segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tavira - 31º encontro USKP

No fim de semana que passou realizou-se o 31º encontro dos Urban Sketchers. O local escolhido para o encontro foi a cidade de Tavira. Quando soube que o encontro ia ser em Tavira soube também que era um encontro ao qual não podia faltar, uma vez que tenho boas recordações da cidade e já há algum tempo que não a visitava.


 Logo de manhã saí em direcção à estação dos comboios. Como amante de tudo o que é ferroviário foi obviamente o 1º impulso.
A travessia da linha ainda tem as cancelas que baixam e as sirenes que se fazem ouvir quando vai passar o comboio.



Ainda mal tinha abandonado o local do desenho anterior e andado uns metros ao lado da linha em direcção à estação, deparei-me logo com estas linhas de telhados que achei perfeitas para servir de páguna de apresentação ao meu novo caderno Laloran.



Depois de mais umas voltas pela estação e de ver uma série de elementos que me apeteciam desenhar decidi começar a andar pela cidade, senão arriscava-me a passar o dia só na estação dos comboios. Achei piada a esta rua nas traseiras do Regimento de Infantaria, cheia de árvores e muito calma (mas também com muitas moscas, que foram uma constante ao longo dos 2 dias).



Antes do almoço tive ainda tempo para ir à zona das salinas. Não investiguei muito a área porque deparei-me logo no ínicio com o ângulo que ia desenhar. Era o local perfeito para o 1º panorama do fim-de-semana. Acabei por apenas fazer o desenho antes do almoço e ir pintá-lo da parte da tarde.



Já ia para o 5º desenho e ainda não me tinha atirado aos barcos de que também gosto muito, pelo que achei que estava na hora. Havia muito por onde escolher mas o felizardo foi o Mestre Carlos, até porque me consegui sentar em cima de uma enorme caixa que por ali estava. Pareceu-me uma bela poltrona depois dos lancis, muros e passeios que experimentei ao longo da manhã.



A seguir aos barcos queria desenhar um panorama do rio, mas pelo caminho ainda fui chamado por uma ruela com um pavimento atractivo.



Para o 2º panorama encontrei o degrau perfeito onde me sentar, com uma vista para o casario à beira rio e a zona de atracagem dos barcos. O tempo estava muito agradável e aquele momento final do desenho já quase perto do pôr-do sol foi fantástico.



À hora do jantar chegou a altura de nos desenharmos uns aos outros. Como a Ketta estava à minha frente foi a 1ª opção mas que se revelou bastante complicada, até porque fez o favor de não estar quieta e de se virar constantemente para os 2 lados.



Desenhar a Rita e o Pedro foi bastante mais fácil, porque para além de estarem entretidos a comer o que via era sempre o mesmo lado do perfil, pelo que foi mais fácil estabelecer as referências para o desenho.



Já no dia seguinte, apesar de ter passado 2 noites dificeis devido ao roncar do meu colega de camarata, sentia-me cheio de força para mais uns desenhos. Não vi o nome desta igreja, mas como ando sempre a olhar para cima nas ruas encontrei este cruzamento de linhas e perspectivas. Estava na hora de testar mais um lancil de Tavira, para ver se era mais mole do que os anteriores onde já me tinha sentado.



Na subida para o castelo encontrei esta rua e largo, no qual me lembrei de tentar uma perspectiva diferente, já que estava mesmo em frente à porta ao centro do desenho e tinha a rua a descer para a esquerda e o largo com a torre ao fundo para a direita. Este desenho já foi feito de pé e ao sol, por isso assim que terminei a tinta fui para o banquinho mais próximo à sombra aplicar a aguarela.



Dentro do castelo deparei-me com a uma das vistas mais bonitas que vi nos últimos tempos, com uma panorâmica fantástica da cidade, do rio e do mar ao fundo. Sentei-me confortável em cima de uma ameia, encostado a uma das torres da muralha e pus-me ao trabalho. O tempo passou depressa, apesar de ter estado 2 horas a fazer este desenho, mas aproveitei cada momento em que lá estive. Infelizmente tinha chegado a hora do encontro para o almoço e não consegui aplicar a cor, mas ainda não afastei essa ideia da cabeça.


No geral foi um encontro fantástico, com um convívio ainda melhor, num local lindo. Era dificil conseguir melhor.

5 comentários:

hfm disse...

Soberbos. A igreja de que não sabes o nome está magnífica. Um prazer para a vista.

Manuela Rolão disse...

Que prazer ver os teus desenhos e ler as histórias associadas!

Pedro Ferro disse...

A panorâmica está muito bem conseguida.

Devias também pegar nessa última fotografia e tentar um auto retrato!

Octávio Ribeiro disse...

A Igreja de que não sabes o nome é a Igreja de Santiago em memória dos Cavaleiros de Santiago da Espada, que retomaram Tavira aos mouros (em 1239 segundo uns, em 1242 segundo outros) comandados pelo Comendador da Ordem, D. Paio Peres Correia

Filipe Almeida disse...

Obrigado pelo esclarecimento, Octávio!