domingo, 29 de março de 2015

Negativo


Mais uns tons de azul a caírem nas páginas do caderno, mas para variar um pouco andei a brincar à volta do efeito negativo no desenho.

sábado, 28 de março de 2015

Calçada do Conde de Penafiel


Cheguei mais cedo ao encontro dos Urban Sketchers junto à Sé de Lisboa e aproveitei logo para desenhar, no entanto não cheguei suficientemente cedo para ter tempo de pintar o desenho. Depois já não me apeteceu lá voltar para o fazer porque achei que a ausência de cor era uma variação bem vinda ao meu caderno.

sexta-feira, 27 de março de 2015

No porto (de Lisboa)


Já fiz um desenho parecido com este. Este era para ser diferente, mas com mais um toque aqui e mais uma cor ali acabou por ficar muito semelhante ao outro. Se calhar é mesmo assim que visualizo esta espaço e não há volta a dar-lhe.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Navio


Ao folhear este caderno está maioritariamente em tons de azul. Tenho desenhado muito à beira rio e os dias têm estado muito semelhantes em termos de tonalidade. Este navio estava muito atarefado no centro do Tejo, meio envolto numa espécie de poeira que pairava sobre as suas gruas.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Boia


Esta bóias sinalizadoras que se vão encontrando nas águas do rio despertam algo em mim. Estão sempre ali a reflectir as suas cores na água calma ou simplesmente ondulantes ao ritmo da água mais movimentada. Mas dali não saem e nunca têm companhia, a não ser de alguém que ao longe lhes segue as formas e as repete num caderno.

domingo, 22 de março de 2015

Calmaria


Neste momento nem estava muito preocupado com o desenho. Estava mesmo era a saborear estar sentado à beira rio com uma temperatura amena, a ouvir o som da água e das pequenas aves que por ali iam passando, sem ter que me preocupar com mais nada.

sábado, 21 de março de 2015

Alfama


Uma nova visita a Alfama e ao pátio da igreja de Sto. Estevão. Desta vez sentei-me um pouco à sombra, porque o sol até estava quente, e desenhei o que estava literalmente à minha frente. Aproveitei para fazer uma pequena experiência com a árvore que desenhei unicamente com a aguarela.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O céu e a margem sul


O céu estava tão bonito sobre a margem sul do Tejo que não resisti a pincelá-lo no caderno. Ao longo do tempo tenho-me habituado e deixar brancos no papel, especialmente junto às margens das folhas, e para variar um pouco desta vez tentei puxar a tinta mesmo ao limite. Tive que lutar comigo próprio, porque  tendência natural é mesmo interromper a pincelada antes, mas é bom de vez em quando tentar dar a volta aos hábitos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Central Tejo



Este não é o melhor ângulo para desenhar a antiga Central Tejo, mas estava mesmo muito frio e vento e este era o ângulo disponível a partir do local onde estacionei o carro. Independentemente disso este pequeno momento de desenho foi o suficiente para começar bem o dia.

quarta-feira, 18 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Monumentos à beira rio


É difícil desenhar à beira rio e não ter de alguma forma a ponte 25 de Abril presente. Foi aqui que me sentei a desenhar sem ter pensado muito nisso, mas no desenho não só se impôs a ponte, como a Torre de Belém, o monumento aos Combatentes de Ultramar, o Padrão dos Descobrimentos e as colunas do centro Champalimaud. Até parece que foi de propósito.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Antiga fábrica da Lusalite


Há muito que vou passando ocasionalmente pela antiga fábrica da Lusalite na Cruz Quebrada, que fechou portas em 1999. Já na altura em que andava de máquina na mão este local me atraía para umas fotografias, e desde que passei a andar com o caderno que me prometia que ira ali desenhar. E assim foi, numa bela tarde de sol, sentado nas rochas a ouvir o mar (e o comboio a passar de vez em quando à minha frente), que finalmente cumpri a promessa.

domingo, 15 de março de 2015

Em frente na linha XIII - Estremoz


E chegou o fim da linha, mas neste caso já nem sequer há linha. A estação de Estremoz está muito bem preservada, mas já foi completamente absorvida pela cidade e está rodeada por 4 ruas asfaltadas. Ao fundo ainda são visíveis os silos da EPAC e preferi representar a última estação de uma forma muito simples, sem juntar a envolvente a descaracterizá-la. E também porque o dia estava mesmo a acabar e o sol quase a desaparecer.
Mas ainda tive tempo de ir comer uma fartura ao rossio, onde estavam instaladas algumas barraquinhas do género. A fartura estava bem boa e foi uma bela maneira de terminar esta pequena viagem. Ficou a vontade de repeti-la noutra linha. Há muitas por aí.

sábado, 14 de março de 2015

Em frente na linha XII - Ameixial


No Ameixial já encontrei uma "senhora" estação. Já muito próximo de Estremoz, a escala desta estação comparada com o tinha encontrado para trás não tinha nada a ver. E não falo só do edifício principal, mas também de toda a envolvente. Aqui havia muito para desenhar, mas o dia estava a chegar ao fim e tive que me conter.
Esta foi a primeira estação que encontrei habitada. Enquanto desenhava o edifício principal saiu um senhor de uma das portas com um balde na mão e começou a cantarolar:"pi-pi-pi , pi-pi-pi" por ali fora. Enquanto ali estive não vi nenhuma galinha, mas desde que o senhor começou a entoar o seu cântico começaram a surgir de todos os lados (mesmo de todos os lados) e a rodeá-lo, enquanto atirava milho pelo ar. Estas devem ser uma espécie galinhas-ninja que só se deixam ver quando querem. Em cerca de 30 segundos estavam pelos menos umas 30 galinhas ali de volta, mais 2 perus.

Depois percorri um pouco a linha até um grande alinhamento de armazéns junto à estação. Encontrei algo engraçado que decidi desenhar, apesar de não fazer a mínima ideia de como se chama. Mas julgo que talvez servisse para encher as carruagens de mercadorias através da sua boca em funil, que talvez estivesse ligada directamente ao interior dos armazéns. Ou então podia ser pura e simplesmente para água... De qualquer forma deu um belo modelo para o desenho.

Update: obrigado ao Paulo J. Mendes que entretanto esclareceu que esta estrutura é chamada de toma-de-água, que servia para abastecimento de água às antigas locomotivas a vapor.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Em frente na linha XI - Km 165,569


Mesmo antes da N18 desembocar na N4 a linha cruza mais uma vez a estrada e aí também se pode encontrar mais uma casa do guarda. Esta acabou por ser a menos visível das 3 pelas quais passei, já que estava praticamente toda rodeada de vegetação, mas felizmente ainda dava para ver o painel de azulejos com a marcação da quilometragem da linha.
As cancelas nesta travessia já não existem, apenas sobra o poço no chão onde ficava implantado o seu mecanismo.


Foi aqui que pela primeira e única vez nesta viagem me sentei mesmo no meio da linha a desenhar.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Em frente na linha X - Évoramonte


Para chegar a Évoramonte é preciso percorrer uma estrada cheia de buracos, tantos e tão bem localizados que andamos aos zigue-zagues pela estrada muito devagarinho na esperança de conseguirmos passar sem acertar em nenhum buraco.
Finalmente encontrei um apeadeiro que não estava completamente emparedado, mas as 2 portas que estavam abertas apenas davam acesso a uma divisão cada, completamente vazias.
Este foi o único edifício do género que tinha 2 chaminés, bem coladinhas uma à outra. Para que serviriam?
O apeadeiro era uma espécie de convivência bem repartida entre o edifício e a vegetação, algumas partes mais com um do que o outro e vice-versa.
Foi também aqui que pela primeira vez tive a sensação completa de estar no meio da natureza devido ao canto dos pássaros um pouco por toda a parte. Ainda não os tinha ouvido nenhuma vez nesta viagem.

Tinha pensado ir a partir daqui até ao apeadeiro da Aranha, mais um que fica no meio das propriedades e para o qual não encontrei nenhum acesso directo. Avancei por um caminho de terra tentando seguir uma impressão de fotografia aérea que tinha feito a partir do google, mas menos de 500m depois cheguei a uma depressão algo acentuada com um pequeno curso de água e, depois de ter saído do carro e inspeccionado o local, achei que me arriscava a ficar ali encravado, no meio do nada, sem rede no telemóvel, por isso desisti do apeadeiro da Aranha e dei meia-volta. Noutras condições e com mais tempo teria percorrido os cerca de 4km a pé pela linha até lá, mas não foi desta.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Em frente na linha IX - Vimieiro


Depois de vários apeadeiros surgiu uma estação, a do Vimieiro. Foi também onde voltei a sentir o sol e a ver o azul no céu.
Na chaminé do edifício principal está um ninho (de cegonha?!) muito bem instalado e vários pombos esvoaçavam também por ali, de tal forma que enquanto desenhava os azulejos em frente à fachada principal olhei diversas vezes para cima para ver se não estava por ali nenhum pousado que pudesse fazer estragos.
Esta estação fica junto a diversas casas actualmente habitadas. Enquanto desenhava uma das moradoras foi-me perguntar se iam vender a estação e disse que se o fizessem não não era sem tempo, porque já é abandono a mais.


domingo, 8 de março de 2015

Em frente na linha VIII - Vale do Pereiro


Vale do Pereiro foi o apeadeiro que se seguiu. A aproximação ao local foi feita a partir da ponte que se vê ao fundo e consegui aperceber-me que a vegetação ocupou muito espaço. É impossível aceder à frente do edifício e na zona do apeadeiro, apesar de não se ver no desenho, a linha estava coberta por umas ervas bem altas que me obrigaram a afastá-las com os braços para poder atravessar.


O vento que soprava nesta altura era brutal e aliado à temperatura de final de tarde já me estava a enregelar os ossos. Mesmo assim ainda persisti e não quis deixar de desenhar os primeiros azulejos que me apareceram nesta viagem.

sábado, 7 de março de 2015

Em frente na linha VII - Azaruja


Depois dos apeadeiros anteriores algo decepcionantes quando cheguei à Azaruja não pude deixar de sorrir e o peito encheu-se com aquela alegria entusiasmante. Finalmente algo que ia de encontro ao que tinha imaginado e, melhor ainda, com uma escala maior do que esperava.
A Azaruja é composta pelo edifício principal, com um pequeno jardim ao lado e um armazém de apoio um pouco mais à frente e era exactamente o cenário que queria encontrar perdido no meio do Alentejo para um belo momento de desenho.
Estava emparedada e assim não consegui visitá-la por dentro, mas o exterior era mais do que suficiente para me entreter.


Depois de desenhar o edifício principal fiz uma série de pequenos desenhos com alguns pormenores e o enquadramento do armazém. Estava tão entusiasmado que os desenhos saiam quase de rajada (talvez seja uma expressão exagerada, mas tudo me apetecia desenhar).


Antes de me ir embora ainda desenhei a pequena estrutura em ruínas ao lado do jardim junto ao edifício principal. O telhado apenas mantinha parte da estrutura e o interior estava cheio de ervas altas. De inicio não me apercebi o que seria e imaginei uma zona para as pessoas se sentarem enquanto esperavam pelo comboio, a ler o jornal ou a admirar a pequena fonte no centro do jardim ao som da passarada. Mais tarde lembrei-me que a minha visão romântica não podia estar mais enganada, pois aquela estrutura era pura e simplesmente a retrete da estação.

No final ainda entrei no armazém (que não estava emparedado) e desenhei a única porta (ou quase) que encontrei em todo o apeadeiro.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Em frente na linha VI - Sousa da Sé


Depois do último apeadeiro demolido desta vez esbarrei num portão. O apeadeiro de Sousa da Sé está também enclausurado dentro de uma propriedade, pelo que desta vez desenhei o portão. Ainda tentei outra alternativa mais à frente mas estava também fechada.
Atrás do portão é possível ver os taludes que estavam destinados a uma autoestrada que nunca chegou a ser, como tantas que por aí ficaram. Mais ao fundo vislumbrei ainda uma quebra no talude, destinada à construção de uma pequena ponte para permitir a passagem da linha por baixo do asfalto.