
Como teria sido o desenho se tivesse parado na avenida certa?

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Portas em Lisboa


Depois das férias, de volta a Lisboa, foi dar uma volta na Mouraria e acabei a desenhar mais umas portas.
Custou-me um pouco a acabar o 1º desenho porque não estava protegido contra o sol e este insistia em brilhar com intensidade, de tal forma que a certa altura já tinha gotas de suor a descer pela testa.

Para o segundo desenho, aprendendo com os erros, encostei-me à sombra de uma parede, mas a certa altura apercebi-me que estavam por ali alguns pombos a descansar no beirado do telhado acima de mim, e que de vez em quando descarregavam algo que não me apetecia que caísse em cima. Lá fui olhando ocasionalmente para cima, para ver onde andavam os pombos, e corrigindo o meu posicionamento de forma garantir que em nenhum momento estava directamente debaixo de um deles.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

São Cosmado - Calhaus do Cunho


Para concluir a colheita de desenhos deste verão em São Cosmado dei um pulinho até aos Calhaus do Cunho, um dos meus locais favoritos.
Ainda me lembro desta casa entre os calhaus ter um telhado completo, mas a partir de certa altura abriu-se um buraco e as telhas foram caindo ao longo dos anos.
Apesar da vista ali de cima ser bastante alargada, desta vez fiquei-me por um enquadramento mais contido do local (para espicaçar a vontade de lá voltar brevemente para mais uns registos).

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

São Cosmado - a sanita engraçada


A Tia Guilhermina morava numa rua sem saída. A recordação mais forte que tenho da casa dela era de uma espécie de sanita que existia na varanda do piso de cima, que não era mais do que um buraco redondo (com tampa) numa bancada de madeira que ficava na varanda, que não tinha fundo mas que ficava directamente por cima de uma monte de palha que existia ao nível da cave.
A casa já foi vendida há alguns anos, mas desta vez lembrei-me de entrar pela rua e ir espreitá-la.
Esta não era a porta da casa da Tia Guilhermina, mas achei que merecia um desenho.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

São Cosmado - pelo caminho


O cão ladrava, o burro zurrava, as moscas não largavam e o sol começava a aquecer, mas nada me ia demover de fazer este desenho.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

São Cosmado - na curva


Este era mais um dos desejos antigos. Sempre achei que deveria desenhar esta casa, mas nunca o tinha feito. Mas desta vez não me escapou.
A sua mistura entre pedra, madeira e metal é muito atractiva e bastante singular, para além de fazer uma ligeira curvatura para acompanhar a curva onde foi construída.
Simplesmente não me canso de toda esta beleza.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

São Cosmado


No ano passado já tinha desenhado por aqui, mais especificamente a casa de pedra que se vislumbra no fundo do caminho. E podia desenhar muito mais... é assim o desenho e é assim São Cosmado. Será que algum dia vou conseguir ter desenhado tudo por lá?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

São Cosmado - da varanda


Normalmente quando acordo de manhã em São Cosmado é quase um ritual dar um saltinho à varanda, para cheirar o ar e ver se tenho alguma surpresa à espera.
Tantas vezes fico maravilhado com as nuvens que por ali passam e dão um efeito maravilhoso à paisagem.
Às vezes também andam por ali bancos de nevoeiro entre os montes que tornam a paisagem quase fantasmagórica e que me chamam para ir percorrer os caminhos de imediato.
Mas mesmo que não hajam surpresas, é muito bom simplesmente a cada manhã sentir aquela vista e ouvir a passarada a começar o dia.

domingo, 21 de setembro de 2014

São Cosmado - a lenha


Num fim de rua encontrei este depósito de lenha. Nunca tinha desenho nada do género e achei que era um elemento característico que merecia ser passado para o papel.
O dia já estava a terminar e o vento estava a levantar-se, mas ainda houve tempo para sentar-me no banquinho para mais um bom momento.