sábado, 1 de novembro de 2014
Vale Travesso
Este ano tive a oportunidade de desenhar por Vale Travesso, a aldeia onde fica a Casa Velha e que ainda só tinha desenhado ao longe.
O 1ª dupla página não é muito habitual nos meus cadernos, com uma série pequenos desenhos a encavalitarem-se no espaço disponível. É realmente bom de vez em quando fazer coisas diferentes... é como se o nosso mundo de repente se alargasse.
Depois sentei-me na berma da estrada para uma abordagem mais tradicional em perspectiva, mas fartei-me rapidamente de ouvir e sentir os carros a passarem na estrada, pelo que assim que acabei o traço a caneta nem quis ouvir falar na cor e fui procurar paragens mais calmas.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Sem canetas
E agora algo completamente diferente. Um dos exercícios propostos na Casa Velha foi sair à rua apenas com o caderno, sem qualquer material de escrita ou pintura (as frases nos desenhos foram acrescentadas posteriormente).
Foi então preciso usar a imaginação para conseguir desenhar. Tudo serviu para experiência: paus, pedras, folhas, caules, bagas, terra... Imaginei perfeitamente pelo que devem ter passado os primeiros criadores de pigmentos, a experimentarem tudo os que lhe aparecia à frente.
Algumas conclusões que retive:
- os trevos são óptimos para pintar.
- a cor azul não é fácil de encontrar;
- a terra só mancha de for arrastada (só pressionada contra a folha não resulta)
Foi de certa forma libertador passar por esta experiência. Mais cedo ou mais tarde acabamos por nos habituar ao material que usamos habitualmente, mas o manancial e potencial fora desse hábito é enorme. Só é preciso procurá-lo.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Portão na Casa Velha
Este é o portão que separa a área da casa da área (chamemos-lhe) natural. Ao passá-lo deixamos as janelas, os telhados, as cadeiras, as galinhas e entramos no mundo da natureza com as suas árvores, bagas, cogumelos, aves, cheiros e tantas outras coisas. É realmente um portão para outro mundo.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
De novo na Casa Velha
Este ano repeti a experiência de fazer um retiro de desenho na Casa Velha perto de Ourém, depois de já o ter feito no ano passado.
Por alguma razão achei piada iniciar os desenhos deste ano exactamente da mesma forma que no ano anterior, e passar para o caderno a aldeia vista do alpendre da casa logo de manhãzinha.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Beato
Desde que desenho tornei-me mais tolerante às esperas. A companhia para o almoço atrasou-se mas eu não me importei nada... foi mais uma página do caderno que foi usada.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
A correr
O resultado de um final de tarde no parque Eduardo VII, meio a despachar, só porque me apetecia mesmo fazer um desenho.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
De volta à estrada
O serpentear do asfalto encaminhava-se para as nuvens pesadas ao fundo. Não me importava nada que me levasse até lá, para poder desenhá-las e pintá-las de perto.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Sem cor
O céu estava com umas nuvens lindas, o rio tinha uma cor e reflexos interessantes, mas neste dia estava a ver tudo a preto e branco.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Outra vez debaixo das nuvens
Realmente a semana passada foi fantástica para quem gosta de céus carregados, e especialmente de os desenhar.
Aprecio muito esta zona da cidade à beira rio. O cenário está em constante mutação de cor: por vezes as águas são azuis, outras esverdeadas e até mesmo acastanhadas, com reflexos, aos quais as nuvens ou o céu limpo ajudam a variar.
Quando passo por aqui de bicicleta sento-me sempre uns momentos ao fundo de um daqueles pontões, a ouvir a água e a descobrir as cores.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Debaixo das nuvens
Apesar do dia escurecido pela nuvens carregadas que por ali pairavam a temperatura estava muito agradável, pelo que a ligeira brisa que se sentia até se tornava agradável.
O trabalho no porto não pára e as gruas estão em constante mutação, a carregar e descarregar os materiais. E eu aproveito para passar um pequeno bom momento a desenhar.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Jardins do Marquês
Um final de tarde no jardim do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, ao som da trovoada cada vez mais próxima, até que acabou por despejar uma verdadeira enxurrada em cima de quem por ali andava.
Quando comecei a pintar o desenho ainda via um pouco de azul no céu longínquo, mas rapidamente foi substituído pelo cinzento escuro e pelas gotas da chuva.
Felizmente a Fonte dos Poetas ali perto está preparada para servir de abrigo e foi o que permitiu manter-me seco até à passagem do aguaceiro.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Do outro lado
Nesta manhã não tinha muito tempo para desenhar, por isso decidi poupar o traço a caneta e saltei directamente para a aguarela, até porque estava uma ligeira neblina no ar que desfocava um pouco as formas ao longe que era propicia à ausência do traço.
E porque sei que há alguém que vai reparar, esclareço que decidi não colocar o nome do local neste desenho devido ao elemento que está nele presente e é facilmente reconhecido pelos que conhecem a zona ribeirinha de Lisboa. "Um desenho vale mil palavras".
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Mar da Palha
Uma rápida visita ao mar da Palha no Tejo e um desenho simples no mini-caderno. Ultimamente tenho deixado mais desenhos em tom monocromático do que o habitual... talvez esteja a regressar às origens!
Fiquei curioso relativamente à origem do nome Mar da Palha e fui dar uma olhadela na net. Aparentemente não tem uma explicação muito precisa, a não ser que tem origem nos resíduos vegetais que são arrastados pelo rio desde as lezírias ribatejanas.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Ribeira das Naus
Depois de comer um gelado no Mercado da Ribeira fui relaxar um pouco para a recém-renovada Ribeira das Naus.
Ao fim-de-semana o trânsito automóvel está interdito e a quantidade de gente que por ali passa a pé é impressionante. Mas se nos sentar-mos na relva um pouco mais para dentro consegue-se fugir um pouco àquela confusão.
Aproveitei para experimentar uma caixa de 12 lápis de aguarela que comprei, porque estava curioso acerca da sua utilização. Obviamente não é o mesmo que usar as pastilhas de aguarela mas até gostei do seu efeito, embora não me imagine a utilizá-los muitas vezes porque me parecem algo limitados ao nível da obtenção de misturas de cor, a não ser que se tenha um grande número de cores diferentes.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Um pedaço de vida em Lisboa
Embora quase sempre as retrate vazias, a vida passa por mim enquanto nos momentos em que estou a desenhar e isso agrada-me.
A certa altura 2 irmãs e uma criança vieram vieram do fundo da rua e sentaram-se no degrau de uma porta mesmo atrás de mim. Parece que a criança ia entrar para a escola este ano e a tia estava a ter aquela conversa que já ouvimos muitas vezes, e alguns até já a tiveram com os seus filhos, de que é preciso estudar, estar atento, etc... É uma daquelas conversas que é transversal na vida. Primeiro ouve-se, depois passa-se.
Enquanto isso, ao fundo da rua, um grupo de crianças aparecia e desaparecia numa correria de brincadeiras.
domingo, 12 de outubro de 2014
Estrada quase monocromática
Ainda vinha entusiasmado com a experiência da aguarela de grafite que fiz em Évora. Quando parei nesta estrada o dia estava relativamente cinzento, logo perfeito para a grafite.
Para o desenho não ficar demasiado monótono em termos de cor, apliquei umas tonalidades castanhas que se viam no chão na zona das vinhas. Podia ter escolhido o verde das videiras, mas achei que não seria a melhor opção para contrastar com a grafite. Além disso o castanho também ficava bem nos telhados das casas e permitiu dar alguma unidade a todo o desenho a 2 cores.
Mesmo assim não resisti a espalhar por ali alguns verdes de forma muito dissimulada.
sábado, 11 de outubro de 2014
Évora - o final
Estava a chegar ao fim mais uma visita a Évora. Terminou em beleza com um desenho naquela zona por onde nunca deixo de passar a cada vez que visito a cidade, nas traseiras da Sé.
Serviu para fazer uma experiência no desenho, em que não utilizei o traço a caneta para a vegetação e representei-a unicamente com aguarela de grafite.
Ainda houve tempo para uma passagem na pastelaria conventual Pão de Rala. Desta vez não desenhei o bolo de mel e noz, mas sim o suporte dos guardanapos que se encontra nas mesas.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Évora - mais ruas
O Domingo abandonou a chuva do dia anterior e trouxe gradualmente um céu mais limpo e uma nova luz à cidade.
Nunca tinha pensado nisto, mas efectivamente o amarelo está muito presente nas fachadas. Sempre o associei mais às casas dos montes e zonas mais rurais, mas tem também muita força nas ruas da cidade.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Pelas ruas de Évora
Este canto com o túnel sempre foi um dos meus locais preferidos. Todo o conjunto com o terraço activa a minha imaginação a cada vez que por ali passo.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Mais Évora
Por norma não gosto de desenhar assumidamente os monumentos emblemáticos, prefiro incorporá-los de alguma forma num desenho de maior amplitude ou não desenhá-los de todo. Mas já que os desenhos deste dia eram para incorporar nas Jornadas do Património lá achei que seria a altura de desenhar o Templo de Diana.
Já durante o almoço, enquanto chovia granizo do grande lá fora, foi altura de desenhar alguns dos presentes à mesa.
Ao abrigo da chuva debaixo de umas arcadas surgiu no caderno o recém-remodelado pátio de São Miguel.
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