segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Portas


Eu gosto de desenhar portas mas há muito tempo que não desenhava uma. No outro dia fizeram-me esse comentário e fiquei com a ideia estampada na cabeça. Quando fui dar uma voltinha a Alfama vi-me rodeado de muitas portas, daquelas que apetecem desenhar, e de repente tudo se conjugou: apareceu mais uma no meu caderno.
O sol estava a bater-me nas costas enquanto desenhava e punha uma sombra interessante na porta. Enquanto isso mais à direita, de vez em quando aparecia uma senhora na janela da sua porta para pendurar mais uma peça de roupa nas cordas do estendal, enquanto uma criancinha dentro de casa ia brincando em voz alta.
Mais abaixo na escadaria, sentado num dos degraus, um senhor falava ao telemóvel a tentar pedir uns favores para conseguir visitar o barco que a arqueologia desenterrou no Campo das Cebolas.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

(Nas) Escadinhas de St. Estevão


O desenho anterior tinha sido feito à sombra e, apesar da manhã estar agradável, ainda estamos no Inverno e por isso fiquei gelado. Assim decidi que o desenho seguinte tinha que ser feito ao sol.
Não foi preciso andar muito porque, uns 20 metros acima, o sol batia nas escadas de acesso à igreja de Santo Estevão e a partir delas fiquei cativado por esta vista.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

É duro


Encostei-me a uma fachada junto a umas escadas para desenhar este pequeno pátio. Por mim fartaram-se de passar pessoas a passear ou mesmo com malas de viagem. Mas houve uma que me ficou na memória: uma senhora que apareceu de baixo a carregar um grande saco, com um passo pausado de certeza para gerir o esforço. Passou por mim e continuou a subir.
Ao fim de algum tempo passou-me à frente novamente, desta vez vinda de cima, com mãos livres e passo rápido, e desapareceu a descer as escadas.
Entretanto um pouco mais tarde voltou a aparecer de baixo a carregar mais um grande saco e de novo com uma passada pausada.
Pelos vistos para se morar em Alfama é preciso estar em forma quando se vai às compras.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

St. Estevão


O papel deste caderno, para além de ser amarelado, é também muito absorvente e não tem sido fácil fazer escuros que fiquem escuros. Às vezes quero conseguir um pouco de contraste mas o desenho acaba por ficar sempre meio baço (e o scanner ajuda).
A meteorologia tinha previsto chuva para o dia, mas assim que vi o sol a aparecer de manhã saltei logo de casa para ir desenhar um pouco.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Teve que ser


Não gostei lá muito desta perspectiva, mas como estava frio e não me apetecia sair do carro optei por desenhá-la mesmo assim.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Barco solitário


Ia em direcção da entrada na doca e a meio caminho reparei no barco solitário enquadrado entre as escadas e a rampa. Assim que o vi sabia que o queria desenhar, mas mesmo assim ainda fui até à ponta para estudar o terreno e avaliar outras perspectivas para desenhar.
Mas a minha cabeça já estava focada no barco solitário, por isso voltei para trás e encostei-me a um poste para desenhá-lo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Encaixado


Assim de repente assusta um pouco querer enfiar um grande monumento num caderno pequeno, mas por outro lado é um bom exercício para se deixarem os pormenores de lado e tentar captar o essencial.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Compor


Gosto de prestar atenção à composição dos desenhos. É algo que me interessa. Acho que a composição, mais do que um traço ou cores bonitas. 
No entanto isto não quer dizer que fique muito tempo a pensar antes de fazer um desenho. A maior parte das vezes quando olho para algo à minha frente imagino logo como o passaria para uma página, que elementos colocaria e onde. Aliás, muitas vezes é isso que me faz iniciar um desenho, encontrar no mundo uma composição que seja bonita aos meus olhos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Maquinaria


Para variar um pouco os temas aproveitei desenhar estas máquinas à minha frente para ver se ficavam bem no caderno.
Inicialmente pensava que as ia desenhar devagarinho, cabo a cabo e parafuso a parafuso. No entanto quando a caneta aterrou na folha ganhou vida própria e avançou mais rápido do que eu esperava.
Gosto disso... começo a chamar-lhe desenho por instinto.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sobreposição


Achei piada enquadrar o bar como se fizesse parte da Torre de Belém, a sobrepor-se perfeitamente à sua verdadeira área horizontal rio adentro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Parece


Assim de repente quase faz lembrar uma enorme cascavel na sua famosa posição vertical. Mas não, trata-se apenas de meia âncora pousada na relva junto ao museu de Marinha.
Felizmente junto a ela estava um banquinho onde batia o sol e que me serviu de porto de abrigo ao frio enquanto desenhava.

Correcção: parece uma cobra capelo e não cascavel (obrigado Pedro!!) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Invernal


Estava uma espécie de névoa naquela manhã, mas não o suficiente para fazer desaparecer aquela ponta das casas que se viam por cima da vegetação. A ideia era as cores ficarem todas muito esbatidas porque, apesar de visíveis, tinham a névoa a atenuá-las.
Apesar do desenho até estar com um efeito algo invernal, gostava que tivesse ficado ainda mais esbatido. Poderia "mastigá-lo" mais um pouco mas saber parar também é uma virtude.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Resumindo


O relevo bastante inclinado do relvado serviu para me sentar um pouco ao sol a fazer este desenho. A informação à minha frente era muita, mas optei por passar para o caderno apenas aquilo que me fez sentido tendo em conta a composição que tinha imaginado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Pequenino


Tinha cerca de 30 minutos por isso pus mãos-à-obra rapidamente. Estes desenhos intrincados, apesar de serem feitos no caderno pequenino e sem cor, muitas vezes levam mais tempo do que outros bem maiores.
O desenhar pequenino tem destas coisas, a mão não pode voar pelo caderno senão arrisca-se a sair folha fora. Mas eu gosto, tanto como gosto de desenhar grande... no fundo eu gosto simplesmente de desenhar.

Para ali virado


Mais um daqueles desenhos que surgiu por causa do frio, uma vez que era para ali que estava virado o carro e não me apetecia ir enregelar lá para fora à procura de algo melhor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sombra


Mais um pedaço da famosa torre (um pedaço pequenino) e um bocado maior da sua envolvente. Normalmente as primeiras horas da manhã atiram uma sombras muito interessantes na paisagem, mas deste ângulo e àquela hora apenas se vê uma enorme massa escura quebrada timidamente pelo reflexo do muro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Simplificar


Às vezes só me apetece simplificar. Aliás, acho que quero sempre simplificar, embora por vezes me perca um pouco e me desvie do objectivo.
Neste caso simplifiquei (demasiado).

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Reflexos


Não é fácil replicar os reflexos, ainda para mais neste papel super absorvente. Mas não se viram as costas a um bom desafio, por isso aqui ficou a tentativa.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mudança


O nome do largo é engraçado "Outeirinho da Amendoeira". Calculo que em tempos o espaço fosse mais aberto e tivesse uma amendoeira lá plantada.
Hoje em dia não se vê nada disso, mas uma das ruas que sai do largo tem uma perspectiva bonita, tipicamente lisboeta, com uma fachada em destaque onde foi feita uma pintura mural.
Realmente as coisas mudam.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Frio


Estava frio nesta manhã... mesmo frio. O carro marcava 3 graus lá fora, mas como havia um pouco de tempo para matar foi questão de insistir no desenho para aquecer o espírito. E aqueceu tanto que a certa altura tive que abrir um pouco os vidros para impedir que embaciassem por dentro.