sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Moinhos de Santana II


Voltei aos moinhos de Santana em mais uma manhã, mas desta vez desenhei do lado oposto ao dia anterior. De inicio não vi o senhor alimentador de gatos que tinha encontrado no outro dia, mas a certa altura lá apareceu ele, atravessando umas ervas altas atrás de um muro.

Daqui consegue-se ver o Tejo e a Trafaria lá ao fundo. Já imaginei uma série de desenhos nestes moinhos. Sou capaz de os ir fazendo aos poucos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Capela de São Jerónimo II


Antes de abandonar a capela ainda tive tempo para me sentar um pouco mais perto, para um pequeno registo no caderno a preto e branco.

Capela de São Jerónimo



Há uns anos a vista a partir desta capela era bem bonita, com o Tejo em toda a sua plenitude. Hoje em dia a vista foi quase toda tapada pelas árvores do parque que circundam a capela, por isso acabei por me virar para ela para desenhar neste final de tarde.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Passerele de cães


O passeio que me separava deste pequeno jardim parecia uma passerele de donos a passear cães. Fartaram-se de subir e descer no pequeno período de tempo que ali estive.
A certa altura vinha a chegar uma senhora de idade com o seu cãozito, e viu mais abaixo outra senhora com o seu cão. Iniciou um diálogo com o seu cão, naquela voz de dono muito "cuchi-cuchi", um pouco parecida com aquela voz com que se fala aos bébés (!):
  - Olha... olha quem está ali... é o ___(não me lembro do nome do cão).
Ao mesmo tempo gritava mais alto a chamar o cão da amiga, e voltava a entusiasmar o seu cão com a perspectiva de encontrar o amigo.
Quanto finalmente todos se juntaram os cães engalfinharam-se automaticamente, e a senhora que há momentos gritava de entusiasmo passou a gritar de horror, a tentar puxar a trela do seu cão para o afastar.
E logo voltou a subir a rua, num humor exactamente contrário ao que tinha quando desceu, mas a falar com o seu cão na mesma voz "cuchi-cuchi".

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Moinhos de Santana


As férias acabaram, mas de volta a Lisboa continuo a procurar dar continuidade aos desenhos o mais diariamente possível.
Este foi logo de manhãzinha, ainda o fresco da noite não se tinha ido completamente embora.
Perto de mim estava um senhor já com alguma idade cheio de sacos, a alimentar uma série de gatos que andavam por ali de volta dele. Já assisti a essa cena novamente, pelo que parece que este é um ritual diário, quer para o senhor quer para os gatos, que começam o dia desta forma.
É curiosa esta devoção que certas pessoas tem para com os animais.  Com certeza este ritual sabe-lhe tão bem a ele como sabe aos gatos.

domingo, 25 de setembro de 2016

Barragem de Lumiares


Antes de deixar São Cosmado definitivamente ainda fui visitar a barragem de Lumiares. Não estava para grandes coisas por isso fiz um desenho simples.

sábado, 24 de setembro de 2016

São Cosmado XI


Esta casa está fechada há muito, muito tempo. Nem me lembro de algum dia a ter visto habitada. Apesar disso nunca a tinha visto deste ângulo, porque para tal é preciso atravessar o portão de entrada na quinta. Este ano perdi a vergonha e decidi fazê-lo, movido pela curiosidade de ver a casa.
A tarde já ia adiantada e sentei-me à sombra no banquinho, a desenhar sossegadamente, no silêncio do local.

E este foi e vai ser o meu último desenho em São Cosmado. A casa dos meus avós (que agora pertencia aos herdeiros) foi vendida e assim, ao fim de 39 anos, vou ter que encontrar outro local para passar as férias de verão daqui em diante.
Nestes últimos anos fiz cerca de 100 desenhos em São Cosmado. Talvez um dia os compile num livro.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

São Cosmado X


Já tinha desenhado por aqui, mas exactamente a vista oposta no cimo deste caminho, e a cores. Este ano foi como se tivesse desenhado o negativo, do lado contrário e a preto e branco.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

São Cosmado IX


Este não é o melhor ângulo dos Calhaus do Cunho. Aliás, deste ângulo praticamente só se vê um deles, mas já por mais de uma vez os desenhei do melhor lado, e até em cima deles.
Apesar de os visitar todos os anos, muito poucas vezes as a partir de aqui, uma vez que o caminho principal passa do outro lado e efectivamente deste lado não são tão bonitos.
Assim já fico com mais 1 ponto de vista desenhado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

São Cosmado VIII


A capela da N. Srª da Aflição tem um miradouro de onde se vê a vila e todos os montes em frente. Já desenhei essas paisagens antes, assim como a capela em si, por isso desta vês dediquei-me mais aos arredores.
Para variar um pouco optei por utilizar apenas 2 pastilhas de aguarela na pintura, azul ultramarino e siena queimada.

sábado, 17 de setembro de 2016

São Cosmado VII


Ao fundo desta estrada há um tanque, daqueles onde se lavava a roupa há muitos, mesmo muitos anos atrás. O tanque foi das primeiras coisas que desenhei em São Cosmado, já lá vão 4 anos. Há cerca de 30 atirava-lhe pedras sempre que lá passava, numa espécie de tradição, para ver as ondas provocadas na água.
Hoje em dia ainda tem água, sempre limpinha e transparente.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

São Cosmado VI


A casa era quase todas em pedra, num tom castanho constante, e o que lá sobressaia nela mesmo o verde da porta. Como passar a mesma sensação para o desenho? Nada mais fácil pintar só a porta e deixar o resto só com o traço.
As escadas também tem um corrimão em ferro muito desinteressante, pelo que optei por não o desenhar. No meu desenho mando eu!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

São Cosmado V


Esqueci-me de desenhar as 3 turbinas eólicas ao fundo do monte. Nem sempre me lembro de as riscar. Talvez seja o subconsciente e recordar outros tempos.
Já tinha desenhado quase esta mesma vista antes, mas foi numa folha maior e pintada com aguarela. Desta vez só queria passar simplesmente pelo acto de desenhar, exactamente naquele local, exactamente naquele momento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

São Cosmado IV


Esta curva vê-se bem da varanda de casa, umas boas centenas de metros mais acima. Já tinha passado ali de manhã, mas nessa hora o sol estava mesmo de frente a aquecer cada vez mais, pelo que decidi deixar o desenho para uma tarde, para me poder resguardar a sombra. Mas resguardei-me eu e as moscas que constantemente me pousavam nas pernas e faziam com que eu andasse aos coices no ar para as afastar. Deve ser uma bela imagem de pé, caderno na mão, sempre a dar a perna sem sair do sitio.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ribeira de Goujoim II


Não me apetecia deixar a Ribeira de Goujoim só com 1 desenho e ainda tinha tempo para mais qualquer coisita, por isso arranjei uns degraus à sombra virados para mais uma casa abandonada e pus-me ao trabalho no caderno pequeno.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ribeira de Goujoim


A estrada para chegar a Ribeira de Goujoim desce cerca de 500m de altitude em cerca de 5km. Tem troços em que assusta mesmo se espreitarmos pela janela do carro lá para baixo, já que a estrada não tem qualquer protecção. A aldeia não tem saída e quando nos queremos ir embora temos que seguir exactamente a mesma estrada em sentido contrário.
A aldeia é pequenina, mesmo pequenina, com uma ponte em pedra que atravessa o rio(zito).
A inclinação do monte é tanta que parece que as casas estão empilhadas umas em cima das outras.
Mas o sossego do local é incrível e praticamente a maior parte dos sons que ali se ouvem são naturais. Mesmo como eu gosto.
Andei um pouco a pé, percorri parte da margem do rio e voltei a aldeia para desenhar.
A aldeia tem umas quantas casas abandonadas, como é o caso da que desenhei, que tinha a porta aberta mas não me arrisquei a entrar, porque aquele chão de madeira já não tinha um ar muito saudável.

sábado, 10 de setembro de 2016

Armamar


A deslocação a Armamar para fazer umas compras tinha principalmente o propósito de fazer umas compras, mas aproveitei também para comer uma argola de coco das melhores que costumo comer (em Lisboa não conheço nenhum local onde possa fazê-lo).
Enquanto comia aproveitei a vista da esplanada para dar uso ao caderno pequeno a preto e branco que andava um pouco abandonado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

São Cosmado III


Continuei pelos montes, decidido a fazer um longo passeio. Acabei por percorrer uma zona onde não passava há alguns anos, onde agora é impossível não estarmos sempre na presença das enormes eólicas. São mesmo muitas as que estão instaladas em toda a paisagem, ao perto e ao longe, de tal forma que há noite todos os montes como que demarcados pelas pequenas luzinhas vermelhas que brilham a noite toda.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

São Cosmado II


Este ano ainda me assustei um pouco, quando ao subir o caminho pelo monte vi de repente uma área enorme de terreno toda "devastada", onde os pinheiros e as giestas foram substituídas por uma terraplenagem com plantação de pequenas árvores (julgo que cerejeiras). E assustei-me porque de repente imaginei que a "devastação tivesse chegado ao meu local favorito, bem lá no alto, onde normalmente me vou sentar a contemplar a vastidão para o horizonte.
O susto foi infundado, embora tivesse sido por muito pouco que o local se manteve intacto.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

São Cosmado


Mais uma vez aproveitei as férias do verão para passar uns dias em São Cosmado. Não me canso de percorrer os mesmos caminhos de sempre, que cada vez vão ficando mais diferentes do que já foram, com cada vez mais áreas de cultivo onde antes havia mato "virgem". Mas especificamente este cenário não mudou muito, a não ser com o surgimento das éolicas lá ao fundo no monte.