segunda-feira, 6 de abril de 2015
Relógio
Devido à pressão na viagem de avião a caneta pincel ficou sobrecarregada. Pus-me a desenhar o relógio de pêndulo da entrada na casa, mas a tinta saiu às gotas e nunca mais secava, por isso cansado de andar com o caderno aberto acabei por fechá-lo, sabendo que algo se iria passar. Quando voltei a abrir o caderno mais tarde vi as linhas borradas e e impressão simétrica na outra página.
domingo, 5 de abril de 2015
Museus
Foi em Turim que nasceu o cinema. É lá também que está instalado o Museo Nazionale del Cinema. A variedade de peças é enorme, desde os primórdios do cinema até fases mais recentes. Aleatoriamente fui desenhando o que encontrava e me chamava a atenção ou pura e simplesmente encaixava na folha.
Mais tarde visitámos também o Museu Etnológico e das Ciências Naturais da Missão da Consolata que reúne milhares de peças recolhidas pelos missionários em todo o mundo. Vê-se de tudo e seriam precisos vários dias para desenhar uma pequena fracção do que por lá se pode encontrar. Eu limitei-me a alguns animais embalsamados e estátuas e e outras peças de povos indígenas.
sábado, 4 de abril de 2015
Pessoas
Normalmente aproveito estes encontros de grupo para fazer uns rabiscos de pessoas, que á algo que não faço muitas vezes.
No nosso primeiro passeio ao centro da cidade fizemos uma caminhada de cerca de meia hora, mas como estava cheio de vontade de desenhar entretive-me a fazê-lo em andamento enquanto perseguia alguém. Quando parávamos num semáforo para atravessar a estrada parava também de desenhar. Nunca tinha experimentado mas é muito giro de fazer.
Enquanto nos sentávamos no lançamento do exercício ou nas partilhas era também uma boa altura para mais uns rabiscos.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sobre a mesa
Em Turim, tal como é habitual em Itália, serviam sempre uma pasta de entrada. Desta vez estava sempre com fome e não me apeteceu desenhar a refeição antes de ser comida, por isso desenhei-a depois disso (ou o que restava dela).
Sobre a mesa estavam sempre presentes umas caixas de alumínio com diversos temperos para quem quisesse adicionar um sabor extra à comida.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Viagem e aposentos
É quase um clássico desenhar no avião. Lembro-me sempre daquela frase que vi já não sei onde e à qual achei piada: "sketcher que se preze tem que ter um desenho do interior do avião". Eu já tinha mas de qualquer forma aproveitei para desenhar novamente, até porque antes de levantarmos voo detectaram um problema técnico e ficámos 50 minutos sentados no avião à espera do arranque.
Já no ano passado o voo de partida se atrasou cerca de hora e meia, só que aí ainda não tínhamos feito o embarque.
Nunca vi nenhuma frase de sketchers e desenhos de quartos, mas como acordei cedo no primeiro dia aproveitei para desenhar aquele onde fiquei. Optei por não fazer a cama porque assim dá-lhe um aspecto de usado, mesmo que possa passar a mensagem de que sou preguiçoso.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Turim
Este ano a viagem de desenho foi a Turim.
Andei à procura de uma lembrança para a minha mãe, mas como não encontrei nada fabriquei o meu próprio postal. Pode-se escolher o local que queremos representar e fica sempre uma peça única. Possivelmente será uma lembrança mais apreciada do que qualquer coisa comprada numa loja (pelo menos é isso que eu espero).
domingo, 29 de março de 2015
Negativo
Mais uns tons de azul a caírem nas páginas do caderno, mas para variar um pouco andei a brincar à volta do efeito negativo no desenho.
sábado, 28 de março de 2015
Calçada do Conde de Penafiel
Cheguei mais cedo ao encontro dos Urban Sketchers junto à Sé de Lisboa e aproveitei logo para desenhar, no entanto não cheguei suficientemente cedo para ter tempo de pintar o desenho. Depois já não me apeteceu lá voltar para o fazer porque achei que a ausência de cor era uma variação bem vinda ao meu caderno.
sexta-feira, 27 de março de 2015
No porto (de Lisboa)
Já fiz um desenho parecido com este. Este era para ser diferente, mas com mais um toque aqui e mais uma cor ali acabou por ficar muito semelhante ao outro. Se calhar é mesmo assim que visualizo esta espaço e não há volta a dar-lhe.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Navio
Ao folhear este caderno está maioritariamente em tons de azul. Tenho desenhado muito à beira rio e os dias têm estado muito semelhantes em termos de tonalidade. Este navio estava muito atarefado no centro do Tejo, meio envolto numa espécie de poeira que pairava sobre as suas gruas.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Boia
Esta bóias sinalizadoras que se vão encontrando nas águas do rio despertam algo em mim. Estão sempre ali a reflectir as suas cores na água calma ou simplesmente ondulantes ao ritmo da água mais movimentada. Mas dali não saem e nunca têm companhia, a não ser de alguém que ao longe lhes segue as formas e as repete num caderno.
domingo, 22 de março de 2015
Calmaria
Neste momento nem estava muito preocupado com o desenho. Estava mesmo era a saborear estar sentado à beira rio com uma temperatura amena, a ouvir o som da água e das pequenas aves que por ali iam passando, sem ter que me preocupar com mais nada.
sábado, 21 de março de 2015
Alfama
Uma nova visita a Alfama e ao pátio da igreja de Sto. Estevão. Desta vez sentei-me um pouco à sombra, porque o sol até estava quente, e desenhei o que estava literalmente à minha frente. Aproveitei para fazer uma pequena experiência com a árvore que desenhei unicamente com a aguarela.
sexta-feira, 20 de março de 2015
O céu e a margem sul
O céu estava tão bonito sobre a margem sul do Tejo que não resisti a pincelá-lo no caderno. Ao longo do tempo tenho-me habituado e deixar brancos no papel, especialmente junto às margens das folhas, e para variar um pouco desta vez tentei puxar a tinta mesmo ao limite. Tive que lutar comigo próprio, porque tendência natural é mesmo interromper a pincelada antes, mas é bom de vez em quando tentar dar a volta aos hábitos.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Central Tejo
Este não é o melhor ângulo para desenhar a antiga Central Tejo, mas estava mesmo muito frio e vento e este era o ângulo disponível a partir do local onde estacionei o carro. Independentemente disso este pequeno momento de desenho foi o suficiente para começar bem o dia.
quarta-feira, 18 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Monumentos à beira rio
É difícil desenhar à beira rio e não ter de alguma forma a ponte 25 de Abril presente. Foi aqui que me sentei a desenhar sem ter pensado muito nisso, mas no desenho não só se impôs a ponte, como a Torre de Belém, o monumento aos Combatentes de Ultramar, o Padrão dos Descobrimentos e as colunas do centro Champalimaud. Até parece que foi de propósito.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Antiga fábrica da Lusalite
Há muito que vou passando ocasionalmente pela antiga fábrica da Lusalite na Cruz Quebrada, que fechou portas em 1999. Já na altura em que andava de máquina na mão este local me atraía para umas fotografias, e desde que passei a andar com o caderno que me prometia que ira ali desenhar. E assim foi, numa bela tarde de sol, sentado nas rochas a ouvir o mar (e o comboio a passar de vez em quando à minha frente), que finalmente cumpri a promessa.
domingo, 15 de março de 2015
Em frente na linha XIII - Estremoz
E chegou o fim da linha, mas neste caso já nem sequer há linha. A estação de Estremoz está muito bem preservada, mas já foi completamente absorvida pela cidade e está rodeada por 4 ruas asfaltadas. Ao fundo ainda são visíveis os silos da EPAC e preferi representar a última estação de uma forma muito simples, sem juntar a envolvente a descaracterizá-la. E também porque o dia estava mesmo a acabar e o sol quase a desaparecer.
Mas ainda tive tempo de ir comer uma fartura ao rossio, onde estavam instaladas algumas barraquinhas do género. A fartura estava bem boa e foi uma bela maneira de terminar esta pequena viagem. Ficou a vontade de repeti-la noutra linha. Há muitas por aí.
sábado, 14 de março de 2015
Em frente na linha XII - Ameixial
No Ameixial já encontrei uma "senhora" estação. Já muito próximo de Estremoz, a escala desta estação comparada com o tinha encontrado para trás não tinha nada a ver. E não falo só do edifício principal, mas também de toda a envolvente. Aqui havia muito para desenhar, mas o dia estava a chegar ao fim e tive que me conter.
Esta foi a primeira estação que encontrei habitada. Enquanto desenhava o edifício principal saiu um senhor de uma das portas com um balde na mão e começou a cantarolar:"pi-pi-pi , pi-pi-pi" por ali fora. Enquanto ali estive não vi nenhuma galinha, mas desde que o senhor começou a entoar o seu cântico começaram a surgir de todos os lados (mesmo de todos os lados) e a rodeá-lo, enquanto atirava milho pelo ar. Estas devem ser uma espécie galinhas-ninja que só se deixam ver quando querem. Em cerca de 30 segundos estavam pelos menos umas 30 galinhas ali de volta, mais 2 perus.
Depois percorri um pouco a linha até um grande alinhamento de armazéns junto à estação. Encontrei algo engraçado que decidi desenhar, apesar de não fazer a mínima ideia de como se chama. Mas julgo que talvez servisse para encher as carruagens de mercadorias através da sua boca em funil, que talvez estivesse ligada directamente ao interior dos armazéns. Ou então podia ser pura e simplesmente para água... De qualquer forma deu um belo modelo para o desenho.
Update: obrigado ao Paulo J. Mendes que entretanto esclareceu que esta estrutura é chamada de toma-de-água, que servia para abastecimento de água às antigas locomotivas a vapor.
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